sábado, 29 de junho de 2013

Botafogo negocia com Mané Garrincha para realizar de cinco a sete jogos na capital federal

Com o Engenhão interditado por cerca de 18 meses, o Botafogo segue procurando estádio para jogar. No retorno do Campeonato Brasileiro, em jogo válido pela quinta rodada, o Botafogo fará o clássico contra o Fluminense na Arena Pernambuco, em Recife. Para os próximos jogos, o Botafogo negocia com o consórcio que administra o Maracanã para a realização de, aproximadamente, 12 partidas. Além disso, o clube também negocia com a administração do estádio Mané Garrincha, em Brasília, para a realização de cinco ou sete partidas.
Segundo a diretoria do Botafogo, as obras no Engenhão devem começar a partir desta Segunda-Feira e a previsão é de que o estádio esteja liberado em torno de 18 meses. Além do Maracanã, o Botafogo poderia utilizar o estádio Raulino de Oliveira, na cidade de Volta Redonda, mas a comissão técnica e os jogadores reclamam do cansaço provocado pelas constantes viagens que o time tem que fazer para jogar na Cidade do Aço. O que não dá para entender é que Recife e Brasília ficam mais distantes da cidade do Rio de Janeiro do que Volta Redonda. Se fechar com o estádio Mane Garrincha, a viagem até o Distrito Federal será mais longa do que seria a viagem até Volta Redonda. O mesmo se aplica a Recife, caso o time realize mais jogos na Arena Pernambuco. 
Detalhe: o time do Botafogo está invicto no estádio Raulino de Oliveira. O estádio, que tem capacidade para, aproximadamente, vinte mil torcedores, seria uma opção, já que o Botafogo não tem levado nem a metade desse número aos seus jogos. 


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Vitórias da seleção brasileira escondem o mau futebol

A seleção brasileira vem apresentando bons resultados nos últimos jogos: empate contra a Inglaterra, por 2X2; vitória contra a França, por 3X0; vitória contra o Japão na estreia da Copa das Confederações, também por 3X0; vitória contra o México, por 2X0; vitória contra a Itália, por 2x1; e vitória contra o Uruguai, por 2X1, vitória esta que classificou o Brasil para a final contra a Espanha ou Itália, que jogam hoje à tarde, no Maracanã.
Em termos de resultado, pode-se achar que o Brasil está no caminho certo. Afinal, nos últimos 6 jogos o Brasil marcou 14 gols e sofreu apenas 4, com saldo de 10 gols. O ataque do Brasil marca, em média, 2,3 gols por jogo, enquanto a defesa sofre 0,7 gols por jogo. Porém, há outras coisas que devem ser levadas em consideração antes de sairmos comemorando.
Em primeiro lugar, o setor de criação do Brasil. Teoricamente, o jogador que deveria armar o jogo deveria ser Oscar, municiando Neymar, Fred e Hulk na frente. Entretanto, o que normalmente vemos é que as jogadas do Brasil são construídas pelos zagueiros ou volantes, contando com o apoio dos laterais. Oscar, normalmente, “some” no jogo, não aparecendo para fazer a jogada de criação. Explica-se: Oscar é um jogador que gosta de “cair” pelas pontas. Contudo, estes setores – direito e esquerdo – já estão ocupados por Neymar e Hulk, que às vezes se revezam e, normalmente, ficam fixos um em cada lado do campo. Oscar fica sem ter pra onde ir, e acaba não produzindo. Se Felipão não jogasse com um centroavante fixo, como Fred, poderia colocar Oscar mais à frente, trocando de posição com Hulk e Neymar, e um jogador para armar no meio, como Jadson, por exemplo. Neymar tenta voltar para armar, mas geralmente faz lançamentos para a área, para Fred brigar no alto com os zagueiros. A bola quase não é trabalhada pelo chão, no toque de bola. Como a Espanha costuma fazer.
Segundo ponto: a zaga, considerada o ponto forte do Brasil, e um dos primeiros setores a ser definido, mostra que ainda tem sérios problemas. Marcelo é um ótimo lateral ofensivo, mas é fraco na marcação. Daniel Alves está acostumado a avançar, pelo Barcelona, tendo o seu setor coberto por alguém do meio. Na seleção, David Luiz, Thiago Silva e um dos volantes chegam quase a formar uma linha de três zagueiros, com um dos volantes – geralmente Paulinho – jogando um pouco mais à frente. Oscar seria o homem de ligação e Neymar, Hulk e Fred formariam o ataque. Porém, neste esquema, quando os laterais avançam – e eles são, muitas vezes, as válvulas de escape do Brasil para sair jogando –, ficamos com apenas quatro defensores (os dois zagueiros e os dois volantes), ou cinco, quando Daniel Alves fica um pouco mais para as avançadas de Marcelo. Oscar não é jogador de marcação, assim como Neymar. Hulk volta para ajudar, mas Fred só acompanha os zagueiros quando há escanteio ou falta contra o Brasil. Quando os volantes têm que sair para cobrir os laterais, abre-se um buraco no meio, e os zagueiros ficam praticamente no mano a mano.
Como as vitórias estão acontecendo, mascara-se um pouco essas falhas. E, quando alguém critica, Felipão vem com o velho e manjado discurso de que “estão jogando contra”. Quem lucraria com a saída de Felipão da Seleção para “jogar contra”? Só alguém da própria CBF. Felipão lucrou quando Mano Menezes não conseguiu os resultados esperados e acabou substituído. Felipão, talvez, tenha torcido contra. E agora vem com “teorias da conspiração” quando alguém aponta suas falhas. Isto não é “torcer contra”, é apenas constatar o óbvio. Apontando-se as falhas, elas podem ser corrigidas a tempo para a disputa da Copa do Mundo. Se acharmos que tudo está bem, fica do jeito que está e as falhas vão aparecer em um jogo decisivo da Copa, quando não poderemos perder.
Afinal, quem o Brasil venceu, até agora? Inglaterra, que só é considerada uma das “grandes” do futebol mundial porque tem um título em casa, em 1966, mas que, antes e depois disso, nunca fez nada significativo em termos mundiais; França, que veio cheia de reservas, enquanto vários titulares foram poupados após o final de temporada europeia; Japão, que agora está começando a apresentar um bom futebol, mas que ainda não é nenhuma potência, e ainda nutre um grande respeito pelo futebol brasileiro, como se pôde observar na estreia das equipes na Copa das Confederações; México, que vem jogando mal e só deve se classificar para a Copa porque não há um adversário de peso na Concacaf – ou alguém acha que Jamaica, Honduras e Costa Rica são seleções de respeito? –; Itália, a única que poderia dar trabalho, mas que jogou sem Pirlo, seu principal jogador, e perdeu o lateral Abate em uma entrada feia de Neymar. E o Brasil só conseguiu abrir vantagem porque teve um gol em impedimento validado (o de Dante) e um gol marcado em uma falta inexistente em Neymar; e agora o Uruguai, que vem se arrastando nas eliminatórias e que, hoje, não estaria classificado diretamente para a Copa, tendo que disputar a repescagem. E o Uruguai ainda perdeu a chance de sair na frente, em um pênalti “telegrafado” por Forlan e com Júlio César se adiantando na cobrança.
Falhas existem, e não vai ser Felipão falando “grosso” e dizendo que estão “jogando contra” que vai fazer com que o Brasil as corrija. Essa tática já funcionou uma vez, mas não quer dizer que vá funcionar novamente.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Seleção do Taiti conquista público, mas prova que ainda existe bobo no futebol

Ultimamente, quando os jogadores querem justificar um jogo ruim, mesmo quando do outro lado estava uma equipe fraca, utilizam a frase “não existe mais bobo no futebol”. Com isso, querem dizer que não existem mais equipes taticamente inocentes. Mesmo que não tenham técnica apurada ou um esquema ofensivo, aprendem, pelo menos, a se defenderem, dificultando as jogadas ofensivas do adversário. O Taiti, entretanto, provou que toda regra tem exceção. 
Formada por jogadores amadores (apenas um jogador da equipe é profissional), a seleção do Taiti conquistou o direito de participar da Copa das Confederações após vencer seus também fracos adversários da Oceania. A equipe mais forte de lá era a Austrália. Porém, como o campeão da Oceania não conquistava uma vaga direto para a Copa do Mundo, tendo que disputar uma repescagem contra o quinto colocado da América do 
Sul, a seleção australiana, desafiando todas as leis da geografia e da física, mas aceitas pela FIFA, mudou-se para a Ásia, continente que dá vagas diretas para a Copa do Mundo. A seleção mais forte do continente passou a ser a Nova Zelândia, famosa por sua seleção de rugby, mas com um futebol ainda muito deficiente. A seleção do Taiti entrou na disputa como “zebra”, mesmo enfrentando seleções quase tão fracas quanto ela. Contudo, venceu seus jogos e, beneficiada pela surpreendente derrota da Nova Zelândia para a seleção da Nova Caledônia, acabou ficando com a vaga. Algo parecido com, na América do Sul, a seleção da Bolívia ou Venezuela eliminar Brasil e Argentina, vencendo as eliminatórias. 
E o Taiti, sabedor de suas limitações, veio para a Copa das Confederações sabendo que seria o saco de pancadas das outras seleções. Perdeu para a seleção da Nigéria – que não é nenhuma potência – por 6X1; foi um treino de luxo para os reservas da Espanha, levando um sonoro 10X0; e apanhou igualmente da quase reserva seleção uruguaia por 8X0. O Taiti sofreu 24 gols e marcou apenas 1, ficando com um saldo negativo de 23. 
A seu favor, os taitianos não dão pancada. Mesmo perdendo por goleada, não começaram a fazer faltas violentas. Pelo menos, não se pode dizer que não tiveram fair play. Talvez tenham tido fair play até demais. O time é muito ingênuo; a defesa joga em linha, sem sobra. Se jogasse a Série B do Campeonato Brasileiro, o Taiti seria um sério candidato ao rebaixamento.
Aliás, esta Copa das Confederações foi a copa das equipes fracas. O México veio com um timeco que contradiz o desenvolvimento apresentado nos últimos anos; o Japão estava um “caco” depois de longas viagens, após jogar pelas eliminatórias asiáticas; o Uruguai vai mal das pernas nas eliminatórias sulamericanas, não sendo nem sombra da seleção que brilhou no Mundial de 2010; a Nigéria não lembra em nada as seleções que brilharam em Olimpíadas, eliminando até mesmo o Brasil; e o Taiti... bem, se jogasse um amistoso contra a equipe do Bangu, o Taiti perderia. 
Equipes que mostraram algum futebol, só mesmo Espanha, Brasil e Itália. 
A Espanha, visivelmente, jogou para o gasto. Fez o suficiente para vencer, se poupando em virtude do forte calor e do cansaço de final de temporada europeia. A Itália veio com um time em reconstrução, assim como o do Brasil. Porém, é um time muito dependente do talento de Pirlo e da força física de Balottelli. A zaga, quando exigida, mostrou falhas. Foi assim contra Japão e Brasil. A seleção brasileira parece que encontrou um time, mas não o esquema de jogo. Hulk e Neymar ficam muito fixos nas pontas, sem movimentação, e Oscar, que também gosta de cair pelas pontas, fica preso no meio, sem saber bem o que fazer. Fred é um centroavante matador, mas só “mata” quando a bola chega nele, e, com ele jogando fixo, isso nem sempre acontece. O meio de campo do Brasil não cria, e então a equipe fica dependendo dos laterais para ter uma saída de bola. Porém, isso expõe a defesa, como aconteceu contra a Itália. Felipão levou Jadson, do São Paulo, que seria esse homem de criação, mas não o testou uma única vez. Prefere povoar o meio de campo com volantes que não saiam para o jogo. O time, então, vive à base de chutões da defesa para o ataque, para ver o que acontece. 
Agora, no mata-mata, tudo pode acontecer. Dos quatro semifinalistas, o Uruguai é o mais fraco, mas não pode ser desprezado. Itália e Espanha pode ser um jogão, mas se a Espanha se esforçar um pouco mais, ganha com certa facilidade. A final tem tudo para ser Brasil X Espanha.
E o Taiti? Conquistou o público brasileiro, que torceu para os fracos e oprimidos. Simpaticamente, os taitianos agradeceram o apoio da torcida após o jogo contra o Uruguai. Mas foi só. Em termos de futebol, ver o Taiti jogar foi o mesmo que assistir a um jogo de casados contra solteiros em uma quinta-feira à noite. Na próxima Copa das Confederações, pior do que isso, só se vier a seleção da Papua-Nova Guiné. 



sexta-feira, 21 de junho de 2013

A crise financeira no Botafogo: salários atrasados, negociações e penhora

A crise financeira do Botafogo tem se mostrado pior do que o que vem sendo anunciado pela imprensa. O clube tem promovido uma série de cortes para tentar minimizar ao máximo seus gastos operacionais sem que isso afete o departamento de futebol.

Todos os departamentos do clube passam por uma reestruturação, que vai de cortes nos gastos telefônicos até demissões. Os funcionários estão com os vencimentos deste mês em atraso. Os jogadores estão há quase dois meses sem receber salários.

A interdição do Engenhão tem sido extremamente prejudicial para a equipe do Botafogo. Além de perder recursos advindos de anúncios e aluguel do estádio para jogos de outras equipes, o time encontra-se sem campo para treinar, já que o Engenhão está cedido para a FIFA durante a Copa das Confederações.

Enquanto isso, a equipe continua procurando um estádio para jogar. Sem poder contar com o Engenhão, a solução poderá ser o Maracanã. A diretoria negocia com o consórcio que administra o estádio, mas, por enquanto, ainda não há acordo. No dia 3 de julho o Botafogo irá enfrentar o Figueirense, pela Copa do Brasil, e o local que o clube utilizará como mandante ainda não está definido.         

Outro problema que está ocorrendo é quanto à venda de jogadores. O time negociou o meia Fellype Gabriel, com o Sharjah FC, clube dos Emirados Árabes, e o volante Jadson, que vai para a Udinese, da Itália. Com o dinheiro das negociações, o Botafogo quitaria suas dívidas e poderia manter os salários em dia. Contudo, a Fazenda Nacional penhorou o dinheiro da negociação de Fellype Gabriel. O clube tenta resolver esta questão, pois alega haver um acordo com o órgão para o parcelamento da dívida, e que esta estaria sendo paga em dia. Assim, haveria um limite para penhoras, que giraria em torno de 5% do valor total das receitas.


A saída de outros jogadores não está descartada, mas isto apenas ocorrerá caso o clube interessado pague o valor da multa rescisória constante no contrato dos jogadores.        

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Botafogo participará da fase final da supercopa de vôlei

O Botafogo está tentando voltar à elite do vôlei nacional. Para isso, a equipe vem disputando a Supercopa de Vôlei, tentando obter bons resultados para que isso possa atrair o interesse de patrocinadores que permita ao clube da estrela solitária montar uma equipe que possa chegar à elite do vôlei nacional.

A fase final da Supercopa masculina será disputada em Goiânia-GO, a partir desta quarta-feira, dia 19 de junho, com seis equipes divididas em dois grupos. No Grupo A, estão Botafogo-RJ, Unifor-CE e Esmac-PA; no Grupo B, estão Vitória-BA, Chapecó-SC e Monte Cristo-GO. Dois clubes se classificarão para as semifinais, disputadas no próximo sábado, dia 22. O Botafogo classificou-se sendo o campeão da etapa Mata Atlêntica. 

O Monte Cristo-GO é o atual campeão da Superliga B e está garantido na elite do vôlei brasileiro.

Veja os jogos da equipe alvinegra:

 

2ª RODADA - 20/6
18h30 - Botafogo F.R. (RJ)  x Esmac (PA)
3ª RODADA - 21/6
18h30 - Unifor (CE) x Botafogo F.R. (RJ)

SEMIFINAIS - 22/6
16h - 1º colocado do Grupo A x 2º colocado do grupo B
18h - 1º colocado do Grupo B x 2º colocado do Grupo A
FINAL E 3º LUGAR - 23/6

15h30 - Perdedor da semifinal 1 x Perdedor da semifinal 2
18h - Vencedor da semifinal 1 x Vencedor da semifinal 2

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Com lesão na coxa, Antônio Carlos desfalca Botafogo

O zagueiro Antônio Carlos, que reassumiu o posto de titular após a convocação de Dória para a seleção brasileira sub-20, sofreu uma lesão na coxa e deverá desfalcar o Botafogo por, pelo menos, 1 mês. O jogador deverá estar recuperado somente após o retorno do Campeonato Brasileiro, após a parada para a Copa das Confederações. O jogador não deverá ter condições de enfrentar o Fluminense, em jogo válido pela sexta rodada do Brasileirão, e nem o Figueirense, no primeiro jogo pela terceira fase da Copa do Brasil.
Enquanto a situação de Dória não se define, este deverá voltar à zaga botafoguense. Caso Dória seja negociado, André Bahia deverá assumir a vaga.

A zaga do Botafogo, que parecia ser um problema resolvido, pode sofrer sérios desfalques. Dória deve ser negociado e Bolívar tem proposta dos Emirados Árabes. Caso isso ocorra, o Botafogo perderá sua dupla de área titular. Sobrarão para a zaga: Antônio Carlos, André Bahia, Rodrigo Defendi e Matheus.     

terça-feira, 18 de junho de 2013

CBF divulga datas dos jogos da terceira fase da Copa do Brasil

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou as datas, os horários e os locais dos jogos da terceira fase da Copa do Brasil. Os jogos de ida acontecerão nos dias 2, 3, 9, 10, 11 e 18 de Julho, enquanto os jogos de volta ocorrerão nos dias 17, 18, 24 e 25 de Julho.
Os locais dos jogos em que Botafogo e Flamengo atuarão como mandantes ainda não foram definidos. Existe a possibilidade de que os dois clubes utilizem o Maracanã, que ficará disponível após a Copa das Confederações. Como não poderá utilizar o Engenhão, dirigentes do Botafogo estão negociando com o consórcio que administra o Maracanã para negociar o uso do estádio. Existe a possibilidade de que o Botafogo pague taxas menores em virtude dos prejuízos causados pela interdição do Engenhão. Segundo informações, as partes estão próximas de um acordo. Caso não haja um acerto entre as partes, o Glorioso deverá continuar mandando seus jogos no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Porém, o técnico Oswaldo de Oliveira e os jogadores reclamaram das constantes viagens que o time tem que fazer até aquela cidade para poder mandar seus jogos.
Vale lembrar que, a partir da terceira fase, não acontecerá mais a eliminação do jogo da volta caso o visitante vença o primeiro jogo por dois ou mais gols de diferença. Independentemente do placar do primeiro jogo, ocorrerá o jogo da volta.
A partir da próxima fase, as oitavas-de-final, os dez clubes que se classificaram na terceira fase se juntarão a Vasco, Fluminense, Grêmio, Palmeiras, Corinthians e Atlético-MG. Os cinco últimos são os clubes que disputaram a Copa Libertadores, enquanto o Vasco entra na vaga do São Paulo, que disputará a Copa Sul-Americana.
Dos 20 times que disputam a terceira fase, 9 são da Série A (Botafogo, Flamengo, Santos, Goiás, Cruzeiro, Internacional, Criciúma, Ponte Preta e Atlético-PR); 5 da Série B (Atlético-GO, ABC, Figueirense, ASA e América-MG); 3 da Série C (Fortaleza, Luverdense e CRAC); 2 da Série D (Nacional e Salgueiro); e 1 que não disputa nenhuma das quatro divisões (Naviraiense).


Veja as datas, horários e locais dos jogos da terceira fase da Copa do Brasil

IDA
02/07
19:30h
Salgueiro X Criciúma
Est. Cornélio de Barros (PE)
03/07
21:50h
Goiás X ABC
Est. Serra Dourada (GO)
21:50h
Botafogo X Figueirense
Estádio a definir
09/07
21:50h
Cruzeiro X Atlético-GO
ESt. Mineirão (MG)
10/07
19:30h
Ponte Preta X Nacional
Est. Moisés Lucarelli (SP)
21:50h
ASA X Flamengo
Est. Coaracy Fonseca (AL)
21:50h
Internacional X América-MG
Est. Centenário (RS)
21:50h
Santos X CRAC
Est. Vila Belmiro (SP)
11/07
21:50h
Fortaleza X Luverdense
Est. Pres. Vargas (CE)
18/07
21:50h
Naviraiense X Atlético-PR
Est. Antônio Virotti (MS)
VOLTA
17/07
19:30h
Criciúma X Salgueiro
Est. Heriberto Hülse (SC)
19:30h
Atlético-GO X Cruzeiro
Es. Serra Dourada (GO)
21:50h
Flamengo X ASA
Est. a definir
21:50h
América-MG X Internacional
Est. Independência (MG)
21:50h
ABC X Goiás
Est. Frasqueirão (RN)
18/07
21:50h
Luverdense X Fortaleza
Est. Passo das Emas (MT)
24/07
21:30h
Nacional X Ponte Preta
Est. Roberto Simonsen (AM)
21:50h
Figueirense X Botafogo
Est. Orlando Scarpelli (SC)
21:50h
CRAC X Santos
Est. Genervino da Fonseca (GO)
25/07
21:50h
Atlético-PR X Naviraiense
Est. Durival de Brito (PR)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Futebol espanhol em crise. Em crise?

Quando, na Copa dos Campeões da Europa, Barcelona e Real Madrid foram eliminados por Bayern de Munique e Borussia Dortmund, respectivamente, comentou-se, na imprensa e entre os torcedores, sobre se o futebol espanhol estava em crise. É lógico que, nesta temporada, não se pode negar a supremacia do futebol alemão no âmbito europeu. Mas, seria isso o indício de uma crise no futebol espanhol? Quem assistiu ao jogo Espanha X Uruguai, pela Copa das Confederações, deve ter respondido: Não!
Tudo bem que o futebol do Uruguai não é mais o mesmo que encantou na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. O time está mal nas eliminatórias sul-americanas, correndo o risco de não se classificar para a Copa, mesmo tendo uma equipe a menos na competição – o Brasil não disputa as eliminatórias, pois já tem a vaga garantida por ser o país sede. Mesmo assim, a Espanha mostrou que continua praticando o mesmo futebol que a caracterizou durante esse período de crescimento, quando conquistou a Eurocopa e a Copa do Mundo.
Contra o Uruguai, a Espanha praticou seu futebol de paciência, de toque de bola, e foi fazendo os gols quando as chances surgiram. O time tem uma marcação forte e quase não erra passes. Não confunde velocidade com correria, nem marcação com pancadaria. Tem um meio de campo talentosíssimo, com Fábregas, Iniesta Xavi. A equipe espanhola não “rifa” a bola. Ao contrário, trabalha a bola e só faz o passe “na boa”, tocando a bola e envolvendo o adversário, fazendo com que este corra atrás da bola e se canse, enquanto o time espanhol se cansa menos.
A Espanha possui conjunto, padrão de jogo e tem alternativas para cada tipo de jogo. Costuma jogar sem um centroavante fixo, mas coloca um caso a situação exija, e o time joga do mesmo jeito. A Espanha chegou a ter 87% de posse de bola, contra o Uruguai, fechando o primeiro tempo com 77%. A Espanha joga e não deixa o adversário jogar. Às vezes, a Espanha toca a bola como se não quisesse nada com o jogo, como se estivesse apenas esperando o tempo passar. E, quando menos o adversário espera, sai um lançamento ou uma troca de passes rápidos e a Espanha chega ao gol.
Só para constar: desde a Copa do Mundo de 2010, a Espanha fez 39 jogos, sendo 29 vitórias, 6 empates e 4 derrotas. Todas as derrotas, por sinal, foram em jogos amistosos. Em jogos oficiais, a Espanha não perde desde a abertura da Copa de 2010, quando foi derrotada para a Suíça por 1X0.

Acho que esse jogo serviu para mostrar que a Espanha não está em crise. Pode até não ser campeã da Copa das Confederações – o que, convenhamos, não significa muita coisa –, mas mostrou que continua praticando o mesmo futebol que conquistou o Mundo em 2010.     

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Divulgada a média de público do Brasileirão. Botafogo ocupa a 19ª posição.

Foi divulgada a média de público por clubes deste Brasileirão. Considerou-se, apenas, o público pagante, já que o público total nem sempre consta dos borderôs oficiais. A média de público do campeonato é de 11.155 pagantes.
O Santos lidera a lista beneficiado pelo grande número de torcedores que teve na partida contra o Flamengo, em jogo válido pela 1ª rodada, já que, mesmo com a maior parte dos torcedores sendo composta por rubro-negros, a equipe santista era a mandante do jogo. O segundo colocado é o Corinthians e o terceiro o Goiás. Mesmo estando próximo da zona do rebaixamento, a equipe goiana tem levado uma média de 18.446 pagantes por jogo.
O maior público foi registrado no jogo Santos X Flamengo, pela primeira rodada do campeonato, com um total de 63.501 pagantes. Os quatro jogos seguintes que tiveram maior presença de público envolveram a equipe do Corinthians. São eles, Goiás X Corinthians, com 31.074 pagantes; Corinthians X Portuguesa, com 30.785 pagantes; Corinthians X Botafogo, com 29.295 pagantes; e Corinthians X Ponte Preta, com 24.449 pagantes. Esses jogos foram realizados, respectivamente, pelas 2ª, 5ª, 1ª e 3ª rodadas.
Os menores públicos foram registrados nos seguintes jogos: Botafogo X Santos, com um público de 1.186 pagantes; Fluminense X Criciúma, com 1.515 pagantes; Vasco X Atlético-MG, com 1.601 pagantes; Fluminense X Goiás, com 1.700 pagantes; Portuguesa X Internacional, com 2.235 pagantes. Esses jogos aconteceram pelas 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 4ª rodadas, respectivamente. A equipe do Santos conseguiu a proeza de ter o maior (quando era mandante) e o menor (quando era visitante) público do campeonato.
O Botafogo, mesmo sendo o campeão carioca e tendo uma equipe capaz de brigar pelo título do Brasileiro ou, pelo menos, por uma vaga na Libertadores, aparece em um inexpressivo 19° lugar, com uma média pífia de apenas 1.936 pagantes por jogo. O time também teve o menor público pagante do campeonato, no jogo contra o Santos: 1.186 pagantes.
Isso nos leva a pensar se vale realmente a pena reabrir o Engenhão ainda esse ano. Com essa média de público – no Engenhão, provavelmente, ela aumentaria um pouco, mas não muito –, o time teria prejuízo jogando em seu estádio, já que o Engenhão é um estádio caro e comporta um público de, aproximadamente, 40 mil pessoas. O Botafogo não tem conseguido levar nem 10% dessa capacidade. Jogando em um estádio menor, o time evitaria um maior prejuízo financeiro, já que as despesas seriam menores e o estádio comportaria o público pagante sem problemas. Para o Botafogo, tirando a receita com anunciantes que o Engenhão lhe rendia, talvez seja até melhor ficar sem seu estádio. O ideal seria fazer como o Flamengo, e mandar seus jogos em Brasília ou Juiz de Fora, cidades onde o Glorioso tem uma grande torcida e esta, com certeza, compareceria em maior número aos seus jogos.
Depois, quando o time começa a vender jogadores para pagar salários, a torcida começa a reclamar.    

Veja, abaixo, a média de público por times:

Posição
Time
Média de Público (pagante)
Santos
34.915
Corinthians
28.176
Goiás
18.446
Coritiba
17.300
Cruzeiro
14.204
Grêmio
13.613
Bahia
13.559
Náutico
12.942
Criciúma
10.986
10°
São Paulo
8.486
11°
Atlético-MG
8.292
12°
Vitória
7.815
13°
Flamengo
6.983
14°
Atlético-PR
6.176
15°
Ponte Preta
4.387
16°
Internacional
4.371
17°
Vasco da Gama
4.151
18°
Portuguesa
2.235
19°
Botafogo
1.936
20°
Fluminense
1.867


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Venda de jogadores: a culpa é só do clube?

Tenho visto muitos torcedores do Botafogo, nas redes sociais, indignados com as prováveis saídas de jogadores nesta janela de meio de ano. Um dos jogadores a ser vendido deverá ser o zagueiro Dória; outro que deverá sair deverá ser o meio de campo Fellype Gabriel. A indignação aumenta após o Botafogo ter vendido Jadson, outra jovem promessa, para o futebol europeu. Muitos criticam a diretoria por não segurar seus jovens talentos. Mas, será que a culpa é apenas dos dirigentes?
Uma coisa que temos que levar em consideração é que, atualmente, o clube detém uma pequena parcela sobre os direitos dos jogadores. Meninos das categorias de base já vêm para o clube com seus direitos fatiados entre diversos empresários, cujo único interesse é vendê-los na primeira oportunidade para poderem ganhar dinheiro. Tendo maioria sobre os direitos do jogador, acabam tendo um poder de decisão maior na hora de decidir sobre a venda. É como uma empresa que possui ações no mercado. Quando se vai decidir alguma coisa, os sócios majoritários têm maior poder de decisão, de acordo com os percentuais de ações que possuem.
Em segundo lugar, há o interesse – geralmente, apenas financeiro – do próprio jogador. Influenciado pelos empresários, que mostram que ele poderá ganhar mais jogando na Europa ou em outros mercados no exterior, o jogador acaba cedendo à pressão e resolve fazer o seu pé-de-meia, enquanto ainda aparecem clubes interessados em seu futebol. Nesse meio, nem sempre a oportunidade bate duas vezes à porta. Assim, quando um clube mantém um jogador contra a sua vontade, este fica insatisfeito e, geralmente, seu futebol cai de produção.
Os clubes, hoje, não possuem tanto poder quanto deveriam ter. A Lei Pelé, se por um lado foi boa para os jogadores, que antes eram tratados quase como escravos, foi extremamente prejudicial para os clubes que, muitas vezes, gastam dinheiro na preparação de um garoto de sua base e, quando este está pronto, vai para a Europa sem atuar pelos profissionais do clube que o formou e, muitas vezes, sem trazer nenhum retorno financeiro para o clube.
Uma pesquisa demonstrou que – informação do jornalista Mauro César Pereira, dos canais ESPN –, de todo o dinheiro gerado pelo futebol, direta ou indiretamente, apenas cerca de 7% vai para os clubes. O resto é dividido entre patrocinadores, fornecedora de material esportivo, empresários e trabalhadores autônomos que se valem do futebol para ganhar seu dinheiro – geralmente, vendedores de bebidas, comidas, camisas e bandeiras de clubes. O clube, que é o verdadeiro gerador de toda essa receita, é quem fica com a menor fatia do bolo.
É claro que há um certo conformismo dos dirigentes, que não fazem nada para quebrar essa cadeia, mas há também interesses poderosos por trás: empresários, televisão, políticos, CBF etc.
Assim, é muito fácil apenas criticar os dirigentes quando estes vendem alguns jogadores. Porém, muitas vezes isto é feito para que o clube possa se manter. A venda de um jogador, muitas vezes, trás para o clube uma injeção financeira. Além disso, a torcida do Botafogo, que vem mantendo uma tradição de não comparecer aos jogos, não gera receita de bilheteria. Então, resta ao clube a alternativa de vender alguns de seus valores para manter seus compromissos financeiros em dia – a venda de Dória e/ou Fellype Gabriel servirá para pagar salários atrasados.
O que precisa ser feito é uma reformulação no futebol. Na Alemanha, por exemplo, havia seis federações distintas realizando campeonatos dentro do país, uma espécie de campeonatos estaduais da Alemanha. Os clubes reuniram-se, criaram uma Liga forte – a Bundesliga – e fortaleceram o futebol alemão, ao mesmo tempo em que se fortaleceram. Hoje, a Alemanha possui o campeão e o vice-campeão europeus. Mesmo na Segunda Divisão alemã, a média de público não é inferior a quarenta mil pagantes. Na Primeira Divisão, o time com menor média de público é o Herta Berlim, com média de cinquenta mil pessoas por jogo. No Brasil, quando temos um público desses em um jogo do Campeonato Brasileiro, este fato vira manchete em todos os jornais. 

Temos um mal grassando no nosso futebol, sim, e este mal tem nome: CBF – Confederação Brasileira de Falcatruas. Somente quando os times formarem uma Liga independente – e o Clube dos Treze parecia ser o sinal disso, mas se perdeu em políticas internas e interesses particulares – poderão voltar a receber a maior fatia da renda que eles próprios geram, podendo fortalecerem-se e fortalecerem o futebol brasileiro. Enquanto se mantiverem sob o “cabresto” da CBF, continuarão de pires na mão, sujeitos aos interesses particulares e monopolizantes da CBF e da televisão.