quinta-feira, 12 de junho de 2014

Tabela do Brasileirão prejudica Botafogo nas rodadas iniciais



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O Botafogo foi o clube mais prejudicado pela tabela do Brasileirão durante as rodas pré-Copa: o time foi o único a atuar 6 vezes fora de casa, tendo apenas 3 jogos como mandante, enquanto seus rivais cariocas, Flamengo e Fluminense, por exemplo, atuaram 5 vezes como mandantes e 4 como visitantes. Além disso, Flamengo e Fluminense se enfrentaram pela 4ª rodada, com mando do Fluminense, o que fez com que o Flamengo atuasse em casa, embora fosse visitante. Ou seja, o Flamengo jogou 6 vezes “em casa”, contra 3 jogos realizados “fora de casa”. Outro detalhe: na volta do Brasileirão, o Flamengo atuará como mandante, enquanto o Botafogo será visitante. Assim, o Flamengo terá atuado 7 vezes “em casa” em 10 jogos, enquanto o Botafogo atuará 7 vezes “fora de casa”.
Muitos poderão dizer que isso não tem importância, uma vez que, no ‘segundo turno’, os jogos terão mando de campo invertido. Porém, no início do campeonato você ter uma tabela tão desfavorável pode prejudicar o trabalho do time para o restante da competição. Se pegarmos as rodadas 8, 9 e 10, o Botafogo terá feito 3 jogos fora de casa em sequência (Palmeiras, Corinthians e Sport), coisa que não ocorrerá com nenhum outro time.
Só para se ter uma ideia, dos cinco primeiros colocados do Brasileirão (na ordem: Cruzeiro, Fluminense, Corinthians, São Paulo, Internacional), só o Cruzeiro fez 4 partidas “em casa” e 5 “fora de casa”. Os demais fizeram 5 jogos como mandantes e 4 como visitantes.
Uma pergunta: por que só o Botafogo fez 6 jogos fora, enquanto os outros times se alternaram entre 5 fora e 4 em casa? É lógico que houve a mudança de mando de campo no jogo contra o Corinthians, para que o Itaquerão fosse testado para a Copa. Porém, por que isso não foi visto antes, ou então, por que não escolheram para teste um jogo no qual o Corinthians já era o mandante?
Sem querer iniciar nenhuma “teoria da conspiração”, vejamos dois importantes fatos que vêm prejudicando o Botafogo ao longo do ano:
- fechamento inexplicável do Engenhão, o que fez com que o Botafogo perdesse receitas e agravasse a crise financeira;
- demora no retorno do Botafogo ao Ato Trabalhista – apesar dos insistentes pedidos e negociações da diretoria –, o que desbloquearia as receitas retidas do clube.       
Esses questionamentos já são suficientes para que o torcedor tenha o que pensar.    

domingo, 1 de junho de 2014

Botafogo empata com Corinthians, fora de casa, e permanece fora do Z4



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O Botafogo não jogou bem. O Corinthians teve mais posse de bola, criou mais chances, saiu na frente no placar. Mas o Botafogo foi valente, brigou até o final e foi recompensado com o empate no final do jogo.
O Botafogo começou jogando com Lucas na lateral-direita e Edílson no meio. Zeballos atuava como homem de armação, tentando municiar o ataque formado por Wallyson e Ferreyra. Com essa formação, o Botafogo pouco criou e não ameaçou o Corinthians. Com mais finalizações, mas com poucas chances claras de gol, o Corinthians saiu na frente com um gol do meia Jádson.
O Botafogo voltou para o segundo tempo do mesmo modo que o primeiro: marcando muito, mas sem conseguir criar chances de gol. Mancini, então, mexeu no time. Tirou Lucas e colocou Daniel. Edílson, então, deixou de fazer a função de volante e voltou a atuar na lateral-direita. Depois, o treinador tirou o volante Aírton e o atacante Wallyson e colocou os meias Jorge Wagner e Gegê, tornando o time mais ofensivo. E a ousadia deu certo. No final do jogo, Edílson invadiu a área e chutou cruzado. A bola desviou no zagueiro corintiano e entrou: 1X1.
Com esse resultado, o Botafogo vai para a parada da Copa do Mundo fora da zona do rebaixamento, no 14º lugar. O time também deixou de ser a pior defesa do campeonato, com 12 gols, posto que agora pertence ao Flamengo, com 13. O Fogão também está com o 5º melhor ataque, com 13 gols.
O Botafogo pode apresentar surpresas no reinício do Brasileiro. Após as saídas de Renato e Lodeiro, cogita-se que Dória e Gabriel também podem deixar o clube. Ambos interessam ao futebol europeu. Em contrapartida, o clube pode ter jogadores chegando. Robinho foi oferecido ao clube, mas tudo depende de o jogador conseguir investidores; Kleber, do Grêmio, e Fernandinho, ex-Atlético-MG, também interessam ao clube. Outro nome que anda sendo ventilado é o de Renato Augusto, atualmente no Corinthians.
Mancini terá um pouco mais de um mês para tentar arrumar a equipe, que ainda precisa de uma sequência de bons resultados. Contra os dois paulistas – Palmeiras e Corinthians – o time conseguiu somar 4 pontos de 6 disputados. Uma boa pontuação, considerando-se que os dois jogos foram fora de casa.       
 

sábado, 31 de maio de 2014

Contra Palmeiras, Botafogo não convenceu, mas venceu



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O Botafogo está tendo um início de Campeonato Brasileiro desastroso em 2014. Com apenas 2 vitórias, 2 empates e 4 derrotas, o time estava na zona do rebaixamento, da qual saiu após a vitória sobre o Palmeiras.
Desde a estreia, quando perdeu por 3X0 para o São Paulo, o time pôs a culpa pelos maus resultados na “ressaca” pela desclassificação da Libertadores e prometeu reagir no Brasileirão. Após ceder o empate para o Vitória, na penúltima rodada, o time voltou a prometer reação no jogo contra o Palmeiras. E, nesse jogo, mesmo sem apresentar um bom futebol, o time da Estrela Solitária conseguiu uma importante vitória por 2X0, com gols de estrangeiros: Bolatti e Zeballos.
O Palmeiras foi melhor durante o jogo, mas pecou nas finalizações. Teve mais posse de bola, controlou o jogo e criou mais chances. O Botafogo criou menos, mas teve um aproveitamento melhor nas finalizações. Após a cobrança de um escanteio, Bolatti acertou um belo chute no canto, sem chance para o goleiro palmeirense. No final do jogo, quando o Palmeiras foi todo para a área do Botafogo para tentar o empate, o Glorioso acertou um contra-ataque, ficando dois atacantes contra dois zagueiros do Verdão. Zeballos poderia ter passado para Émerson Sheik, mas preferiu a jogada individual e tocou na saída do goleiro para sacramentar a vitória alvinegra. O Botafogo não teve uma boa apresentação, mas, pelo menos, venceu e saiu da zona do rebaixamento. 
Na verdade, o Botafogo está demonstrando ser uma equipe frágil, bem diferente da equipe do ano passado, quando foi campeão carioca e conseguiu a vaga para a Libertadores. O time perdeu jogadores importantes, como é o caso de Seedorf e Rafael Marques, além de que alguns jogadores que fizeram uma ótima temporada no ano passado neste ano não estão conseguindo repetir a boa performance, como é o caso de Gabriel, Lodeiro e Dória. O uruguaio, inclusive, foi negociado pelo Botafogo e deverá ser o novo reforço do Corinthians. Dória e Gabriel estão cotados para serem negociados após a Copa do Mundo, provavelmente com o futebol europeu.
Dos novos reforços, apenas Bolatti e Émerson Sheik estão mostrando alguma coisa de bom. Bolatti tem feito boas partidas jogando como volante e Sheik tem feito gols em várias partidas. Wallyson, Ferreira e Zeballos ainda não mostraram futebol que justificasse suas contratações, embora o paraguaio tenha feito gols nos últimos dois jogos. Jorge Wagner ainda não apareceu em campo, sendo barrado pelo técnico Vagner Mancini. Carlos Alberto, a nova estrela do time, estreou contra o Grêmio, deu o passe para o gol de Zeballos, fez algumas boas jogadas, mas saiu contundido e só retorna ao time após a parada para a Copa do Mundo. É um jogador de qualidade indiscutível. Porém, se for para fazer um ou dois jogos e depois ficar várias partidas afastado por contusão, sua contratação não terá valido a pena. Edílson tem se mostrado um jogador importante. Atua como lateral e, quando preciso, tem sido escalado como volante. Porém, seu comportamento explosivo pode prejudicá-lo e ao Botafogo. Ele foi citado na súmula, juntamente com Émerson Sheik e André Bahia, pela confusão ocorrida no final do jogo contra o Grêmio. Os três serão julgados e podem pegar um “gancho” de algumas partidas, desfalcando o já combalido Botafogo.
O time tem se mostrado frágil na defesa (é a defesa mais vazada da competição, com 11 gols sofridos), com pouca criação no meio. Mancini tem poucas opções de banco, tanto para substituir jogadores que não podem atuar quanto para tentar mudar o jogo, quando necessário.
Em meio a uma crise financeira, o Botafogo não tem como fazer grandes contratações, embora se fale em Robinho, que teria sido oferecido ao clube; Fernandinho, ex-Atlético-MG; e Kleber Gladiador, sem espaço no Grêmio.
Pelo menos, após os resultados desta 8ª rodada, o Botafogo ficará fora da zona do rebaixamento. Se vencer o Corinthians na 9ª rodada, o Botafogo ficará fora do Z4 durante a parada para a Copa do Mundo, tendo mais tranquilidade para trabalhar para a sequência do campeonato.           

segunda-feira, 19 de maio de 2014

No Botafogo, problemas e soluções



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O Botafogo segue no Campeonato Brasileiro em busca de afirmação. O time, até agora, acumulou 5 jogos, com 1 vitória, 1 empate e 3 derrotas. Vagner Mancini vem tentando implantar seu esquema de jogo, fazendo o time jogar do jeito que ele pretende. O time terá tempo para treinar durante a parada para a Copa do Mundo, em uma espécie de inter-temporada. Porém, antes da parada, o time enfrenta problemas, enquanto procura algumas soluções.
O primeiro problema está relacionado à perda de jogadores. Lodeiro já está em negociação com o Corinthians e há outros times – inclusive da Europa – interessados no jogador. Dória e Gabriel são outros que podem deixar o clube após a Copa. Ambos despertaram o interesse de clubes europeus. 
O segundo problema está relacionado ao baixo desempenho de alguns jogadores que seriam fundamentais. Lodeiro é um que caiu de produção desde o ano passado, quando foi fundamental para o Botafogo conseguir a classificação para a Libertadores. Jorge Wagner, contratado para substituir Seedorf, ainda não conseguiu fazer uma partida que convencesse a torcida botafoguense de que ele foi uma boa aquisição. Vaiado no jogo contra o Goiás, deve ficar na reserva por decisão do técnico Vagner Mancini, que pretende “poupá-lo”. Dória é outro que não vem reeditando as boas partidas que fez no ano passado. Como se não bastasse, Jefferson irá para a seleção brasileira e não poderá mais atuar pelo time até o final do Mundial. Além destes problemas, Marcelo Mattos irá passar por uma cirurgia e só volta após a Copa.
As soluções que o Botafogo terá que encontrar estão no próprio elenco. Sem dinheiro para contratar, Mancini terá de se virar com o que tem à disposição. Para o gol, Renan e Hélton Leite brigam pela vaga de titular. Para o lugar de Dória, Dankler e André Bahia estão na disputa. Bolatti assumiu a vaga de Marcelo Mattos. Daniel era opção para o lugar de Jorge Wagner, porém, com a saída de Lodeiro, deverá atuar na função do uruguaio. Com Jorge Wagner em má fase, Carlos Alberto, recém-contratado, deverá ganhar a posição.
No ataque, Émerson Sheik parece estar recuperando a boa fase que apresentou no Corinthians, transformando-se em uma opção fundamental para o time. Edílson tem jogado bem desempenhando várias funções, o que dá mais opções para Mancini, que poderá utilizá-lo no meio-campo, deixando Lucas na lateral.
O fato é que o Botafogo precisa de reforços. O time terá poucas opções caso tenha desfalques causados por contusões, suspensões ou má fase de jogadores. Além disso, o time ainda precisa encontrar a regularidade desejada pelo treinador.
Para o próximo jogo, contra o Grêmio, o Glorioso não poderá contar com Jefferson, Dória e Daniel. Carlos Alberto, já regularizado, deverá fazer a sua estreia.
Vamos aguardar para ver se, desta vez, o garoto-problema coloca a cabeça no lugar e ajuda o Botafogo a fugir da proximidade do rebaixamento.          
    

domingo, 11 de maio de 2014

Com direito a Olé



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Nem o mais otimista torcedor do Botafogo acreditava. Com uma ótima exibição, o Fogão goleou o Criciúma por 6X0. Émerson, com 2 gols, Daniel, com 3, e Wallyson fizeram a goleada do Glorioso.
Destaque para a ótima exibição de Edílson, que foi bem na defesa e participou de 3 gols; de Émerson Sheik, que participou ativamente do jogo; e, principalmente, de Daniel, que armou as jogadas de ataque e participou ativamente da goleada, fazendo 3 gols. Émerson e Daniel são artilheiros do Brasileirão.
Parece que o time resolveu jogar. Tirando a fragilidade do adversário, o Botafogo procurou dominar a partida desde o começo. No primeiro tempo, o Criciúma chegou a atuar melhor do que o Botafogo em alguns momentos. No final, o jogo foi equilibrado, mas o Botafogo conseguiu fazer um gol e saiu com a vantagem. O Criciúma teve algum domínio do jogo em alguns momentos, mas não chegou a criar chances claras de gol.
No segundo tempo, o Botafogo começou arrasador e, de cara, fez 2 gols. O Criciúma perdeu-se em campo e o Botafogo, além de mandar no jogo, criou outras chances e conseguiu concretizá-las em gols. É importante lembrar que, mesmo com a vantagem, o Botafogo procurou o gol até o fim. A torcida, em delírio, gritava “olé”.
Se continuar jogando assim, o Botafogo tem tudo para melhorar no Brasileirão. Não se pode esperar que o time seja campeão ou que brigue por Libertadores – provavelmente, isso não irá acontecer –, mas poderá fazer uma campanha mais digna.
Aos poucos, parece que Mancini vai conseguindo colocar suas ideias em prática. Émerson vai se encontrando e Daniel vai tendo confiança. Edílson está repetindo o bom futebol que apresentou ano passado, agora com a sombra de Lucas a lhe ameaçar. Bolatti está se impondo e deve ganhar uma vaga no meio, mesmo com o retorno de Marcelo Mattos. Jefferson continua sendo uma tranquilidade para a defesa.
É muito cedo para comemorar. Mas o Botafogo dá mostras de que pode se recuperar no Campeonato.          
   

terça-feira, 6 de maio de 2014

Mesmo com as alterações feitas por Mancini, Botafogo perde para o Bahia



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O técnico Vagner Mancini continua tentando encontrar uma solução para que o Botafogo consiga sua primeira vitória na competição. Após derrota para o São Paulo e empate contra o Internacional, o Botafogo veio para a terceira rodada buscando sua primeira vitória e a saída da zona do rebaixamento. Para tentar conseguir isto, o técnico Mancini fez algumas alterações, algumas forçadas e outras por opção. As alterações forçadas foram as entradas de Edílson, no lugar de Lucas, que foi expulso contra o Internacional, e a de Bolatti, uma vez que Marcelo Mattos está lesionado. As alterações por opção foram as entradas de Júnior César e Daniel nos lugares de Júlio César e Jorge Wagner, ambos em má fase técnica.
O jogo começou truncado, com muitas faltas e com os jogadores de ambos os times demonstrando muito nervosismo. O árbitro desandou a dar cartões amarelos, numa tentativa de segurar o jogo. A partida era muito disputada, mas os times não conseguiam criar chances de gols. Os chutes de longa distância, que não davam trabalho aos goleiros, se tornaram a opção.
O Botafogo perdeu Lodeiro, contundido, ainda no primeiro tempo. Jorge Wagner entrou e acabou não alterando em nada o andamento da partida e a falta de criatividade do meio-campo alvinegro.
No segundo, o jogo voltou mais disputado e os times tocaram mais a bola, em vez de ficar dando os chutões que deram no primeiro tempo. Com isso, as chances apareceram um pouco mais, principalmente do lado do Bahia. Porém, os goleiros continuavam sem fazer grandes defesas.
Na base da pressão, o Bahia fez o seu gol. Com o resultado adverso, o Botafogo tentou ir ao ataque, mas o fez de forma atabalhoada. Daniel saiu para a entrada de Wallyson, que pouco produziu além de acertar a trave em um belo chute de dentro da área. Ferreyra entrou no lugar de Zeballos, mas, em vez de o time cruzar bolas para o centroavante grandalhão cabecear, tentou fazer jogadas trabalhadas, com “El Tank” saindo da área, o que não é o seu estilo. O time terminou o jogo com três atacantes, mas não conseguia criar as jogadas a partir do meio-campo.  
O Botafogo contratou o polêmico meia Carlos Alberto, que já jogou pelo clube. Com a falta de criatividade do meio botafoguense, se Carlos Alberto jogar o que sabe, será titular. Ele é um jogador técnico, que sabe proteger a bola e finaliza bem. Se não apresentar, no Botafogo, os mesmos problemas que o acompanham por toda sua carreira, poderá ser um jogador útil.    
   

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Time do 2º tempo

O Botafogo realizou, contra o Internacional, seu segundo jogo neste Campeonato Brasileiro. E, a exemplo do que aconteceu no jogo contra o São Paulo, o Botafogo jogou o primeiro tempo de forma dispersiva e apática e, no segundo tempo, o time reagiu e apresentou um futebol um pouco melhor. Em ambos os jogos, os adversários aproveitaram-se do péssimo primeiro tempo e conseguiram, praticamente, definir o resultado. O Botafogo, em ambos os jogos, correu atrás e buscou a reação. Contra o São Paulo, acabou perdendo; contra o Internacional, conseguiu buscar, pelo menos, o empate.
O time tem mostrado alguns pontos fortes e, também, algumas fragilidades.
Contra o Inter, Jefferson brilhou em dois lances, fazendo grandes defesas que evitaram que o Colorado ampliasse o placar.
A defesa é que tem se mostrado um ponto de preocupação para o técnico Mancini. Se antes a dupla formada por Bolívar e Dória se mostrava mais consistente, agora comete erros “bobos” e permite que o adversário crie chances de gol. Dispersiva e lenta, é um dos pontos fracos do time.
Nas laterais, Lucas, que substituiu Edílson, se mostrou uma boa opção ofensiva, mas foi mal na marcação contra o Internacional e ainda acabou sendo expulso em um lance infantil. Edílson, contra o inter, entrou como volante e melhorou a marcação do Botafogo. Contra o Bahia, no próximo domingo, terá uma nova chance na lateral, uma vez que Lucas está suspenso. Na esquerda, Júlio César pouco tem produzido. Mal na marcação e mal no apoio ao ataque, foi substituído no domingo e seu substituto, Júnior César, deu maior poder de marcação e melhorou, também, o poder ofensivo do time.
Marcelo Mattos, suspenso, foi substituído por Aírton, outro que ainda não mostrou a que veio. Perdido na marcação, foi substituído pelo lateral Edílson, que melhorou a marcação no meio. Gabriel não comprometeu, mas ficou longe das grandes partidas que já realizou pelo Botafogo.
Lodeiro corre, corre, corre... e só. Tem se mostrado voluntarioso, mas tem errado muitos passes simples e não consegue criar jogadas ofensivas e nem finalizar. Jorge Wagner, que veio com a missão de substituir Seedorf, ainda não entrou em campo. Sumido nos jogos, nem nas bolas paradas, sua maior arma, tem conseguido ser eficiente.
Zeballos ganhou uma chance e soube aproveitar. Sem fazer uma partida brilhante, marcou o gol de empate, tendo feito 3 gols em cinco jogos. Émerson, que veio com status de craque, marcou um gol e deu o passe para Zeballos fazer o segundo. A nova dupla de ataque mostrou-se mais eficiente do que Ferreyra e Wallison. Zeballos também pode atuar no meio, no lugar de Jorge Wagner, mas Daniel deverá ganhar mais uma oportunidade.
Mancini está tentando encontrar a melhor formação com o campeonato em andamento. Suas broncas e orientações durante o intervalo têm feito o time reagir no segundo tempo. O time agora só precisa jogar a partida inteira como tem feito no segundo. Caso contrário, vai sempre sair perdendo e terá que correr atrás na etapa final.      

terça-feira, 22 de abril de 2014

Semana de muito trabalho para Vagner Mancini


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Esta será uma semana de muito trabalho para Vagner Mancini, o novo treinador do Botafogo. O time começou o Campeonato Brasileiro do mesmo jeito que terminou sua participação na Libertadores: apático.

Ficou bem evidente por estes dois últimos jogos – contra o San Lorenzo e o São Paulo – que o time está insatisfeito com os salários atrasados. De propósito ou não, o time “não quer jogar”. Jogadores andam em campo, disputam jogadas sem a mínima vontade, não obedecem ao padrão de jogo estabelecido pelo treinador.

Mais do que apenas acertar posicionamentos e recomposição rápida quando perder a bola, Mancini terá que incutir nos jogadores vontade de jogar. Caso isso não aconteça, quando o Botafogo pagar os salários atrasados e, então, o time decidir jogar, já será tarde demais para tentar algo no Campeonato Brasileiro além de fugir do rebaixamento.

Após o jogo contra o São Paulo, Mancini deu uma declaração dizendo que ainda é cedo para fazer mudanças na equipe titular. Na verdade, talvez já seja até um pouco tarde. Alguns jogadores titulares não estão tendo boas atuações, o que significa que é hora de dar uma oportunidade aos seus reservas imediatos. Jorge Wagner, Wallyson e Júlio César, por exemplo, vêm caindo de produção a cada jogo. Jorge Wagner não realizou nenhuma boa partida pelo Botafogo. Teve lampejos em alguns lances e foi só. Wallyson empolgou a torcida no jogo contra o Deportivo Quito, no Maracanã, quando fez 3 gols e classificou o Botafogo para a fase de grupos da Libertadores. Depois disso, não jogou mais. Sumiu em campo. Júlio césar vinha sendo uma ótima opção pela lateral-esquerda. Entretanto, o jogador caiu de produção e, ultimamente, não tem tido boas atuações nem no ataque e nem na defesa.        

No jogo contra o São Paulo, o time mostrou uma ligeira melhora no segundo tempo, com as entradas de Bolatti e Zeballos. O argentino pode ser uma boa opção para o lugar de Marcelo Mattos, e o paraguaio pode atuar tanto no meio, no lugar de Jorge Wagner, quanto no ataque, no lugar do sumido Wallyson. Além deles, ainda tem o Émerson Sheik, que seria opção para o ataque, no lugar de Wallyson.

Dois jogadores também merecem uma chance. Lucas está se mostrando uma opção melhor do que Edílson, no momento, na lateral-direita; e Júnior César merece ter uma chance no lugar do pouco eficiente Júlio César.

Não existe essa de “momento para mexer no time”. Deve-se mexer no time quando um jogador não vai bem e você pode ter uma opção melhor no banco. Lucas está merecendo reconquistar a posição de titular que perdeu por conta de uma contusão; Júnior César merece ser testado no lugar de Júlio César; Bolatti vem pedindo passagem há muito tempo; Zeballos mostrou que pode ser mais útil e eficiente do que Jorge Wagner; e qualquer um vai conseguir atuar melhor do que Wallyson.

Mancini deverá mexer logo no time do Botafogo, antes que seja tarde demais.         

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Reconstrução!

O Botafogo vai começar o Campeonato Brasileiro após ter sido eliminado da Libertadores e nem conseguido se classificar para as semifinais do Carioca. O time começa o processo de remontagem da equipe na esperança de fazer um bom Brasileirão.
As mudanças começaram pelo comando da equipe. Após a saída precoce da Libertadores, Eduardo Húngaro voltou ao cargo de auxiliar técnico e, para o seu lugar, foi contratado Vagner Mancini. Como o novo treinador trouxe sua própria comissão técnica, vários profissionais que trabalhavam no clube acabaram sendo demitidos.
Para a estreia no Brasileirão, contra o São Paulo, Mancini, pelo pouco tempo que teve para trabalhar, não deverá fazer muitas alterações e deverá utilizar o mesmo time que vinha disputando a Libertadores. Tendo mais tempo para treinar, o novo treinador terá oportunidade de observar outros jogadores. Zeballos, por exemplo, só disputou partidas do Campeonato Carioca, uma vez que, quando foi contratado, o período para inscrever jogadores na Libertadores já havia se encerrado. Zeballos pode atuar tanto como atacante quanto como meia, e poderá ser peça importante no time. O Botafogo também contratou o atacante Émerson Sheik, ex-Corinthians, que chega para ser titular. O jogador estava sem espaço no clube paulista e espera ter uma nova oportunidade, em um novo clube, para mostrar seu futebol. Além disso, jogadores como Bolatti, Lucas e Júnior César brigam por um lugar na equipe titular.
Mancini ainda terá outro desafio: manter a motivação dos jogadores em um clube que está com o clima péssimo. Além das eliminações na Libertadores e Carioca, o clube está com 100% de suas receitas bloqueadas e os jogadores estão com salários atrasados. A torcida tem protestado contra a diretoria e pede a saída do presidente Maurício Assumpção. Apesar de, até agora, terem escapado dos protestos, os jogadores não têm a confiança da torcida, que espera por um novo fiasco no Brasileirão.
Mancini precisa resgatar a confiança da equipe, além de conseguir bons resultados logo, se quiser contar com o apoio da torcida. 
  

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Botafogo em busca de reformulação para o Brasileiro

A saída precoce da disputa da Libertadores gerou uma reformulação geral no Botafogo, mudanças que atingiram os jogadores e, principalmente, a comissão técnica.
Na comissão técnica, as mudanças começaram com a demissão de Eduardo Húngaro do cargo de treinador, o qual voltou a ser auxiliar técnico, conforme estava previsto em seu contrato. O clube também demitiu vários membros da comissão técnica. Isso porque o técnico contratado para o lugar de Húngaro iria trazer seus próprios auxiliares e não haveria espaço para tantos profissionais no clube.
Vários nomes foram ventilados como possíveis substitutos de Húngaro: Ney Franco, Jorginho, Argel e Vagner Mancini. O Glorioso acabou acertando com este último, o qual chega ao Rio de Janeiro nesta quarta-feira para assinar contrato e começar seu trabalho.
Em relação aos jogadores, o clube pretende emprestar alguns atletas com os quais tem contrato com o objetivo de diminuir o número de jogadores do elenco, além de reduzir a folha salarial. O goleiro Milton Raphael foi emprestado ao Macaé, do Rio de Janeiro, para a disputa da Série C do Brasileiro. O atacante Henrique está indo para o Bahia. O clube também chegou a anunciar a dispensa do zagueiro Bolívar. Porém, os jogadores, em reunião com a diretoria, pediram para que o ”General” continuasse no clube e a diretoria voltou atrás na decisão. O clube também contratou o atacante Émerson Sheik, que estava no Corinthians. Como o jogador possui um salário considerado alto para o Botafogo (cerca de 500 mil mensais), o Corinthians arcará com o pagamento de 50%, cabendo ao Botafogo pagar os 50% restantes.
Com a contratação de Émerson, o Botafogo desistiu de contratar o atacante Fabrício Carvalho, que disputou o Carioca pela Cabofriense, apesar de já estar tudo acertado com o jogador. O atleta se sentiu prejudicado na transação, alegando que recusou várias propostas por já haver acertado com o Botafogo.
Outro que está insatisfeito e deve deixar o clube é o goleiro Renan. Cansado de ser a “sombra” de Jefferson, o jogador aguarda propostas para sair do Botafogo. Comenta-se que o Botafogo está interessado em contratar o goleiro Vagner, que disputou o último Campeonato Paulista pelo campeão Ituano.     
  

terça-feira, 8 de abril de 2014

É tudo ou nada na Libertadores



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O Botafogo viajou para a Argentina em busca da vaga para a fase de mata-mata da Libertadores. Porém, a tarefa diante do San Lorenzo não será nada fácil.
Para não depender de resultados, o Botafogo precisa vencer o San Lorenzo por qualquer placar. Caso o Botafogo vença o San Lorenzo e o Del Valle derrote o Unión Española, o Fogão garante o primeiro lugar. O Botafogo também pode ficar com a vaga caso empate com o San Lorenzo, mas precisará de que o Del Valle não derrote o Unión Española por mais de um gol de diferença.
A equipe, porém, tem problemas. Edílson e Marcelo Mattos, suspensos, não jogam. Lucas e Aírton, respectivamente, deverão ser seus substitutos. Bolatti, que também poderia entrar no time, sentiu o joelho e não viajou na segunda-feira, junto com a delegação. O jogador fará um exame e, se não for apontada nenhuma lesão, viajará na terça-feira.
Em contrapartida, o Botafogo terá os retornos de Gabriel e Ferreyra, que não enfrentaram o Unión Española. Jorge Wagner, que passa por problemas familiares era dúvida, mas o jogador viajou e deverá jogar.
O San Lorenzo, que ainda tem chances de classificação – precisa vencer o Botafogo e torcer por um tropeço do Del Valle –, será empurrado por sua fanática torcida que deverá lotar o caldeirão na Argentina. Como só a vitória interessa ao time argentino, o Botafogo poderá se aproveitar dos contra-ataques para tentar surpreender o San Lorenzo.
O Botafogo precisa, entretanto, de que algumas de suas peças funcionem. Wallyson, que marcou 3 gols contra o Deportivo Quito, pela pré-Libertadores, vive um jejum de gols e não tem conseguido repetir a boa atuação que teve contra o time equatoriano. Lodeiro, destaque da equipe no ano passado – principalmente no título carioca –, ainda não deu as caras neste ano. O jogador não tem feito gols e nem tem sido eficiente na armação. Jorge Wagner, que veio substituir Seedorf, também ainda não mostrou a que veio. O meia tem levado algum perigo em bolas paradas e em chutes de fora da área, mas não tem ido muito além disso.
O jogo na Argentina será tenso, catimbado, e o Botafogo irá precisar de muita calma para não entrar na pressão dos argentinos. Afinal, o time argentino entra mais pressionado, uma vez que o empate poderá servir ao Botafogo, mas não serve ao San Lorenzo. Jogando em casa e precisando da vitória, os argentinos irão para cima do Botafogo, jogando com velocidade. O Glorioso precisa tocar a bola, fazer com que os argentinos corram atrás da bola e explorar os espaços que eles devem oferecer na defesa. E, contando com a boa fase e a experiência de Ferreyra, quem sabe não conseguimos fazer um gol e voltamos da Argentina com uma vitória e a vaga para a próxima fase?

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Bloqueio de receitas, salários atrasados e derrota em casa



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O Botafogo tinha tudo para fazer a festa em casa: se vencesse o Unión Española, o Fogão não só estaria classificado para a próxima fase da Libertadores, como garantiria o primeiro lugar do Grupo 2. Em vez disso, o Botafogo perdeu seu primeiro jogo em casa, viu o Unión Española garantir uma das vagas e agora terá que encarar o San Lorenzo, na Argentina, não podendo perder para o rival.
A situação do grupo do Botafogo ficou assim: o Unión Española, com 9 pontos, já garantiu vaga para a próxima fase. Botafogo, San Lorenzo e Del Valle brigam pela última vaga.
O Unión Española garante o primeiro lugar do grupo se vencer o Del Valle na última rodada. Se empatar ou perder para o time equatoriano, ficará com o primeiro lugar, desde que o Botafogo não vença o San Lorenzo.
O Botafogo poderá sair da última rodada como o primeiro do grupo ou eliminado da Libertadores. Caso vença o San Lorenzo e o Unión Española perca para o Del Valle, o Botafogo garante o primeiro lugar. Se o time chileno empatar contra o Del Valle, o Botafogo precisará fazer uma diferença de 2 gols para ultrapassar os chilenos no saldo de gols. Independentemente do resultado do Unión Española, se o Botafogo vencer o San Lorenzo garante vaga na próxima fase. Caso o Botafogo empate contra o San Lorenzo, terá de torcer para que o Del Valle não vença o Unión Española por uma diferença acima de 2 gols. Se perder para os argentinos, o Botafogo estará eliminado.
O Independiente Del Valle precisa vencer o Unión Española e torcer para o Botafogo não vencer o San Lorenzo. Caso o Botafogo empate contra o time argentino, o Del Valle precisará vencer por diferença de 3 gols para ultrapassar o Fogão no saldo de gols. Caso o San Lorenzo vença o Botafogo, o Del Valle deverá pelo menos, repetir o placar do adversário para manter a diferença no saldo de gols e ficar com a vaga.
No San Lorenzo a conta é simples: o time tem que vencer o Botafogo e torcer por um tropeço do Del Valle. Caso o Del Valle vença por diferença de um gol, o san Lorenzo terá de fazer 3 gols de diferença sobre o Botafogo para ficar com a vaga.

O clima no clube parece não ter ajudado o time a buscar a classificação em casa, embora o Botafogo tenha dominado o jogo. Mas faltou poder de finalização. Muitos torcedores estão criticando apenas a diretoria, mas se esquecem de que o governo, por intermédio da Receita Federal, bloqueou 100% das receitas do Botafogo, o mesmo governo que dá dinheiro para Internacional, Atlético-PR e Corinthians construírem seus estádios, enquanto interditam o Engenhão para beneficiar os amigos que ganham dinheiro com o Maracanã.
A torcida do Botafogo precisa se mobilizar para que o clube volte ao Ato Trabalhista e, assim, possa ter suas receitas desbloqueadas. Vários clubes estão em dívida com a Receita Federal. Então, por que bloquear 100% das receitas apenas do Botafogo? Por que não bloqueiam também as receitas dos outros clubes?
O Botafogo está sendo “bode expiatório” de uma questão política. O Corinthians ganha dinheiro para construir seu estádio; Flamengo e Vasco também devem à Receita Federal, mas não têm suas receitas 100% bloqueadas.
A torcida tem que lutar para que o Botafogo volte a ter o Engenhão (que era uma grande fonte de renda) e que volte a ser incluído no Ato Trabalhista. Caso contrário, o Botafogo não terá dinheiro nem para disputar o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil.       
   

domingo, 30 de março de 2014

Crise em véspera de jogo decisivo



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O Botafogo terá, na próxima quarta-feira, um jogo decisivo contra o Unión Española. Caso o Botafogo vença o jogo, o clube garante a classificação para a próxima fase e o primeiro lugar do Grupo 2 com uma rodada de antecipação. A torcida tem comparecido aos jogos e apoiado a equipe. O time está invicto jogando no Maracanã: pela Libertadores, foram 3 jogos (Deportivo Quito, San Lorenzo e Independiente Del Valle) e 3 vitórias.
Em meio a esse clima de euforia com a boa participação do clube na Libertadores, porém, uma crise começa a surgir, o que poderá atrapalhar a equipe nas fases seguintes da Libertadores (se é que não irá atrapalhar já nesta fase): a penhora de 100% das receitas do Botafogo, o que está impedindo o clube de manter os salários em dia.
Nesta quarta-feira, o presidente Maurício Assumpção irá até Brasília negociar a volta do clube ao Ato Trabalhista, o que liberaria os recursos que hoje estão penhorados, permitindo que o clube tenha condição de pagar os salários e premiações dos jogadores. Caso o Botafogo não volte ao Ato Trabalhista, os vencimentos dos atletas irão se acumular, o que poderá gerar uma debandada geral, bem como a impossibilidade de o clube contratar novos jogadores.
O presidente Maurício Assumpção vem tentando negociar a volta do Botafogo ao Ato Trabalhista, sem sucesso. Outros clubes na mesma situação do Botafogo tiveram seus retornos aprovados, enquanto o Botafogo vê sua solicitação ser prorrogada, o que demonstra que essa situação virou uma questão política, e não um julgamento parcial por parte dos nossos juízes e governantes (se bem que, querer um julgamento imparcial dos nossos políticos e governantes é querer uma utopia, para dizer o mínimo). Sem este retorno ao Ato Trabalhista, que liberaria recursos para o clube, fica impraticável para qualquer um gerir um clube de futebol. Conforme o presidente Assumpção disse, é praticamente impossível para qualquer empresa não falir tendo todos os seus recursos penhorados. Vários clubes, no Brasil, vivem a mesma situação do Botafogo. Se não forem encontradas soluções a médio prazo, vários clubes tradicionais acabarão falindo por falta de recursos. Vale lembrar que o Engenhão foi fechado por questões ainda não esclarecidas e que continua fechado um ano após a interdição, o que fez com que o Botafogo tivesse um grande prejuízo. Sem querer iniciar uma “teoria da conspiração”, parece que existem pessoas ou grupos políticos interessados em prejudicar o Botafogo.
Enquanto o presidente Assumpção tenta o retorno ao Ato Trabalhista, o time entra em campo contra o Unión Española tentando garantir o primeiro lugar do grupo. Por enquanto, os jogadores parecem manter o compromisso de tentar conquistar a Libertadores. Porém, teremos de esperar para ver até onde esse compromisso vai, caso continuem sem receber seus salários.    

quarta-feira, 26 de março de 2014

Agora é só Libertadores



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Acabou o Carioca para o Botafogo. Aliás, já havia acabado há muito tempo, mas neste sábado encerrou-se de forma definitiva.
O time reserva, de quem se esperava, pelo menos, o quarto lugar e vaga nas semifinais, decepcionou e não engrenou durante a competição. No final, o Estadual serviu apenas para o técnico Eduardo Húngaro observar quem poderá ser útil na Libertadores. Alguns jogadores recém-contratados tiveram a chance de mostrar futebol, assim como alguns juniores.
O volante Aírton mostrou que veio para compor o banco, mas está abaixo de Marcelo Mattos, Gabriel e Bolatti. Tem se mostrado um jogador limitado, mas poderá ser útil na marcação.   
O argentino Bolatti, por exemplo, fez boas partidas e mostrou que vai brigar com Gabriel – que não está jogando, nesse ano, o que jogou ano passado – pela vaga de titular. Sua grande chance será no próximo jogo, contra o Unión Española. Suspenso, Gabriel não poderá jogar. Bolatti entrará desde o começo e, se fizer uma boa partida, poderá ganhar a posição já neste jogo.
Lucas, que perdeu a posição para Edilson, ano passado, após fraturar o tornozelo, substituiu Edilson contra o Del Valle e acabou dando o passe para o gol de Ferreyra e fazendo uma boa partida. Edilson deverá continuar como titular, mas Lucas mostrou que o lado direito não será problema.
A grande decepção foi Renato. Apontado como sendo o líder que a garotada precisava para fazer bonito no Estadual, o meia acabou fazendo partidas medianas e não foi referência nem como líder nem como jogador de criação. Cidinho, que voltou bem após muito tempo contundido, deverá ficar com a posição e deixar Renato de fora da lista dos 30 para a próxima fase da Libertadores.
Wallyson, depois que fez três gols contra o Deportivo Quito, caiu de produção e não tem feito boas atuações. A falta de um reserva de qualidade é o que ainda o mantém como titular.
A boa notícia é que “El Tanque” Ferreyra, após um início pouco animador, começou a fazer gols importantes e tem se mostrado um jogador voluntarioso na marcação. Mesmo sem ser um craque, o jogador tem conquistado a torcida e vem fazendo boas atuações.
Eduardo Húngaro solicitou contratações para que o time tenha um plantel qualificado para o Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil. Entretanto, enfrentando dificuldades financeiras, será difícil para a diretoria fazer grandes contratações.
Mesmo assim, o clube praticamente acertou a vinda de Fabrício Carvalho. Também para o ataque, o clube conversa com Deivid, ex-Coritiba, e Émerson Sheik, atualmente no Corinthians. O empréstimo de Vitinho, que deixou o Botafogo e foi para o CSKA também seria uma opção, mas o clube russo não está interessado em negociar o jogador.
Na próxima  rodada da Libertadores, caso o Botafogo vença o Unión Española estará classificado para a próxima fase. Se o Botafogo vencer e San Lorenzo e Del Valle empatem, o Glorioso garantirá o primeiro lugar do Grupo 2.  

sábado, 1 de março de 2014

Reservas do Botafogo perdem para Macaé e clube fica com remotíssimas chances de classificação às semifinais



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O Botafogo praticamente deu adeus às chances de conquistar uma vaga nas semifinais do Campeonato Carioca após perder para o Macaé por 2X0.
Jogando com a equipe reserva, que vinha de uma inesperada vitória sobre o Fluminense, por 3X0, o Botafogo não conseguiu realizar a mesma exibição do jogo anterior e acabou sendo derrotado pelo Macaé, com dois gols de João Carlos. Com isso, o Botafogo viu o Vasco, que na quinta-feira derrotou o Madureira por 3X1, abrir uma boa vantagem quando faltam apenas 5 jogos para o final da fase de classificação. O Vasco ainda vai ter um clássico pela frente, contra o Fluminense, enquanto o Botafogo ainda irá encarar o Flamengo. Com este resultado, o Botafogo ficou em 6º lugar na classificação, com 15 pontos ganhos. O Vasco, que está em 4º, tem 21 pontos, seis a mais que o Botafogo.
O time reserva tem oscilado e não consegue manter o mesmo nível em cada jogo. O time acumulava fracassos quando surpreendeu com uma excelente atuação no clássico contra o Fluminense, vencendo por 3X0. Individualmente, o time mostra algumas boas opções para o técnico Eduardo Húngaro, caso queira mexer no time titular. Porém, como conjunto, o time não parece se encontrar. 
Para conseguir a classificação entre os 4 semifinalistas, o Botafogo precisará vencer seus jogos restantes e torcer por tropeços de Vasco ou Cabofriense.
Com o Carioca praticamente descartado, o Botafogo deverá manter a equipe reserva atuando no torneio, enquanto os titulares focam na Libertadores, onde o clube lidera o grupo 2 com quatro pontos.      

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Reservas do Botafogo batem os titulares do Fluminense



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Prenúncio de nova derrota!
Esse era o pensamento da torcida do Botafogo ao ser anunciado que os reservas atuariam no jogo contra o Fluminense. O time já havia feito outras partidas pelo Estadual e não havia empolgado a torcida. Pelo contrário: acumulando empates e derrotas, mesmo enfrentando times pequenos, o panorama não era muito animador quando se tratava de enfrentar o Fluminense, líder do campeonato antes de começar a rodada, vindo de várias vitórias seguidas e atuando com sua força máxima.
Em campo, o que se viu foi algo bem diferente. Com um começo de jogo melhor do que o do adversário, o Botafogo criou algumas chances de gol. O Fluminense tentava assustar no jogo aéreo e chegou a ter gol anulado por impedimento corretamente marcado.
O Botafogo tocava mais a bola e, em uma boa jogada de ataque, a bola foi lançada para a esquerda, o lateral do Fluminense tentou cortar e acabou ajeitando a bola para o chute de Henrique, que bateu forte e rasteiro para vencer Cavalieri: 1X0.
Mesmo com a vantagem, o Botafogo não se encolheu e continuou buscando o jogo. O jogo ficou equilibrado, mas os goleiros não foram muito exigidos.
No segundo tempo, o Fluminense voltou tentando marcar um gol logo no começo do jogo. Carlinhos chutou de fora da área e obrigou Helton Leite, que ganhou a posição de Renan, a fazer uma boa defesa. O Botafogo respondeu com um chute de Gegê, de fora da área, que passou raspando a trave.
Pelo lado do Fluminense, Renato sacou Rafael Sóbis e colocou Walter, que sempre tem entrado e feito gols. Pelo lado do Botafogo, Húngaro tirou Lucas, por contusão, e colocou Lodeiro; tirou Gegê e colocou Jorge Wagner. E, após um chute de Jorge Wagner, que bateu na zaga, Henrique pegou a sobre e fez o segundo gol dele e do Botafogo. O jogador, que no ano passado não fez nenhum gol pelo Glorioso, já fez cinco gols nesse ano. Logo depois, em um cruzamento certeiro de Júnior César, Bolatti entrou de surpresa e, de primeira, fez o terceiro.
O Fluminense ainda teve a chance de diminuir. Em um cruzamento, a bola bateu na barriga de Dankler e, erradamente, o juiz deu pênalti, alegando Mao do zagueiro botafoguense. Se a bola realmente bateu na mão de Dankler, foi um toque involuntário. Mas o lance serviu para consagrar Helton Leite. Fred, o centroavante de Felipão, bateu e o goleiro alvinegro defendeu.
O jogo terminou em 3X0 para o Glorioso, que aproximou-se da parte de cima da tabela e ainda sonha com a classificação para as semifinais. Os reservas ganham “moral” para a sequência do campeonato e o time viaja mais tranquilo e confiante para o confronto de quarta-feira pela Libertadores.
Pontos positivos do jogo, além da vitória:
Helton Leite se mostrou um reserva mais seguro para Jefferson, uma vez que Renan – que, diga-se de passagem, é um bom goleiro – tem se mostrado muito inseguro e falhou em alguns gols que tomou.
Henrique tem se mostrado mais confiante e vem fazendo gols – está na briga pela artilharia do Carioca. Com a saída de Elias para um clube chinês, se mostra como opção para o ataque na Libertadores.
Júnior César é uma ótima sombra para o titular Júlio César na lateral-esquerda. Boa atuação do lateral, que fez o cruzamento para o gol de Bolatti.
E Eduardo Húngaro que, com calma, parece estar conseguindo ajustar o time.       
  

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Empate contra Volta Redonda dificulta situação no Carioca



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O time titular do Botafogo entrou em campo nas duas últimas rodadas para tentar melhorar as chances do time no Estadual. Na 8ª rodada, contra o Duque de Caxias, o Botafogo passou sufoco, saiu atrás no placar, mas conseguiu a virada e a vitória por 2X1. Contra o Volta Redonda, na quinta-feira, pela 9ª rodada, o Botafogo também passou sufoco, saiu na frente, mas permitiu o empate do Volta Redonda: 1X1.
Com este resultado, as chances do Botafogo no Carioca ficaram mais complicadas. O Glorioso ocupa, no momento, a 8ª posição, com apenas 12 pontos ganhos. O 4° colocado, o Vasco, tem 18. A Cabofriense, 3ª colocada, tem 19. O detalhe é que o Botafogo já jogou contra estes dois times, sendo derrotado por ambos.
No domingo, o Botafogo enfrenta o Fluminense. Como o fogão irá viajar na segunda-feira, para jogar pela Libertadores, deverá utilizar os reservas no clássico. Caso perca para o Fluminense – o que é mais provável –, o Botafogo só poderá alcançar 15 pontos, caso vença as 5 últimas rodadas (lembrando que, na 13ª rodada, o Fogão fará o clássico contra o Flamengo), chegando a 27 pontos no total – desde que vença o Flamengo. Neste caso, teria que torcer por tropeços de Vasco ou Cabofriense para poder ficar com a quarta vaga.
É lógico que o foco da equipe, desde o início, é a Libertadores. Nem jogadores, nem comissão técnica nem diretoria desmentem este fato. Mas era de se esperar um pouco mais de empenho da equipe, principalmente jogando contra equipes pequenas.
Vamos apenas esperar que todo este desinteresse pelo Estadual se converta em algo positivo na campanha da Libertadores.   

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Deu pro gasto



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O Botafogo precisa reagir no Campeonato Carioca se quiser ficar entre os quatro times que se classificarão para as semifinais. Por isso, Eduardo Húngaro decidiu escalar os titulares contra a equipe do Duque de Caxias – e, provavelmente,contra o Volta Redonda, quinta-feira – para que o time possa acumular pontos e encoste na parte de cima.
Contra o Duque de Caxias, o Botafogo jogou melhor, mas esbarrou na boa atuação do goleiro Andrade, do Duque. E, quando o jogo parecia que ia ficar no 0X0, o Botafogo levou um susto: a zaga bateu cabeça e acabou fazendo gol contra. Duque 1X0. Aí, parece que o Glorioso acordou de vez. O time foi para cima e, após cruzamento, Ferreyra dominou, virou e chutou no canto, empatando a partida. Pouco depois, o mesmo Ferreyra recebeu a bola, tirou do goleiro e foi derrubado. Pênalti que Jorge Wagner bateu, colocando o Botafogo em vantagem: 2X1. Segundo jogo dos titulares no Carioca; segunda vitória.
Não foi a vitória que se esperava. O Duque de Caxias, na zona de rebaixamento e sério candidato a cair para a Série B, parecia uma presa fácil. Goleada à vista! Porém, o Duque segurou o resultado, saiu na frente e só não venceu devido à sua fragilidade.
Ao sair perdendo, o Botafogo pareceu ter acordado e resolveu decidir o jogo. Se fosse para perder para o Duque de Caxias, os reservas resolviam. O time titular, além de pegar ritmo para a Libertadores, tinha a obrigação de vencer para não acabar com as esperanças do time no Estadual.
Com a vitória, magra, mas bem-vinda, o Botafogo pulou para o 8º lugar com 11 pontos. O Fogão está a quatro pontos do Vasco, 4º colocado com 15 pontos.
Contra o Volta Redonda, quinta-feira, o Botafogo deverá utilizar novamente a equipe titular. Contra o Fluminense, no domingo, Húngaro deve optar pelos reservas, uma vez que o Botafogo viajará para o Chile na segunda-feira, e o técnico quer poupar a equipe do cansaço e de contusões que possam ocorrer contra o Tricolor.              
 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Time e torcida com “cara” de Libertadores



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O Botafogo estreou na fase de grupos fazendo o que se esperava dele. Empurrado por mais de 30 mil torcedores, o Glorioso venceu o adversário considerado como sendo o mais perigoso do grupo e rival direto na briga por uma vaga.
Time e torcida parecem ter encarnado o “espírito” da Libertadores. Nos dois jogos em casa a torcida compareceu – aproximadamente 53 mil no primeiro jogo e 32 mil no segundo –, empurrou e jogou junto com o time
E o time não decepcionou. Depois de meter 4X0 no Deportivo Quito, o Botafogo enfrentou um adversário muito mais perigoso: o atual campeão argentino e um dos melhores – se não o melhor – times argentinos da atualidade.
O treinador Eduardo Húngaro insistiu em manter Tanque Ferreyra como titular, apesar dos protestos de parte da torcida e de parte da imprensa. E sua insistência foi recompensada. Após chute de Jorge Wagner, Ferreyra pegou o rebote do goleiro e marcou seu primeiro gol pelo Botafogo. No segundo tempo, Wallyson acertou um belo chute de fora da área e marcou o segundo.
O Botafogo foi superior o tempo todo. O San Lorenzo veio com uma proposta defensiva, com três volantes para marcar o meio-campo do Botafogo e não dar espaços para a criação de jogadas ofensivas. Ferreyra, entretanto, conseguiu fazer bem o pivô e abriu alguns espaços na defesa do time argentino. Quando sofreu os dois gols, o técnico Bauza mexeu na equipe, tentando torná-la mais ofensiva, mas o Botafogo continuou bem e não deu espaços ao San Lorenzo.
É importante notar o fato de que o Botafogo não se acomoda quando faz um gol. No jogo contra o Deportivo Quito, mesmo com um placar de 2X0, que lhe favorecia, o time continuou jogando no ataque e fez mais dois. Contra o San Lorenzo, não se acomodou com 1X0 e procurou ampliar o placar.
Húngaro tem se mostrado corajoso. Quando tirou Ferreyra, o treinador colocou outro atacante, Henrique, em vez de colocar mais um volante para reforçar a marcação. Tem atuado com quatro homens no meio – dois volantes e dois meias – e dois atacantes. O time toma cuidados defensivos, mas joga buscando o ataque.
Se será campeão ou não da Libertadores, só o tempo dirá. Mas o time tem demonstrado, até agora, empenho para isso. E a torcida tem sido um dos pontos altos. Tem comparecido, tem feito festa, tem incentivado. Só precisa ter calma e entender que nem sempre o Botafogo vai ganhar. Entretanto, luta e disposição para isso não têm faltado.