domingo, 30 de março de 2014

Crise em véspera de jogo decisivo



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O Botafogo terá, na próxima quarta-feira, um jogo decisivo contra o Unión Española. Caso o Botafogo vença o jogo, o clube garante a classificação para a próxima fase e o primeiro lugar do Grupo 2 com uma rodada de antecipação. A torcida tem comparecido aos jogos e apoiado a equipe. O time está invicto jogando no Maracanã: pela Libertadores, foram 3 jogos (Deportivo Quito, San Lorenzo e Independiente Del Valle) e 3 vitórias.
Em meio a esse clima de euforia com a boa participação do clube na Libertadores, porém, uma crise começa a surgir, o que poderá atrapalhar a equipe nas fases seguintes da Libertadores (se é que não irá atrapalhar já nesta fase): a penhora de 100% das receitas do Botafogo, o que está impedindo o clube de manter os salários em dia.
Nesta quarta-feira, o presidente Maurício Assumpção irá até Brasília negociar a volta do clube ao Ato Trabalhista, o que liberaria os recursos que hoje estão penhorados, permitindo que o clube tenha condição de pagar os salários e premiações dos jogadores. Caso o Botafogo não volte ao Ato Trabalhista, os vencimentos dos atletas irão se acumular, o que poderá gerar uma debandada geral, bem como a impossibilidade de o clube contratar novos jogadores.
O presidente Maurício Assumpção vem tentando negociar a volta do Botafogo ao Ato Trabalhista, sem sucesso. Outros clubes na mesma situação do Botafogo tiveram seus retornos aprovados, enquanto o Botafogo vê sua solicitação ser prorrogada, o que demonstra que essa situação virou uma questão política, e não um julgamento parcial por parte dos nossos juízes e governantes (se bem que, querer um julgamento imparcial dos nossos políticos e governantes é querer uma utopia, para dizer o mínimo). Sem este retorno ao Ato Trabalhista, que liberaria recursos para o clube, fica impraticável para qualquer um gerir um clube de futebol. Conforme o presidente Assumpção disse, é praticamente impossível para qualquer empresa não falir tendo todos os seus recursos penhorados. Vários clubes, no Brasil, vivem a mesma situação do Botafogo. Se não forem encontradas soluções a médio prazo, vários clubes tradicionais acabarão falindo por falta de recursos. Vale lembrar que o Engenhão foi fechado por questões ainda não esclarecidas e que continua fechado um ano após a interdição, o que fez com que o Botafogo tivesse um grande prejuízo. Sem querer iniciar uma “teoria da conspiração”, parece que existem pessoas ou grupos políticos interessados em prejudicar o Botafogo.
Enquanto o presidente Assumpção tenta o retorno ao Ato Trabalhista, o time entra em campo contra o Unión Española tentando garantir o primeiro lugar do grupo. Por enquanto, os jogadores parecem manter o compromisso de tentar conquistar a Libertadores. Porém, teremos de esperar para ver até onde esse compromisso vai, caso continuem sem receber seus salários.    

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