sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Botafogo encara o Deportivo Quito na Libertadores



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Um dia depois de garantir a vaga para a Libertadores, após a derrota da Ponte Preta para o Lanús, por 2X0, o Botafogo já sabe quem será seu adversário na primeira fase do torneio sul-americano: será o Deportivo Quito, do Equador.
Em termos de time, a equipe equatoriana não chega a ser um grande problema porque, apesar de já ter disputado a Libertadores algumas vezes, nunca chegou a ser um time realmente de chegada. Entretanto, o Botafogo fará a primeira partida em Quito, na altitude, o que será um problema para o alvinegro, uma vez que a equipe estará no início de temporada, ainda adquirindo condicionamento físico. Caso consiga um bom resultado no Equador – um empate, por exemplo –, terá totais condições de conseguir uma vitória jogando no Rio de Janeiro.
Caso passe pelo Deportivo Quito, o Botafogo não terá adversários tão difíceis na fase de grupos. O adversário mais difícil deverá ser um dos argentinos, San Lorenzo ou Lanús. Os demais, Unión Espanõla, do Chile, e Independiente José Téran, do Equador, não são equipes tão perigosas. O representante equatoriano é estreante em Libertadores. Teoricamente, o Botafogo deverá brigar com a equipe argentina pelo primeiro lugar do grupo.
Agora é arrumar a casa e começar o planejamento. A começar pelo técnico. O Botafogo anunciou que Oswaldo de Oliveira não será o comandante do Glorioso em 2014. Oswaldo recebeu uma proposta do Santos e o Botafogo sequer fez uma contra-proposta. O treinador deverá ser anunciado pela equipe santista em janeiro.
De certo no Fogão foram as renovações dos contratos de Edílson e Bolívar, ambos por um ano. Em termos de contratações, o experiente Jorge Wagner já está apalavrado com o Botafogo e está apenas esperando o fim de seu contrato com o XXXXXX, do Japão, para assinar com o Botafogo, sem nenhum ônus para o alvinegro.
Em termos de treinador, falou-se em nomes como Levir Culpi – que já dirigiu o Botafogo – e Tite, mas, até agora, nenhum nome foi confirmado.              

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Agora é torcer contra a Ponte!



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Com o apoio da torcida, que compareceu em bom número, o Botafogo fez a sua parte. Venceu o Criciúma, por 3X0 – gols de Lodeiro, Elias e Seedorf – e foi beneficiado pela derrota do Goiás para o Santos, também por 3X0. Caso o Vasco derrotasse o Atlético-PR, o Botafogo ficaria em 3° lugar. Entretanto, o Vasco foi goleado por 5X1, e o Botafogo terminou em 4° lugar.
Agora o Botafogo depende de a Ponte Preta não conquistar a Copa Sul-Americana, na quarta-feira, contra o Lanús, para ficar com uma das vagas para a Libertadores. No primeiro jogo, em São Paulo, ocorreu um empate por 1X1. A Ponte, agora, precisa vencer por qualquer resultado para ficar com o título; empate leva a decisão para os pênaltis, uma vez que, na final, a Sul-Americana não leva em conta o critério de gol marcado fora de casa.
O Botafogo aguarda o jogo da volta, na Argentina, e terá que torcer por uma vitória do Lanús para que assegure a 4ª vaga e dispute a Libertadores no ano que vem, competição que não disputa desde 1996.
Caso o Botafogo conquiste a vaga, teremos uma situação curiosa entre os times cariocas: 2 times – Vasco e Fluminense – rebaixados para a Série B, e dois times – Botafogo e Flamengo – disputando a Libertadores. O Vasco disputará sua 2ª Série B em 5 anos; o Fluminense, dentre os países que possuem um futebol mais forte, é o primeiro campeão de um ano (2012) a cair no ano seguinte (2013).
O Botafogo já vem, há alguns anos, brigando para ficar entre os quatro primeiros do Brasileirão para conquistar uma vaga para a Libertadores. Nesse ano, o Botafogo conseguiu o tão almejado 4° lugar, mas poderá perder a vaga caso a Ponte seja campeã da Sul-Americana.
De positivo, podemos tirar duas conclusões: a torcida teve papel importante, comparecendo em bom número - 34.354 presentes – e apoiando a equipe, vaiando as jogadas de ataque do adversário e incentivando o time quando este atacava; e o ótimo jogo apresentado pelo Botafogo, criando boas oportunidades e imprimindo um ritmo forte durante praticamente o jogo todo, marcando forte quando estava sem a posse de bola.  

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Boa campanha, mas talvez sem Libertadores!



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O Botafogo precisava vencer o Coritiba para voltar ao G4. Precisava! Sem fugir do comportamento apresentado nos últimos anos, quando o time parece “tremer” em momentos decisivos, o Glorioso perdeu para o Coritiba e viu suas chances de classificação para a Libertadores diminuírem. O time ainda pode ficar em terceiro lugar – desde que vença o Criciúma, o Goiás não vença o Santos e que o Atlético-PR perca para o desesperado Vasco – ou em quarto – e torcer para que a Ponte preta não conquiste a Sul-Americana.
Analisando apenas o Campeonato Brasileiro, à exceção do Botafogo, os times cariocas foram uma grande decepção. Flamengo, Vasco e Fluminense passaram o campeonato inteiro brigando para fugir da zona da degola. O Flamengo só se livrou da ameaça de cair para a Série B na antepenúltima rodada, quando venceu o Corinthians; Vasco e Fluminense terminaram a 37ª rodada na 17ª e 18ª posições, respectivamente. Matematicamente, um clube carioca cairá para a 2ª divisão, podendo, até mesmo, cair os dois.
Então, por que a torcida do Botafogo termina o ano com esse gostinho de decepção?
O time sofreu com problemas financeiros, principalmente depois da interdição do Engenhão; perdeu alguns jogadores importantes e não conseguiu repor, uma vez que tinha suas rendas penhoradas e salários atrasados; jogadores importantes – como Seedorf e Rafael Marques – sentiram a maratona de jogos e caíram de produção no final do campeonato.
De positivo, o trabalho do técnico Oswaldo de Oliveira. Mesmo não sendo do agrado de grande parte da torcida, o treinador tirou “leite de pedra” após perder vários jogadores importantes. O time só não caiu de produção porque Oswaldo já vinha fazendo um trabalho com os garotos da base, preparando-os para atuar no time principal em caso de necessidade. Seu trabalho de observação também foi importante ao trazer Elias e Hyuri, revelação dos times ‘pequenos’ do Rio.
O final de campeonato do Botafogo – principalmente se não conseguir se classificar para a Libertadores – vem sendo decepcionante. Mas acredito que o Botafogo iniciou um trabalho, nesse ano, que poderá render frutos no ano que vem. Vários clubes importantes decepcionaram no Brasileirão, como é o caso dos três grandes do Rio, além de Internacional, Corinthians, Santos e São Paulo. O Botafogo, mesmo não fazendo grandes investimentos, montou um time competitivo. Se conseguir se reforçar para o ano que vem, montando um time titular forte e tendo peças de reposição entre os reservas, o time poderá continuar brigando pelas primeiras posições no Brasileirão de 2014, assim como já fez em 2013.
É claro que ficarei decepcionado caso o Botafogo não consiga se classificar para a Libertadores. Porém, analisando a situação sem a paixão cega que norteia o torcedor, consigo vislumbrar um bom trabalho realizado pelo time. Não podemos esquecer que o Campeonato Brasileiro é considerado como sendo o mais difícil do mundo. E, em um campeonato desse nível – para melhor ou para pior –, o Botafogo fez uma grande campanha.
Hoje, o Botafogo tornou-se um clube “atraente” para os jogadores. Se conseguir manter a base e contratar alguns reforços pontuais, o time poderá fazer uma boa campanha em 2014 e – quem sabe? – desta vez com títulos.   

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Não depende mais de si



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O Botafogo não depende mais apenas de si para conquistar uma das vagas para a Libertadores. Além de ter que vencer seus dois últimos jogos (Coritiba, no Paraná, e Criciúma, no Maracanã), o Fogão precisa de tropeços dos adversários para chegar ao G3 – a 4ª posição só garante vaga caso São Paulo ou Ponte Preta não conquiste a Sul-Americana.
A vantagem do Botafogo é que, na próxima rodada, Grêmio e Goiás, seus adversários diretos pela vaga, se enfrentam em Porto Alegre. Porém, qualquer que seja o resultado, o Botafogo poderá, no máximo, chegar ao 4° lugar. Assim, precisará do tropeço de um dos adversários, na última rodada, para chegar ao 3° lugar – e se garantir na Libertadores sem precisar esperar o resultado da Sul-Americana. Isso, caso o Botafogo não tropece nas duas últimas rodadas.
O Botafogo poderá ter uma vantagem na última rodada: dois de seus adversários poderão ter jogos complicados. O Atlético-PR enfrentará o Vasco e o Grêmio jogará contra a Portuguesa. A Portuguesa poderá chegar na última rodada ainda precisa somar pontos para escapar do rebaixamento, enquanto o Vasco, com certeza, estará brigando para fugir do Z-4. Caso um dos dois tropece, o Botafogo poderá chegar ao terceiro lugar e garantir vaga.
Porém, a missão do Botafogo não é tão simples assim. O Coritiba enfrentará o Botafogo jogando em casa e precisando ganhar para fugir do rebaixamento.  Já o Criciúma poderá chegar na última rodada ainda correndo risco de rebaixamento. E, como o Botafogo anda muito inconstante, não há garantia de que ele vencerá esses dois jogos. Caso tivesse derrotado o São Paulo, o Glorioso estaria em 4° lugar e, na próxima, poderia chegar ao 3°, dependendo apenas de si para garantir vaga na Libertadores.
O Botafogo tem três opções para ir para a Libertadores: depender de tropeços dos adversários, no Brasileirão; torcer para o Atlético-PR conquistar a Copa do Brasil; e/ou torcer para que nenhum time brasileiro (São Paulo ou Ponte Preta) conquiste a Sul-Americana.         

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Libertadores: será que ainda dá?



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Depois de passar 30 de 33 rodadas no G4, o Botafogo saiu do grupo que dá acesso à Libertadores na 34ª rodada. Na 35ª, o Fogão chegou a voltar ao G4, após golear o Atlético-PR por 4X0. Porém, no dia seguinte, Goiás e Grêmio venceram seus jogos e ultrapassaram novamente o Botafogo.
Faltando apenas 3 rodadas para o final do campeonato, será que ainda dá para o Botafogo chegar à Libertadores?
Dos 3 jogos restantes, o Botafogo fará 2 jogos fora de casa, contra São Paulo e Coritiba, e um em casa, contra o Criciúma, na última rodada. O Botafogo enfrentará um São Paulo preocupado com a Copa Sul-Americana e que vem de derrota por 3X1, em casa, para a Ponte Preta e, por isso, precisa vencer a Macaca por 3X0 para se classificar para a final. Por isso, o Tricolor Paulista deverá jogar com um time misto ou, até mesmo, reserva contra o Botafogo, o que pode ser perigoso, uma vez que, enquanto os titulares iriam se poupar para o jogo decisivo, na quarta-feira, os reservas querem mostrar serviço ao técnico Muricy Santana.
Contra o Coritiba, o Botafogo irá enfrentar um adversário que precisará da vitória para sair da zona do rebaixamento ou, mesmo que tenha saído, para se manter fora dela. O Botafogo terá, a seu favor, o fato de que o Coritiba vem caindo pelas tabelas, literalmente, e, nas últimas 5 partidas, o time conseguiu 1 vitória, 1 empate e 3 derrotas. O Coxa está há 4 jogos sem vencer.
Já o Criciúma, último adversário do Botafogo, está fora da zona do rebaixamento e vem de uma boa sequência. Se mantiver as boas atuações, poderá estar livre do rebaixamento quando enfrentar o Glorioso.
Alguns pontos são positivos para o Botafogo: o Atlético-PR, adversário direto a uma das vagas, foi derrotado pelo Botafogo e está apenas 1 ponto à frente. Além disso, o time ainda irá enfrentar o Flamengo, no Maracanã, na final da Copa do Brasil. No 1° jogo, em Curitiba, o Furacão empatou por 1X1. A vantagem do Atlético-PR é que, na próxima rodada, enfrentará o Náutico, o que é quase uma certeza de vitória. Depois o Furacão enfrentará o Santos, que não tem mais interesse no campeonato, e encerrará contra o Vasco, que ainda poderá estar brigando para não cair.
O caminho do Grêmio não será tão fácil, pelo menos, aparentemente. O time enfrentará a Ponte Preta, que ainda luta para fugir do rebaixamento; depois, terá um confronto direto contra o Goiás – o que poderá ser bom para o Botafogo –; e terminará contra a Portuguesa, que ainda poderá estar brigando contra o rebaixamento.
O caminho do Goiás, aparentemente, é mais fácil. Tirando o confronto direto contra o Grêmio, na 37ª rodada, o Esmeraldino enfrentará Atlético-MG, que já pensa no Bayern, e o Santos, que está apenas esperando o campeonato acabar.
Ao Botafogo, resta tentar vencer as partidas restantes para não depender de resultados. O Fogão deverá tentar ficar com, pelo menos, o 3° lugar para garantir vaga para a Libertadores sem depender do fato de um clube brasileiro não conquistar a Sul-Americana.
A briga nestas 3 últimas rodadas promete ser acirrada, tanto por Libertadores quanto contra o rebaixamento. E, neste campeonato maluco que foi o de 2013, temos três times que vieram da Série B (Atlético-PR, Goiás e Vitória) brigando por vaga na Libertadores, enquanto que no outro extremo, temos quatro times campeões brasileiros (Vasco, Coritiba, Bahia e Fluminense) brigando para não cair. 

sábado, 9 de novembro de 2013

Para alguns jornalistas, torcida só ganha jogo se torcer para o Flamengo



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O meia Seedorf, participando do programa “Redação Sportv”, reclamou da ausência da torcida nos jogos decisivos do Botafogo nesta reta final do Campeonato Brasileiro, afirmando que a torcida ajuda a empurrar o time. No mesmo programa, em outro dia, o jornalista Arthur Dapieve, respondendo a Seedorf, disse que a torcida vem sendo usada como “bode expiatório” para administrações incompetentes.
Discordo da opinião do jornalista citado, pois me parecem levianas as afirmações que ele fez no programa, principalmente levando-se em conta que os jornalistas esportivos – incluindo o próprio Dapieve – “derretem-se” diante de um Maracanã lotado de torcedores rubronegros, afirmando que a presença dos torcedores “empurra” o time do Flamengo. Vemos vários jornalistas praticamente exortando a torcida flamenguista a comparecer ao estádio para “empurrar” o time. Agora, quando se trata do Botafogo, pedir a participação da torcida é jogar para a torcida o peso de más administrações. Parece-me que, neste caso, o jornalista citado utilizou dois pesos e duas medidas para avaliar a importância da torcida para incentivar um time.
Quando os jogadores, comissão técnica e diretoria reclamam da ausência do torcedor botafoguense dos estádios, nada mais estão fazendo do que confirmar algo que vem acontecendo há décadas. O Botafogo tem uma torcida extremamente exigente, que cobra os jogadores, exige títulos e quer grandes jogadores no time, mas que não faz a sua parte comparecendo ao estádio para incentivar a equipe a conquistar os títulos que ela tanto exige.
A torcida cobra do Botafogo um título de Copa do Brasil. No entanto, quando o Botafogo disputou o jogo da volta, contra o Flamengo, o Maracanã estava lotado de rubronegros, enquanto um pequeno espaço acomodava os torcedores alvinegros. Não parecia um clássico, e sim o jogo de um time grande contra um pequeno, que possui torcida pequena. Que estímulo se pode esperar de um jogador ao disputar um jogo no qual a sua torcida não comparece? Será que o jornalista Arthur Dapieve teria estímulo em escrever uma reportagem que seria lida por meia dúzia de torcedores, em um jornal de pequena circulação? Creio que não.
Além disso, em nenhum momento ouvi qualquer integrante do Botafogo colocando, na torcida, a culpa pelos maus resultados. Eles apenas pedem mais apoio para que o time consiga o objetivo de disputar a Libertadores, objetivo este que não é apenas dos jogadores, mas também de sua torcida.
Torcida não ganha jogo, mas ajuda a “empurrar” o time, além de, em alguns casos, intimidar a equipe adversária. O que o Botafogo conquistou até aqui, neste Campeonato Brasileiro, o fez apoiado na hombridade e no compromisso dos jogadores, que não relaxaram nem mesmo quando estavam com os salários atrasados, mantendo a equipe no G4 em 29 das 32 rodadas disputadas (sendo 28 rodadas consecutivas). E isso contando com públicos ridículos, que colocam o Botafogo na 12ª posição em média de público, sendo o pior carioca neste quesito, atrás de Vasco e Fluminense, que estão brigando contra o rebaixamento, e do próprio Flamengo, que passou o campeonato inteiro brigando para não cair, respirando apenas nas últimas rodadas.
Os jornalistas que “exaltam” o Maracanã lotado de rubronegros empurrando o time, deveriam ser os mesmos a cobrarem da torcida do Botafogo uma maior participação, principalmente quando o time vem fazendo uma excelente campanha. Mas parece que, para parte da imprensa, o que vale para o Flamengo não vale para os demais clubes.    

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Novo campeonato, velho filme



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Faltam apenas 6 rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro de 2013. Certezas, apenas duas: o Cruzeiro será o campeão e o Náutico já está matematicamente rebaixado.
Quanto ao Botafogo, o time havia recuperado o 2° lugar na tabela após a vitória sobre o Atlético-MG. Porém, nesta última rodada, o time tropeçou no Goiás, perdendo por 1X0, no Serra Dourada. Com a derrota, o Botafogo caiu do 2° para o 4° lugar e viu o Goiás diminuir a diferença, que era de 4 pontos, para apenas 1. caso tropece diante do Internacional, o Glorioso poderá ver o Goiás ultrapassá-lo na classificação. Além disso, poderá ser ameaçado pelo Vitória, que hoje ocupa a sétima posição, 5 pontos atrás do Botafogo – o Atlético-MG é o sexto colocado, mas já está classificado para a Libertadores e não ameaça o Fogão –, e poderá diminuir a diferença para 2 pontos.
Esse é um velho fantasma que vem assombrando o Botafogo nos últimos campeonatos. O time até chega para brigar por título e Libertadores, mas começa a cair no final e acaba sem chances. É algo curioso que precisa ser corrigido. O time do Botafogo é bom, vem fazendo uma ótima campanha, tem um bom técnico e revelou vários bons jogadores da base. Tem vários jogadores experientes no elenco – Seedorf, Renato, Lodeiro, Bolívar, Jefferson -, mas vem perdendo fôlego no final, permitindo a aproximação de times como o Goiás e o Vitória. Se o problema não for físico, é mental. O Botafogo treme quando chega nos momentos decisivos do campeonato?
Na Copa do Brasil, quando teve um jogo decisivo contra o Flamengo, o time não se acertou, nem no ataque e nem na defesa, e acabou eliminado de forma vergonhosa, sendo goleado por 4X0. Faltou preparo físico ou o time tremeu?
A Libertadores ainda é uma possibilidade real. Até porque Grêmio, Atlético-PR e Goiás ainda estão na briga pela Copa do Brasil. As coisas só se complicarão para o Fogão se o Flamengo for o campeão do torneio. Caso um dos três times que estão brigando com o Botafogo pela vaga na Libertadores ganhe a Copa do Brasil, abre uma vaga no Brasileiro. Mas o Botafogo corre o risco de, se ficar em 4° lugar, perder a vaga caso São Paulo ou Ponte Preta conquiste a Copa Sulamericana.
Mais uma vez, o Botafogo perde fôlego no final do campeonato. O time vem bancando o “cavalo paraguaio”, que ameaça um galope e termina em um trote.
Até quando a torcida alvinegra vai continuar assistindo a este filme?             
 

sábado, 2 de novembro de 2013

Milan quer Seedorf para técnico, afirma jornal italiano



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O jornal Gazzetta Dello Sport, da Itália, afirmou que o Milan está de olho em Seedorf, jogador do Botafogo, para ser seu técnico, provavelmente já no ano que vem, uma vez que o atual treinador, Massimiliano Allegri, não está convencendo. Aliás, desde o ano passado Allegri vinha sendo questionado e ameaçado de demissão. Mantido para este ano, o trabalho do treinador não está agradando a diretoria do time rossonero e, portanto, as especulações sobre a sua saída e o seu provável substituto estão em alta em Milão.
No último domingo, o Milan perdeu para o Parma por 3X2. Foi a quarta derrota do clube no Campeonato Italiano, no qual a equipe milanesa ocupa apenas o 9° lugar. Mesmo com Kaká e Robinho entre os titulares, a equipe não consegue produzir. Nesta quarta-feira a equipe do Milan enfrentou a Lazio e empatou por 1X1, caindo para o décimo segundo lugar. Um novo resultado negativo, neste sábado, contra a Fiorentina, pode complicar ainda mais as coisas para o técnico Allegri.       
 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Rivais tropeçam e Botafogo assume segundo lugar



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No sábado, o Botafogo derrotou o Atlético-MG, por 1X0, e, no domingo, viu seus rivais diretos à vaga na Libertadores, Atlético-PR e Grêmio, tropeçarem. Com isso, o Fogão assumiu o segundo lugar na classificação do Brasileirão.
Sem chances de brigar pelo título do Brasileiro, o Botafogo tinha apenas a Libertadores como meta para esse segundo semestre. A esperança de conseguir a vaga pela Copa do Brasil foi por água abaixo após a goleada sofrida para o Flamengo, por 4X0. Restando apenas o Brasileirão, o Botafogo, em 4º lugar, via sua vaga ameaçada pela chegada do Goiás. Além disso, o quarto lugar só garante vaga caso a Copa Sulamericana não seja conquistada por um clube brasileiro. No momento, São Paulo e Ponte Preta são os únicos times brasileiros ainda na disputa.
A vitória sobre o Atlético-MG, no sábado, colocou o Botafogo, provisoriamente, em terceiro lugar, à frente do Atlético-PR e atrás do Grêmio pelos critérios de desempate. Porém, com o prosseguimento da rodada, o empate do time paranaense e a derrota do gaúcho fizeram com que o Botafogo ganhasse duas posições, empatando com o Grêmio em pontos e em número de vitórias, mas ultrapassando-o pelo maior saldo de gols: 10 a 7. A goleada imposta ao time gaúcho, pelo Coritiba, foi importante para dar uma folga ao Botafogo nesse critério.
Na próxima rodada, o Botafogo enfrenta o Goiás, fora de casa, em um jogo que é uma briga direta por vaga na Libertadores. Já o Grêmio joga em casa contra o Bahia, enquanto o Atlético-PR joga, também em casa, contra o Internacional. Bahia e Internacional jogaram em casa nesta rodada. O Bahia empatou contra o Atlético-PR, enquanto o Internacional foi derrotado pelo São Paulo. Já o Goiás, mesmo com reservas, derrotou o já rebaixado Náutico, em Recife, por 2X0.
Para o jogo contra o Goiás, o Botafogo poderá apresentar novidades. Gegê parece ter ganhado a posição de Lodeiro, barrado no jogo contra o Atlético-MG; no ataque, o Botafogo poderá ter o retorno de Elias, recuperado de contusão, já que nem Alex, nem Henrique e nem Sassá conseguiram ter boas atuações nos jogos em que tiveram oportunidade; Rafael Marques deverá jogar como meia, posição na qual rende mais; Gabriel, que já enfrentou o Atlético-MG, deverá ser mantido, com Renato voltando para a reserva. O desfalque do Botafogo será o zagueiro Dória, que recebeu o terceiro cartão amarelo. Dankler e André Bahia disputam a vaga.    
 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Não adiantou poupar titulares!



Considerei acertada a opção de Oswaldo de Oliveira em poupar os titulares no jogo contra os Vasco, pelo Brasileirão, preservando-os para a decisão contra o Flamengo, pela Copa do Brasil. E continuo achando. Naquele momento, aquela era a decisão mais acertada a tomar. Entretanto, em termos de resultado, a medida acabou não adiantando muito.
No jogo contra o Vasco, os reservas do Botafogo começaram de forma arrasadora e, com menos de 6 minutos de jogo, já estava 2X0 para o Botafogo. Porém, ao invés de tentar liquidar logo o jogo fazendo o terceiro gol, aproveitando-se da desorganização momentânea do Vasco, o time parece ter ficado satisfeito com o resultado e acabou permitindo a reação vascaína, empatando o jogo em 2X2. Isso fez com que a diferença para o Goiás, que era de 6 pontos, caísse para 4. Mas, até aí, tudo bem. O time ainda estava no G4 do Brasileirão e descansou os titulares para a decisão contra o Flamengo. 
Mas parece que os jogadores descansaram demais. Contra o Flamengo, o que se viu foi um jogo alucinante por parte dos rubro-negros. É bem verdade que, no jogo inteiro, o Botafogo teve mais posse de bola, mas o Flamengo foi mais objetivo e acabou com o jogo. O Fogão sentiu a ausência do lateral-direito Edílson, suspenso, que, além de apoiar o ataque, marca muito melhor do que Gilberto. E foi pela direita do Botafogo que o Flamengo fez suas melhores jogadas de ataque e por onde saíram 3 dos 4 gols do rubro-negro. É lógico que a culpa não foi só do Gilberto (ele foi o jogador do Botafogo que mais roubou bolas do adversário). O sistema defensivo do Botafogo esteve muito mal. Salvou-se, apenas, o goleiro Jefferson, que fez o que pôde. Mas, além do sistema defensivo deficiente, o meio-campo não funcionou e, consequentemente, o ataque não apareceu. Ou seja, o time inteiro jogou mal. Teve mais posse de bola, mas não soube o que fazer com ela, ao contrário do Flamengo que, quando pegava na bola, atacava com velocidade, confundido o já confuso sistema defensivo botafoguense.
Resumindo: Libertadores, agora, só pelo Campeonato Brasileiro. No momento, o Botafogo é o quarto colocado. Essa posição garante uma vaga na pré-Libertadores, desde que nenhum clube brasileiro conquiste a sul-americana (no momento, São Paulo e Ponte Preta são os únicos brasileiros que continuam na competição). Caso algum time brasileiro conquiste a sul-americana, a quarta vaga pelo Brasileiro desaparece. Além disso, o Botafogo vê o Goiás aproximando-se e ameaçando esse 4° lugar. No momento, a diferença do Botafogo para o Goiás é de 4 pontos. Neste fim de semana, o Goiás encara o já rebaixado Náutico, enquanto o Botafogo pega o Atlético-MG. Caso o Botafogo não vença o Atlético-MG e o Goiás vença o Náutico, a diferença pode cair para 2 ou, até mesmo, 1 ponto. E, na próxima rodada, o Fogão irá encarar o Goiás.
Para garantir vaga na Libertadores o Botafogo tem duas opções: ultrapassar o Atlético-PR e terminar o Brasileiro em 3° lugar ou, então, torcer para que Grêmio ou Atlético-PR conquiste a Copa do Brasil. Dessa forma, o Botafogo garantiria uma vaga na Libertadores, desde que se mantenha, pelo menos em 4° lugar.      

domingo, 20 de outubro de 2013

Oswaldo agiu certo ao utilizar reservas contra Vasco



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Oswaldo de Oliveira, técnico do Botafogo, tomou uma decisão polêmica para o clássico deste domingo contra o Vasco: entrou com uma equipe praticamente reserva para encarar o desesperado rival. De titulares, apenas o goleiro Jefferson, o lateral-direito Edílson e o meia Lodeiro. Gegê, que vinha atuando entre os titulares nas últimas partidas, também jogou. Essa medida foi tomada em virtude de uma decisão que o Botafogo terá no meio da semana, quando enfrentará o Flamengo pela Copa do Brasil. Se vencer, o Botafogo irá para a semifinal do torneio; se perder, está fora da Copa do Brasil.

Não foi a primeira vez que o Botafogo fez isso. Os mais experientes irão se lembrar do Campeonato Carioca de 1989. O Botafogo já estava classificado para a final do campeonato e iria enfrentar o Flamengo apenas para cumprir tabela. Vasco e Flamengo disputavam a última vaga na decisão. O Vasco tinha que vencer o Americano e torcer para que o Flamengo não derrotasse o Botafogo. O técnico Valdir Espinoza, do Botafogo, optou por utilizar uma equipe reserva contra o Flamengo, para evitar suspensões por cartão ou contusões. O Vasco protestou, alegando que o Botafogo queria favorecer o Flamengo. Sem ligar para as reclamações, o Botafogo entrou com uma equipe completamente reserva – alguns jogadores ainda nem tinham atuado naquele campeonato – contra o Flamengo que tinha Sávio, Romário e Edmundo no ataque. Resultado, Botafogo 1X0 e o Vasco foi para a final, a qual perdeu e o Botafogo foi campeão.  

Dependendo do que acontecer no jogo contra o Flamengo, veremos os julgamentos sobre a decisão de Oswaldo. Se o Botafogo vencer e se classificar às semifinais, sua decisão será considerada acertada, uma vez que terá dado um descanso aos titulares, deixando-os prontos para encarar o rubro-negro; entretanto, se o Botafogo for eliminado da Copa do Brasil, Oswaldo certamente será criticado, uma vez que, poupando os titulares, o Botafogo não conseguiu vencer o Vasco e se aproveitar dos tropeços de Grêmio e Atlético-PR, que empatou contra o Internacional e perdeu para o Goiás, respectivamente. Além disso, viu o próprio Goiás diminuir a diferença de 6 para 4 pontos em relação ao Botafogo na briga pela Libertadores.

O Flamengo não jogou com um time reserva, mas poupou seus principais jogadores na partida em que perdeu para um Atlético-MG cheio de desfalques. Oswaldo, percebendo a importância que será conquistar a Copa do Brasil, já que não possui mais chances de título no Brasileirão – exceto remotas chances matemáticas –, poupou seus principais jogadores para este confronto, uma vez que, no Campeonato Brasileiro, o time permanece na zona da Libertadores.

A lógica de Oswaldo faz sentido. Na coletiva após o jogo, o treinador foi sincero ao dizer que essa estratégia não faz parte de um planejamento, e sim de uma necessidade. O time está desgastado e, por isso, alguns jogadores caíram de produção. Rafael Marques, por exemplo, jogou todas as partidas que o Botafogo fez neste Brasileiro, ficando de fora apenas deste jogo contra o Vasco. E, além do cansaço, havia o risco de que um jogador importante se machucasse no jogo contra o Vasco e desfalcasse o Botafogo contra o Flamengo.

Se isso irá fazer com que o Botafogo vença ou não o Flamengo, eu não sei. Entretanto, considero acertada a medida de Oswaldo. No Brasileirão, a Libertadores está bem encaminhada, a menos que o Botafogo perca uma sequência de jogos nas últimas rodadas. Um título da Copa do Brasil iria coroar o ótimo ano do Botafogo, além de que significaria um título inédito para o clube e de uma vaga direta para a Libertadores.

Que venha o Flamengo!            

 

sábado, 19 de outubro de 2013

Vinicius de Moraes: poeta, compositor e botafoguense!



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Se fosse vivo, Vinicius de Moraes estaria completando, hoje, 100 anos. Vinicius nasceu em 19/10/1913, ano em que o Botafogo foi vice-campeão carioca. O América foi o campeão. Quando Vinicius nasceu, o Botafogo já possuía 3 títulos cariocas.
Vinicius adorava whisky (uma de suas frases foi a de que “o whisky é o melhor amigo do homem; o whisky é o cachorro engarrafado”), mulheres (casou-se sete vezes, o mesmo 7 eternizado pelo Botafogo) e o Botafogo. Apesar de não frequentar estádios e nem ser visto jogando bola, sempre declarava seu amor pelo time.
Vinicius acompanhou uma época em que o futebol era amador. Os jogadores jogavam por amor ao futebol e ao clube que defendiam. O mesmo amor que Vinicius sentia, principalmente pelas mulheres, e que expressava em suas músicas e poemas, como em “Soneto de fidelidade”. Fidelidade que Nilton Santos exemplificou ao vestir apenas a camisa do Botafogo (além da camisa da seleção brasileira, o que, na época, dava no mesmo).   
Vinicius teve o privilégio de ver passar pelo Botafogo jogadores do quilate de Quarentinha, Heleno de Freitas, Manga, Nilton Santos, Gerson, Didi, Zagallo e Garrincha. Uma época em que o Botafogo jogava “bonito”, uma beleza que Vinicius admirava e cantava, como fez, magistralmente, em “Garota de Ipanema” (mas que poderia ser de Botafogo, que também tem garotas belíssimas!).
Vinicius não ficou indiferente ao futebol em sua arte, tanto que fez um poema dedicado a Garrincha, “O anjo de pernas tortas”.
O Botafogo é um clube diferente. Sua história daria um poema – épico, é claro! Vinicius também era diferente. Ressuscitou o soneto, uma forma de poema abolida pelos modernistas, que davam preferência ao “verso livre”. Nesta forma considerada ‘antiquada’, Vinicius criou poemas belíssimos e que entraram para a história da poesia brasileira.
A paixão de Vinicius pelo Botafogo pode ser vista em uma frase. Quando Vinicius morava na Califórnia, e se preparava para voltar ao Brasil, um magnata americano, mr. Buster, insistiu para que ele desistisse de voltar ao Brasil e continuasse morando nos Estados Unidos. Vinicius respondeu: “Me diga, sinceramente, uma coisa, mr. Buster: o senhor sabe lá o que é um choro de Pixinguinha? O senhor sabe lá o que é ter uma jaboticabeira no quintal? O senhor sabe lá o que é torcer pelo Botafogo?
Vinicius de Moraes, o nosso “poetinha”, sabia!
 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O Botafogo e a vaca holandesa



Notícias do Botafogo no twitter: @locospelofogao

 

 

A frase é batida, mas, às vezes, ela se mostra muito atual: têm coisas que só acontecem ao Botafogo!

Quando começou o Campeonato Brasileiro, o Botafogo estava com uma equipe que, se não era brilhante, pelo menos era uma das mais arrumadas do campeonato. Tinha um esquema tático definido, onde os jogadores sabiam o que deveriam fazer; tinha jogadores de qualidade, como Seedorf, Lodeiro, Bolívar e o goleiro da seleção brasileira, Jefferson; tinha um técnico inteligente, que sabia contornar problemas, encontrando soluções “caseiras”; e alguns jogadores que, se não eram tecnicamente brilhantes, jogavam com raça e vontade. Nem mesmo os problemas de salários atrasados e a saída de jogadores importantes – como Andrezinho, Fellype Gabriel e Vitinho – pareciam atrapalhar a equipe. Apareceram novos valores, como Elias, Hyuri, Octávio, Gilberto. Edílson apareceu como uma ótima opção pela direita e Renato voltou a jogar bem quando precisou atuar. O time alternava a liderança com o todo-poderoso Cruzeiro e estava há várias rodadas no G4. No mínimo, a Libertadores parecia garantida.

E, então, começou a maré de ‘azar’: o time perdeu para o Cruzeiro – até aí, tudo bem. O Cruzeiro era líder, jogava em casa e, além disso, o resultado de 3X0 não mostrou o que foi o jogo. Depois disso, o Botafogo tinha dois jogos relativamente “fáceis” em casa: Bahia, brigando para se afastar da zona de rebaixamento, e Ponte Preta, em 19° lugar, à frente apenas do Náutico. Resultado: Bahia 2X1, de virada, e Ponte Preta 1X0. Depois disso, empate contra o Fluminense, por 1X1, e derrota para o Grêmio, por 1X0. Todos os quatro jogos no Maracanã – no jogo contra o Fluminense, o Tricolor foi o mandante. O Botafogo, que antes era o melhor mandante, não conseguia mais vencer em casa.

O time parou de jogar. Seedorf, o líder dentro e fora de campo, tem errado até domínio de bola; Lodeiro, que era o motor do time no Campeonato Carioca, juntamente com Fellype Gabriel, some durante os jogos; Rafael Marques, jogador importante taticamente e goleador da equipe no ano, parou de fazer gols. Aliás, o trio de meias do Botafogo não faz gols há muito tempo.

Dos últimos 15 pontos disputados, o Botafogo conquistou apenas 1 – no empate contra o Fluminense; nas últimas cinco partidas, o time levou 8 gols e marcou apenas 2.

Todos os anos, quando entra em uma fase decisiva do Brasileiro, o time cai de produção. No momento, não só o Botafogo não briga mais pelo título, como ainda vê sua vaga na Libertadores ser ameaçada. Times como Santos, Fluminense e Vitória não estão muito longe. Se continuar sem vencer, o Botafogo poderá sair do G4 nas próximas duas ou três rodadas.

O time prometia este ano. Vinha jogando um futebol bonito, a ponto de receber elogios dos comentaristas esportivos, o que é raro. Mostrava ter fôlego para brigar, até mesmo, pelo título do Brasileiro. Agora, entretanto, parece que esse fôlego acabou. Mais uma vez, o time fica só na promessa, deixando a torcida mais uma vez decepcionada.

O Botafogo parece até aquela velha história da vaca holandesa, que dá 18 litros de leite de uma só vez, mas depois chuta o balde.              

 

domingo, 29 de setembro de 2013

Botafogo começa a repetir erros do passado e tropeçar em momentos decisivos



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Entra ano, sai ano e a torcida do Botafogo vê o mesmo filme sempre se repetir. O time vai bem nos campeonatos até chegar a um momento decisivo, então a coisa começa a desandar e o time começa a cair de rendimento.
E, pelo andar da carruagem, parece que a coisa não vai ser diferente neste ano. O time teve um bom começo de campeonato, com poucos tropeços, quase não perdendo para ninguém e sem a sequência de empates que costumava ter em anos anteriores. Passou várias rodadas na liderança e já está há muito tempo no G4. Tudo isso é para deixar o torcedor otimista. Porém, estão começando a acontecer coisas que podem se tornar preocupantes em poucas rodadas.
Antes do início da 23ª rodada, o Botafogo estava 7 pontos atrás do Cruzeiro e 4 à frente de Grêmio e Atlético-PR. Tudo o que o Botafogo precisava era de um tropeço do Cruzeiro, do Grêmio e do Atlético-PR. Vencendo o Bahia, o Botafogo aumentaria a vantagem para os 3° e 4° colocados e diminuiria a desvantagem para o líder Cruzeiro.  
O roteiro começou de forma perfeita: no sábado, o Grêmio empatou com o Vitória. Vencendo o Bahia, o Botafogo abriria 6 pontos para o time gaúcho; no domingo, enquanto o Botafogo vencia o Bahia por 1X0 e perdia uma porção de gols, o Cruzeiro não saía de um empate contra o Corinthians. A vantagem de 7 pontos do time mineiro estava caindo para 5.
Então, veio a surpresa. O Bahia virou o jogo para 2X1, em pleno Maracanã, repetindo o que aconteceu no primeiro turno, em Salvador. De uma hora para outra, o Botafogo via a vantagem de 6 pontos sobre o Grêmio cair para 3, ao mesmo tempo em que a desvantagem para o Cruzeiro aumentava de 5 para 8. Mais tarde, o Atlético-PR venceria a Ponte Preta e ficaria a apenas 1 ponto do Botafogo.
No último sábado, o Botafogo enfrentou a Ponte Preta, 19ª colocada, na zona do rebaixamento. Jogando no Maracanã, o Botafogo praticamente não conseguiu incomodar o goleiro Roberto. O time jogou muito mal, novamente, e acabou derrotado por 1X0. hoje, se Grêmio e Atlético-PR vencerem seus jogos, ultrapassarão o Botafogo, que cairá para o 4° lugar, e poderá ver o Cruzeiro aumentar a vantagem.
Pelo jeito, título, este ano, está muito difícil. O Botafogo precisava de um tropeço do Cruzeiro, mas ele próprio tropeçou. E agora está vendo Grêmio e Atlético-PR no retrovisor, tentando fazer a ultrapassagem. A vantagem é que o primeiro time fora da zona da Libertadores, o Internacional, está 8 pontos atrás do Botafogo. Porém, se algum time brasileiro vencer a sulamericana, cai a 4° vaga da Libertadores pelo Campeonato Brasileiro.
Neste segundo turno, de 15 pontos disputados o Botafogo conseguiu apenas 6, com 2 vitórias e 3 derrotas. O Fluminense, nosso próximo adversário, de 15 pontos disputados conseguiu 11, com 3 vitórias e 2 empates.
O Botafogo tinha um caminho teoricamente fácil nestas duas últimas rodadas. Desperdiçou os dois jogos, perdendo ambos. Se continuar tropeçando, não só não chegará nem perto de disputar o título, como verá sua vaga no G4 ser ameaçada.
Esse é um “Vale a Pena Ver de Novo” que a torcida do Botafogo já não aguenta mais. 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Passeio de campeão?



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O Cruzeiro está “imparável”. Hoje, contra o Botafogo, o time mineiro conseguiu sua 8ª vitória seguida e se isolou ainda mais na liderança do campeonato, com 7 pontos de vantagem sobre o vice-líder, Botafogo.
É lógico que essa vitória não significa que o Cruzeiro já é o campeão. Porém, ficou bem evidente que será muito difícil para o Botafogo, ou para qualquer outro, tirar a vantagem que o time celeste conseguiu. Ao Botafogo, resta tentar consolidar este 2° lugar no campeonato para não deixar escapar a chance de ir para a Libertadores do ano que vem. E, caso o Cruzeiro comece a tropeçar, o Botafogo pode voltar a pensar em brigar pelo título.
Não que o Botafogo tenha jogado assim tão mal. O time criou várias chances, mas a bola teimou em não entrar. Numa vacilada no fim do primeiro tempo, deixaram o volante Nilton sozinho para fazer um gol do mesmo jeito que já havia feito contra o Atlético-PR na última rodada. Além disso, no segundo tempo o Botafogo teve a chance de empatar, por meio de um pênalti sofrido por Rafael Marques. O craque do time, Seedorf, bateu e mandou para fora, com o goleiro caído no outro canto. Isso parece ter abalado um pouco a equipe do Botafogo, enquanto o Cruzeiro cresceu ainda mais. A entrada de Júlio Batista deu mais categoria ao meio de campo celeste, que chegou aos 3X0.
O placar dá a impressão de que o jogo foi mais fácil do que realmente foi. O Botafogo não foi uma presa tão fácil assim. Poderia ter feito gols, mas não fez, e o Cruzeiro não desperdiçou suas chances.
O Glorioso segue firme para conquistar uma vaga para a Libertadores. Tem que voltar a vencer para evitar que Grêmio e Internacional se aproximem e ameacem a vaga. O time tem que esquecer esse jogo e recuperar-se o mais rápido possível.
Não podemos esquecer que ainda temos a Copa do Brasil. O Cruzeiro não está mais disputando este torneio, o que torna mais fácil tentar conquistá-lo.
  

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Decisão antecipada?



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Cruzeiro e Botafogo se enfrentam, nesta quarta-feira, no Mineirão, em um jogo que está sendo considerado como uma decisão antecipada do título do Brasileirão.
É claro que ainda tem muito chão pela frente, mas esse é um jogo fundamental para as pretensões dos dois times no campeonato. Caso o Cruzeiro vença o jogo, chegará a 8 vitórias seguidas no campeonato e abrirá 7 pontos de vantagem sobre o vice-líder. Caso o Botafogo vença, chegará à 5ª vitória seguida e diminuirá a diferença para 1 ponto, deixando a briga pelo título totalmente aberta.
O Cruzeiro é o grande time do campeonato. Além de já possuir um bom time no início do Brasileirão, foi se reforçando ao longo do campeonato, passando a ter peças de reposição quando os titulares não podem atuar.
Oswaldo de Oliveira, ao contrário, perdeu peças importantes ao longo do ano – Márcio Azevedo, Fellype Gabriel, Andrezinho, Vitinho – e teve que encontrar soluções caseiras. Encontrou Hyuri e Elias, que vieram de Audax e Resende, respectivamente, além da boa safra vinda da base: Octávio, Gegê, Gabriel, Gilberto, Dória. Remontou o time durante o campeonato mostrando que, ao invés de ficar se lamentando com as perdas, como vários técnicos fazem, procura encontrar soluções para resolver os problemas que surgem.
Cruzeiro X Botafogo será o jogo entre as duas equipes que apresentam o melhor futebol do campeonato. E, independentemente de quem ganhe, a disputa pelo título deverá prosseguir até o final. 

domingo, 15 de setembro de 2013

A caça à raposa continua



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Com dois gols do atacante Elias, que já havia sido o herói na vitória sobre o Criciúma, o Botafogo derrotou o Santos e continua na caça à raposa. O Cruzeiro, que derrotou o Atlético-PR, no sábado, chegou aos 46 pontos. Com a vitória, o Botafogo chegou aos 42 pontos e manteve a diferença de 4 pontos em relação ao líder.
Na próxima rodada, o Botafogo visita o Cruzeiro, em um jogão que deverá lotar o Mineirão. Se vencer, o Botafogo “incendeia” o campeonato, ficando a apenas 1 ponto do líder; se perder, porém, ficará a 7 pontos, dificultando muito a briga pelo título do Brasileirão. Jogo fundamental para as pretensões do Fogão.
Com a vitória sobre o Santos, o Botafogo atingiu 4 vitórias seguidas, coisa que ainda não havia conseguido neste campeonato. O time está há 5 jogos invicto no Brasileirão. Se contarmos com a Copa do Brasil, são 6 jogos sem derrotas.
Em relação à Libertadores, o Botafogo abriu 5 pontos em relação ao Grêmio, o 3° colocado; 7 em relação ao Atlético-PR, o quarto; e 8 em relação ao Internacional, o primeiro time fora do G4. Uma vitória sobre o Cruzeiro, além de colocar o Fogão diretamente na briga pelo título, dá uma certa tranquilidade em relação a uma das vagas para a Libertadores.
O Santos fez um bom primeiro tempo, criando chances e obrigando Jefferson a fazer boas defesas. Porém, foi o Botafogo quem marcou, com Elias aproveitando uma sobra na área.
No segundo tempo, o Botafogo controlou melhor a partida e, após um cruzamento de Hyuri, Elias meteu a cabeça e mandou a bola para o gol, fazendo 2X0. Cícero, em um chute de fora da área, descontou para o Peixe.
Com os dois gols de hoje, Elias chegou aos 7 gols, mesmo não sendo titular em todas as partidas.
Outro detalhe: o Botafogo quebrou dois tabus no jogo de hoje: o Glorioso estava há 12 anos, correspondente a 12 jogos, sem vencer o Santos na Vila Belmiro; além disso, o Santos não perdia há mais de um ano jogando em seu estádio.  

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Consórcios gerenciam estádios e clubes perdem dinheiro



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A construção das novas Arenas, além de causar muita reclamação e cobranças por parte da sociedade – pelo menos, daquela que se preocupa com o que é feito com o seu dinheiro –, tem gerado um novo fenômeno que vem afundar ainda mais os nossos já quase falidos clubes: a administração de grupos privados em estádios outrora públicos, como são os casos do Maracanã e do Mineirão.
Ambos os estádios acima citados tiveram que ser reformados para a Copa de 2014, uma exigência da FIFA para que eles pudessem receber jogos da Copa. Apesar de o nosso ex-presidente Lula ter afirmado que os investimentos para a Copa seriam feitos pela iniciativa privada, estes estádios – assim como as demais arenas, inclusive algumas pertencentes a clubes – foram reformados com dinheiro público. Depois de feita a reforma, os referidos estádios passaram para a iniciativa privada administrar.
Até aí, tudo bem. É reconhecida a incompetência dos governos – federal, estaduais e municipais – para administrar qualquer coisa que seja. Nas mãos da iniciativa privada, estes estádios poderiam ser melhor administrados e cuidados. Porém, este processo apresentou várias irregularidades, que não é objeto desta postagem e das quais, portanto, não irei falar. Entretanto, os clubes, que são os grandes responsáveis pelo espetáculo que chamamos “futebol”, acabam sendo prejudicados mais do que vêm sendo nos últimos anos.
Vejamos o caso do Maracanã.
De acordo com o que foi divulgado, o consórcio fechou contrato com Botafogo, Flamengo e Fluminense para que estes times mandem seus jogos no estádio. Botafogo e Fluminense teriam direito à renda total do espaço atrás de cada gol, enquanto o Consórcio ficaria com a renda dos lugares que ficam nas laterais, por sinal, os lugares mais caros. Já o Flamengo fez um acordo onde o valor da renda, depois de abatidos os encargos, seria dividido meio a meio.
Acontece que, em ambos os casos, o Consórcio ganha um dinheiro para o qual ele não contribui. Afinal, quem traz a torcida para o estádio são os clubes, e não o Consórcio. E são os clubes que saem perdendo dinheiro.
Vejamos um exemplo: no jogo entre Flamengo e Cruzeiro, pela Copa do Brasil, a renda atingiu um valor acima dos 2 milhões de reais. Deduzidos os pagamentos de praxe (taxa da Federação, iluminação, arbitragem etc.), sobrou um pouco mais de 1 milhão e duzentos. Esse valor foi dividido entre o Flamengo e o Consórcio, com cada um ficando com um pouco mais de seiscentos mil reais.
É muito?
O Flamengo utilizará esse dinheiro, entre outras coisas, para saldar os salários dos jogadores. Mesmo em contenção de despesas e fechando contratos mais baratos, esse valor paga, no máximo, três ou quatro jogadores. E o restante do elenco? Mesmo que o Flamengo realize 4 jogos no Maracanã, não terá dinheiro para pagar todos os jogadores e comissão técnica, e nem sobrará dinheiro para manter jogadores, em caso de investidas de clubes do exterior, ou comprar jogadores para reforçar seu elenco. O mesmo raciocínio vale para Botafogo e Fluminense. Só lembrando: o Botafogo perdeu Fellype Gabriel, Andrezinho, Jadson e Vitinho; o Fluminense perdeu Wellington Nem e Thiago Neves.
Além disso, há o mal explicado caso do Engenhão, cujos problemas estruturais só foram detectados quando o Maracanã ia começar a funcionar. Sem o Engenhão, os clubes ficaram sem opções de negociação, como o Atlético-MG teve em Minas, fechando com o Independência. Até mesmo o Botafogo, que utiliza o Engenhão, tem que se curvar ao Consórcio Maracanã e jogar no estádio.
Uma observação: as pessoas que administram o Maracanã são as mesmas que colocaram dinheiro na campanha do governador do Rio. Qualquer semelhança será mera coincidência?
Depois reclamamos quando nossos craques são vendidos e nossos clubes não podem fazer nada para segurá-los. Do jeito que a coisa está sendo feita, os maiores responsáveis pelo espetáculo, que são os clubes, são os que menos ganham. Temos clubes grandes praticamente falidos, cheios de dívidas, à beira de fecharem suas portas.
Será que, algum dia, aprenderemos com os fortes clubes europeus que, mesmo com o continente passando por uma recessão, têm dinheiro para gastarem fortunas para contratar e pagar salários de jogadores? Clubes contra os quais os brasileiros não conseguem competir, mesmo com o Brasil tendo uma economia mais robusta?    
Talvez, futuramente, sejamos obrigados a assistir a um jogo entre Consórcio Maracanã de Futebol e Regatas X Consórcio Mineirão Futebol Clube. Esses serão os únicos que terão dinheiro para contratarem jogadores. Já Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco serão apenas lembranças de torcedores mais velhos, assim como estes se lembram de Garrincha, Nilton Santos, Heleno de Freitas e tantos outros craques com um toque de saudosismo. 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Será mesmo que falta elenco ao Botafogo?



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Nos programas esportivos a que tenho assistido, parece consenso entre os comentaristas o fato de que o Botafogo possui um bom time titular, mas que falta elenco para suportar uma competição longa, com o time sujeito a contusões, suspensões e negociações. A falta de elenco parece ser o principal fator que pode atrapalhar o Botafogo na luta pelo título ou por uma vaga na Libertadores.
Quando Vitinho foi negociado com o CSKA, da Rússia, foi quase um consenso entre os comentaristas que o Botafogo deixava, ali, de brigar pelo título. O time não parecia ter, no seu elenco, um jogador que pudesse substituir a revelação alvinegra à altura. Aí apareceu Hyuri, fazendo dois gols em um boa partida contra o Coritiba.
Contra o Criciúma, o Botafogo jogou desfalcado de vários jogadores. Jefferson, Gilberto, Gabriel, Seedorf, Lodeiro e Renan. Meio time. Milton Raphael, o terceiro goleiro, entrou na equipe; Edílson, que já vem substituindo Gilberto, jogou na lateral; Renato entrou no lugar de Gabriel; Octávio, mais um garoto da base, jogou no lugar de Seedorf; Hyuri foi mantido no lugar de Lodeiro.
O Botafogo levou um susto, tomando um gol ainda no primeiro tempo. Depois, a equipe começou a tomar conta do jogo. No segundo tempo, o melhor do Botafogo, Octávio recebeu passe de Rafael Marques e empatou. Nos acréscimos, o Botafogo empatou com um golaço de Elias, outro que ainda não é titular absoluto. Por sinal, uma jogada toda feita por jogadores reservas. Lima, que havia entrado no final da partida, virou o jogo para Edílson. O lateral matou a bola, olhou para a área, e cruzou para Elias dar um voleio e marcar o gol, com o goleiro Galatto apenas observando.
Méritos de Oswaldo de Oliveira. Mesmo diante de negociações de jogadores, contusões e suspensões, que têm desfalcado o Botafogo em vários jogos, o treinador consegue arrumar a equipe, fazendo com que os jogadores que entram mantenham o bom nível dos titulares. O Botafogo, contra o Criciúma, jogou com um time repleto de jogadores da base e outros que não são titulares. Os únicos titulares que começaram a partida foram Bolívar, Dória, Júlio César, Marcelo Mattos e Rafael Marques. Dos outros seis, três são experientes – Renato, Edílson e Elias –, mas são reservas; os outros eram garotos – Milton Raphael, Octávio e Hyuri. No final do jogo ainda entraram Gegê, Alex e Lima. Desses três, apenas Lima não veio da base.
Vencer o Criciúma pode parecer tarefa fácil, mas não é. De 10 jogos realizados em casa, o time havia vencido 5, empatado 1 e perdido 3. Vinha de 3 vitórias nos últimos 3 jogos, o que fez com que se afastasse da zona do rebaixamento e começasse a 19ª rodada em 10° lugar. Sua torcida comparece e lota o estádio, transformando-o em um caldeirão, como fez neste domingo.
O Botafogo, cheio de problemas, conseguiu uma grande vitória. Está em 2° lugar, na cola do líder Cruzeiro e vivo na briga pelo título.
E, se o elenco parecia ser o grande problema do Glorioso, a garotada da base e o ótimo trabalho que Oswaldo de Oliveira vem fazendo, começam a provar o contrário.