sexta-feira, 21 de junho de 2013

A crise financeira no Botafogo: salários atrasados, negociações e penhora

A crise financeira do Botafogo tem se mostrado pior do que o que vem sendo anunciado pela imprensa. O clube tem promovido uma série de cortes para tentar minimizar ao máximo seus gastos operacionais sem que isso afete o departamento de futebol.

Todos os departamentos do clube passam por uma reestruturação, que vai de cortes nos gastos telefônicos até demissões. Os funcionários estão com os vencimentos deste mês em atraso. Os jogadores estão há quase dois meses sem receber salários.

A interdição do Engenhão tem sido extremamente prejudicial para a equipe do Botafogo. Além de perder recursos advindos de anúncios e aluguel do estádio para jogos de outras equipes, o time encontra-se sem campo para treinar, já que o Engenhão está cedido para a FIFA durante a Copa das Confederações.

Enquanto isso, a equipe continua procurando um estádio para jogar. Sem poder contar com o Engenhão, a solução poderá ser o Maracanã. A diretoria negocia com o consórcio que administra o estádio, mas, por enquanto, ainda não há acordo. No dia 3 de julho o Botafogo irá enfrentar o Figueirense, pela Copa do Brasil, e o local que o clube utilizará como mandante ainda não está definido.         

Outro problema que está ocorrendo é quanto à venda de jogadores. O time negociou o meia Fellype Gabriel, com o Sharjah FC, clube dos Emirados Árabes, e o volante Jadson, que vai para a Udinese, da Itália. Com o dinheiro das negociações, o Botafogo quitaria suas dívidas e poderia manter os salários em dia. Contudo, a Fazenda Nacional penhorou o dinheiro da negociação de Fellype Gabriel. O clube tenta resolver esta questão, pois alega haver um acordo com o órgão para o parcelamento da dívida, e que esta estaria sendo paga em dia. Assim, haveria um limite para penhoras, que giraria em torno de 5% do valor total das receitas.


A saída de outros jogadores não está descartada, mas isto apenas ocorrerá caso o clube interessado pague o valor da multa rescisória constante no contrato dos jogadores.        

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