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O Botafogo terá, na próxima
quarta-feira, um jogo decisivo contra o Unión Española. Caso o Botafogo vença o
jogo, o clube garante a classificação para a próxima fase e o primeiro lugar do
Grupo 2 com uma rodada de antecipação. A torcida tem comparecido aos jogos e
apoiado a equipe. O time está invicto jogando no Maracanã: pela Libertadores,
foram 3 jogos (Deportivo Quito, San Lorenzo e Independiente Del Valle) e 3
vitórias.
Em meio a esse clima de euforia
com a boa participação do clube na Libertadores, porém, uma crise começa a
surgir, o que poderá atrapalhar a equipe nas fases seguintes da Libertadores
(se é que não irá atrapalhar já nesta fase): a penhora de 100% das receitas do
Botafogo, o que está impedindo o clube de manter os salários em dia.
Nesta quarta-feira, o presidente
Maurício Assumpção irá até Brasília negociar a volta do clube ao Ato
Trabalhista, o que liberaria os recursos que hoje estão penhorados, permitindo
que o clube tenha condição de pagar os salários e premiações dos jogadores.
Caso o Botafogo não volte ao Ato Trabalhista, os vencimentos dos atletas irão
se acumular, o que poderá gerar uma debandada geral, bem como a impossibilidade
de o clube contratar novos jogadores.
O presidente Maurício Assumpção
vem tentando negociar a volta do Botafogo ao Ato Trabalhista, sem sucesso.
Outros clubes na mesma situação do Botafogo tiveram seus retornos aprovados,
enquanto o Botafogo vê sua solicitação ser prorrogada, o que demonstra que essa
situação virou uma questão política, e não um julgamento parcial por parte dos
nossos juízes e governantes (se bem que, querer um julgamento imparcial dos
nossos políticos e governantes é querer uma utopia, para dizer o mínimo). Sem
este retorno ao Ato Trabalhista, que liberaria recursos para o clube, fica
impraticável para qualquer um gerir um clube de futebol. Conforme o presidente
Assumpção disse, é praticamente impossível para qualquer empresa não falir
tendo todos os seus recursos penhorados. Vários clubes, no Brasil, vivem a
mesma situação do Botafogo. Se não forem encontradas soluções a médio prazo,
vários clubes tradicionais acabarão falindo por falta de recursos. Vale lembrar
que o Engenhão foi fechado por questões ainda não esclarecidas e que continua
fechado um ano após a interdição, o que fez com que o Botafogo tivesse um
grande prejuízo. Sem querer iniciar uma “teoria da conspiração”, parece que
existem pessoas ou grupos políticos interessados em prejudicar o Botafogo.
Enquanto o presidente Assumpção
tenta o retorno ao Ato Trabalhista, o time entra em campo contra o Unión
Española tentando garantir o primeiro lugar do grupo. Por enquanto, os
jogadores parecem manter o compromisso de tentar conquistar a Libertadores. Porém,
teremos de esperar para ver até onde esse compromisso vai, caso continuem sem
receber seus salários.
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