segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Rivais tropeçam e Botafogo assume segundo lugar



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No sábado, o Botafogo derrotou o Atlético-MG, por 1X0, e, no domingo, viu seus rivais diretos à vaga na Libertadores, Atlético-PR e Grêmio, tropeçarem. Com isso, o Fogão assumiu o segundo lugar na classificação do Brasileirão.
Sem chances de brigar pelo título do Brasileiro, o Botafogo tinha apenas a Libertadores como meta para esse segundo semestre. A esperança de conseguir a vaga pela Copa do Brasil foi por água abaixo após a goleada sofrida para o Flamengo, por 4X0. Restando apenas o Brasileirão, o Botafogo, em 4º lugar, via sua vaga ameaçada pela chegada do Goiás. Além disso, o quarto lugar só garante vaga caso a Copa Sulamericana não seja conquistada por um clube brasileiro. No momento, São Paulo e Ponte Preta são os únicos times brasileiros ainda na disputa.
A vitória sobre o Atlético-MG, no sábado, colocou o Botafogo, provisoriamente, em terceiro lugar, à frente do Atlético-PR e atrás do Grêmio pelos critérios de desempate. Porém, com o prosseguimento da rodada, o empate do time paranaense e a derrota do gaúcho fizeram com que o Botafogo ganhasse duas posições, empatando com o Grêmio em pontos e em número de vitórias, mas ultrapassando-o pelo maior saldo de gols: 10 a 7. A goleada imposta ao time gaúcho, pelo Coritiba, foi importante para dar uma folga ao Botafogo nesse critério.
Na próxima rodada, o Botafogo enfrenta o Goiás, fora de casa, em um jogo que é uma briga direta por vaga na Libertadores. Já o Grêmio joga em casa contra o Bahia, enquanto o Atlético-PR joga, também em casa, contra o Internacional. Bahia e Internacional jogaram em casa nesta rodada. O Bahia empatou contra o Atlético-PR, enquanto o Internacional foi derrotado pelo São Paulo. Já o Goiás, mesmo com reservas, derrotou o já rebaixado Náutico, em Recife, por 2X0.
Para o jogo contra o Goiás, o Botafogo poderá apresentar novidades. Gegê parece ter ganhado a posição de Lodeiro, barrado no jogo contra o Atlético-MG; no ataque, o Botafogo poderá ter o retorno de Elias, recuperado de contusão, já que nem Alex, nem Henrique e nem Sassá conseguiram ter boas atuações nos jogos em que tiveram oportunidade; Rafael Marques deverá jogar como meia, posição na qual rende mais; Gabriel, que já enfrentou o Atlético-MG, deverá ser mantido, com Renato voltando para a reserva. O desfalque do Botafogo será o zagueiro Dória, que recebeu o terceiro cartão amarelo. Dankler e André Bahia disputam a vaga.    
 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Não adiantou poupar titulares!



Considerei acertada a opção de Oswaldo de Oliveira em poupar os titulares no jogo contra os Vasco, pelo Brasileirão, preservando-os para a decisão contra o Flamengo, pela Copa do Brasil. E continuo achando. Naquele momento, aquela era a decisão mais acertada a tomar. Entretanto, em termos de resultado, a medida acabou não adiantando muito.
No jogo contra o Vasco, os reservas do Botafogo começaram de forma arrasadora e, com menos de 6 minutos de jogo, já estava 2X0 para o Botafogo. Porém, ao invés de tentar liquidar logo o jogo fazendo o terceiro gol, aproveitando-se da desorganização momentânea do Vasco, o time parece ter ficado satisfeito com o resultado e acabou permitindo a reação vascaína, empatando o jogo em 2X2. Isso fez com que a diferença para o Goiás, que era de 6 pontos, caísse para 4. Mas, até aí, tudo bem. O time ainda estava no G4 do Brasileirão e descansou os titulares para a decisão contra o Flamengo. 
Mas parece que os jogadores descansaram demais. Contra o Flamengo, o que se viu foi um jogo alucinante por parte dos rubro-negros. É bem verdade que, no jogo inteiro, o Botafogo teve mais posse de bola, mas o Flamengo foi mais objetivo e acabou com o jogo. O Fogão sentiu a ausência do lateral-direito Edílson, suspenso, que, além de apoiar o ataque, marca muito melhor do que Gilberto. E foi pela direita do Botafogo que o Flamengo fez suas melhores jogadas de ataque e por onde saíram 3 dos 4 gols do rubro-negro. É lógico que a culpa não foi só do Gilberto (ele foi o jogador do Botafogo que mais roubou bolas do adversário). O sistema defensivo do Botafogo esteve muito mal. Salvou-se, apenas, o goleiro Jefferson, que fez o que pôde. Mas, além do sistema defensivo deficiente, o meio-campo não funcionou e, consequentemente, o ataque não apareceu. Ou seja, o time inteiro jogou mal. Teve mais posse de bola, mas não soube o que fazer com ela, ao contrário do Flamengo que, quando pegava na bola, atacava com velocidade, confundido o já confuso sistema defensivo botafoguense.
Resumindo: Libertadores, agora, só pelo Campeonato Brasileiro. No momento, o Botafogo é o quarto colocado. Essa posição garante uma vaga na pré-Libertadores, desde que nenhum clube brasileiro conquiste a sul-americana (no momento, São Paulo e Ponte Preta são os únicos brasileiros que continuam na competição). Caso algum time brasileiro conquiste a sul-americana, a quarta vaga pelo Brasileiro desaparece. Além disso, o Botafogo vê o Goiás aproximando-se e ameaçando esse 4° lugar. No momento, a diferença do Botafogo para o Goiás é de 4 pontos. Neste fim de semana, o Goiás encara o já rebaixado Náutico, enquanto o Botafogo pega o Atlético-MG. Caso o Botafogo não vença o Atlético-MG e o Goiás vença o Náutico, a diferença pode cair para 2 ou, até mesmo, 1 ponto. E, na próxima rodada, o Fogão irá encarar o Goiás.
Para garantir vaga na Libertadores o Botafogo tem duas opções: ultrapassar o Atlético-PR e terminar o Brasileiro em 3° lugar ou, então, torcer para que Grêmio ou Atlético-PR conquiste a Copa do Brasil. Dessa forma, o Botafogo garantiria uma vaga na Libertadores, desde que se mantenha, pelo menos em 4° lugar.      

domingo, 20 de outubro de 2013

Oswaldo agiu certo ao utilizar reservas contra Vasco



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Oswaldo de Oliveira, técnico do Botafogo, tomou uma decisão polêmica para o clássico deste domingo contra o Vasco: entrou com uma equipe praticamente reserva para encarar o desesperado rival. De titulares, apenas o goleiro Jefferson, o lateral-direito Edílson e o meia Lodeiro. Gegê, que vinha atuando entre os titulares nas últimas partidas, também jogou. Essa medida foi tomada em virtude de uma decisão que o Botafogo terá no meio da semana, quando enfrentará o Flamengo pela Copa do Brasil. Se vencer, o Botafogo irá para a semifinal do torneio; se perder, está fora da Copa do Brasil.

Não foi a primeira vez que o Botafogo fez isso. Os mais experientes irão se lembrar do Campeonato Carioca de 1989. O Botafogo já estava classificado para a final do campeonato e iria enfrentar o Flamengo apenas para cumprir tabela. Vasco e Flamengo disputavam a última vaga na decisão. O Vasco tinha que vencer o Americano e torcer para que o Flamengo não derrotasse o Botafogo. O técnico Valdir Espinoza, do Botafogo, optou por utilizar uma equipe reserva contra o Flamengo, para evitar suspensões por cartão ou contusões. O Vasco protestou, alegando que o Botafogo queria favorecer o Flamengo. Sem ligar para as reclamações, o Botafogo entrou com uma equipe completamente reserva – alguns jogadores ainda nem tinham atuado naquele campeonato – contra o Flamengo que tinha Sávio, Romário e Edmundo no ataque. Resultado, Botafogo 1X0 e o Vasco foi para a final, a qual perdeu e o Botafogo foi campeão.  

Dependendo do que acontecer no jogo contra o Flamengo, veremos os julgamentos sobre a decisão de Oswaldo. Se o Botafogo vencer e se classificar às semifinais, sua decisão será considerada acertada, uma vez que terá dado um descanso aos titulares, deixando-os prontos para encarar o rubro-negro; entretanto, se o Botafogo for eliminado da Copa do Brasil, Oswaldo certamente será criticado, uma vez que, poupando os titulares, o Botafogo não conseguiu vencer o Vasco e se aproveitar dos tropeços de Grêmio e Atlético-PR, que empatou contra o Internacional e perdeu para o Goiás, respectivamente. Além disso, viu o próprio Goiás diminuir a diferença de 6 para 4 pontos em relação ao Botafogo na briga pela Libertadores.

O Flamengo não jogou com um time reserva, mas poupou seus principais jogadores na partida em que perdeu para um Atlético-MG cheio de desfalques. Oswaldo, percebendo a importância que será conquistar a Copa do Brasil, já que não possui mais chances de título no Brasileirão – exceto remotas chances matemáticas –, poupou seus principais jogadores para este confronto, uma vez que, no Campeonato Brasileiro, o time permanece na zona da Libertadores.

A lógica de Oswaldo faz sentido. Na coletiva após o jogo, o treinador foi sincero ao dizer que essa estratégia não faz parte de um planejamento, e sim de uma necessidade. O time está desgastado e, por isso, alguns jogadores caíram de produção. Rafael Marques, por exemplo, jogou todas as partidas que o Botafogo fez neste Brasileiro, ficando de fora apenas deste jogo contra o Vasco. E, além do cansaço, havia o risco de que um jogador importante se machucasse no jogo contra o Vasco e desfalcasse o Botafogo contra o Flamengo.

Se isso irá fazer com que o Botafogo vença ou não o Flamengo, eu não sei. Entretanto, considero acertada a medida de Oswaldo. No Brasileirão, a Libertadores está bem encaminhada, a menos que o Botafogo perca uma sequência de jogos nas últimas rodadas. Um título da Copa do Brasil iria coroar o ótimo ano do Botafogo, além de que significaria um título inédito para o clube e de uma vaga direta para a Libertadores.

Que venha o Flamengo!            

 

sábado, 19 de outubro de 2013

Vinicius de Moraes: poeta, compositor e botafoguense!



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Se fosse vivo, Vinicius de Moraes estaria completando, hoje, 100 anos. Vinicius nasceu em 19/10/1913, ano em que o Botafogo foi vice-campeão carioca. O América foi o campeão. Quando Vinicius nasceu, o Botafogo já possuía 3 títulos cariocas.
Vinicius adorava whisky (uma de suas frases foi a de que “o whisky é o melhor amigo do homem; o whisky é o cachorro engarrafado”), mulheres (casou-se sete vezes, o mesmo 7 eternizado pelo Botafogo) e o Botafogo. Apesar de não frequentar estádios e nem ser visto jogando bola, sempre declarava seu amor pelo time.
Vinicius acompanhou uma época em que o futebol era amador. Os jogadores jogavam por amor ao futebol e ao clube que defendiam. O mesmo amor que Vinicius sentia, principalmente pelas mulheres, e que expressava em suas músicas e poemas, como em “Soneto de fidelidade”. Fidelidade que Nilton Santos exemplificou ao vestir apenas a camisa do Botafogo (além da camisa da seleção brasileira, o que, na época, dava no mesmo).   
Vinicius teve o privilégio de ver passar pelo Botafogo jogadores do quilate de Quarentinha, Heleno de Freitas, Manga, Nilton Santos, Gerson, Didi, Zagallo e Garrincha. Uma época em que o Botafogo jogava “bonito”, uma beleza que Vinicius admirava e cantava, como fez, magistralmente, em “Garota de Ipanema” (mas que poderia ser de Botafogo, que também tem garotas belíssimas!).
Vinicius não ficou indiferente ao futebol em sua arte, tanto que fez um poema dedicado a Garrincha, “O anjo de pernas tortas”.
O Botafogo é um clube diferente. Sua história daria um poema – épico, é claro! Vinicius também era diferente. Ressuscitou o soneto, uma forma de poema abolida pelos modernistas, que davam preferência ao “verso livre”. Nesta forma considerada ‘antiquada’, Vinicius criou poemas belíssimos e que entraram para a história da poesia brasileira.
A paixão de Vinicius pelo Botafogo pode ser vista em uma frase. Quando Vinicius morava na Califórnia, e se preparava para voltar ao Brasil, um magnata americano, mr. Buster, insistiu para que ele desistisse de voltar ao Brasil e continuasse morando nos Estados Unidos. Vinicius respondeu: “Me diga, sinceramente, uma coisa, mr. Buster: o senhor sabe lá o que é um choro de Pixinguinha? O senhor sabe lá o que é ter uma jaboticabeira no quintal? O senhor sabe lá o que é torcer pelo Botafogo?
Vinicius de Moraes, o nosso “poetinha”, sabia!
 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O Botafogo e a vaca holandesa



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A frase é batida, mas, às vezes, ela se mostra muito atual: têm coisas que só acontecem ao Botafogo!

Quando começou o Campeonato Brasileiro, o Botafogo estava com uma equipe que, se não era brilhante, pelo menos era uma das mais arrumadas do campeonato. Tinha um esquema tático definido, onde os jogadores sabiam o que deveriam fazer; tinha jogadores de qualidade, como Seedorf, Lodeiro, Bolívar e o goleiro da seleção brasileira, Jefferson; tinha um técnico inteligente, que sabia contornar problemas, encontrando soluções “caseiras”; e alguns jogadores que, se não eram tecnicamente brilhantes, jogavam com raça e vontade. Nem mesmo os problemas de salários atrasados e a saída de jogadores importantes – como Andrezinho, Fellype Gabriel e Vitinho – pareciam atrapalhar a equipe. Apareceram novos valores, como Elias, Hyuri, Octávio, Gilberto. Edílson apareceu como uma ótima opção pela direita e Renato voltou a jogar bem quando precisou atuar. O time alternava a liderança com o todo-poderoso Cruzeiro e estava há várias rodadas no G4. No mínimo, a Libertadores parecia garantida.

E, então, começou a maré de ‘azar’: o time perdeu para o Cruzeiro – até aí, tudo bem. O Cruzeiro era líder, jogava em casa e, além disso, o resultado de 3X0 não mostrou o que foi o jogo. Depois disso, o Botafogo tinha dois jogos relativamente “fáceis” em casa: Bahia, brigando para se afastar da zona de rebaixamento, e Ponte Preta, em 19° lugar, à frente apenas do Náutico. Resultado: Bahia 2X1, de virada, e Ponte Preta 1X0. Depois disso, empate contra o Fluminense, por 1X1, e derrota para o Grêmio, por 1X0. Todos os quatro jogos no Maracanã – no jogo contra o Fluminense, o Tricolor foi o mandante. O Botafogo, que antes era o melhor mandante, não conseguia mais vencer em casa.

O time parou de jogar. Seedorf, o líder dentro e fora de campo, tem errado até domínio de bola; Lodeiro, que era o motor do time no Campeonato Carioca, juntamente com Fellype Gabriel, some durante os jogos; Rafael Marques, jogador importante taticamente e goleador da equipe no ano, parou de fazer gols. Aliás, o trio de meias do Botafogo não faz gols há muito tempo.

Dos últimos 15 pontos disputados, o Botafogo conquistou apenas 1 – no empate contra o Fluminense; nas últimas cinco partidas, o time levou 8 gols e marcou apenas 2.

Todos os anos, quando entra em uma fase decisiva do Brasileiro, o time cai de produção. No momento, não só o Botafogo não briga mais pelo título, como ainda vê sua vaga na Libertadores ser ameaçada. Times como Santos, Fluminense e Vitória não estão muito longe. Se continuar sem vencer, o Botafogo poderá sair do G4 nas próximas duas ou três rodadas.

O time prometia este ano. Vinha jogando um futebol bonito, a ponto de receber elogios dos comentaristas esportivos, o que é raro. Mostrava ter fôlego para brigar, até mesmo, pelo título do Brasileiro. Agora, entretanto, parece que esse fôlego acabou. Mais uma vez, o time fica só na promessa, deixando a torcida mais uma vez decepcionada.

O Botafogo parece até aquela velha história da vaca holandesa, que dá 18 litros de leite de uma só vez, mas depois chuta o balde.