No último Domingo, em mais uma
“reabertura” do Maracanã, a seleção brasileira segue o seu “calvário” sem
conseguir vencer uma seleção de “ponta” – desde 2009 o Brasil não vence uma
seleção do primeiro escalão –, empatando com a seleção da Inglaterra por 2X2. O
Brasil saiu na frente, levou a virada, e conseguiu o empate no final.
A seleção inglesa jogou
nitidamente com o pé no freio. Montou uma linha defensiva com quatro jogadores,
cinco no meio e apenas Rooney isolado na frente. O Brasil pressionou, dando
vários chutes a gol – foram mais ou menos trinta finalizações do Brasil contra
menos de dez da Inglaterra –, mas não conseguia fazer o gol, em parte pela boa
atuação do goleiro inglês; em parte pela péssima finalização dos jogadores
brasileiros.
No segundo tempo, Hernandes chutou
de fora da área, a bola bateu na trave e encontrou Fred livre, para finalizar
para as redes. A partir daí, a Inglaterra, que parecia estar satisfeita com o
placar, procurou sair para o jogo. E, quando o fez, marcou dois gols. A
impressão que deu foi que a Inglaterra veio para tentar o empate e que, quando
quis fazer gols, os fez. Satisfeita com a virada, a seleção inglesa voltou a se
defender e acabou levando o gol de empate. Paulinho, o tipo de volante que
parece não agradar a Felipão – é um volante que sabe jogar, enquanto Felipão
parece preferir o tipo “brucutu” –, avançou e, sem marcação dentro da área,
acertou um belo chute e empatou o placar.
Algumas coisas parecem ter ficado
claras neste amistoso:
- primeiro: Felipão ainda não
parece ter encontrado o time titular. Entrou com algumas novidades e depois
trocou vários jogadores, parecendo não saber ao certo o que pretende fazer;
- segundo: o técnico brasileiro,
durante o jogo, fez algumas substituições que não ficaram bem claras se foram
de ordem técnica ou tática. Não se pôde perceber qual o objetivo da
substituição que, taticamente, não pareceu surtir resultado nenhum. O time
continuou jogando praticamente do mesmo jeito;
- terceiro: Neymar, desde que
atingiu o status de estrela da seleção e do futebol brasileiro, nunca mais
apresentou um bom futebol – caiu de produção jogando pelo Santos e, pela
seleção, nunca fez o tipo de exibição que se esperava que ele fizesse. Ainda não
foi dessa vez;
- quarto: o sistema defensivo,
quando pressionado, mostra fragilidades.
A seleção inglesa, atualmente, não
pode ser considerada como sendo uma das potências da Europa. Seleções como
Alemanha e Espanha estão em um nível bem acima, e mesmo as seleções francesa e
italiana podem ser consideradas como sendo melhores que a inglesa. Esse empate,
jogando em casa, de certa forma pode ser considerado como sendo decepcionante.
Nota: temos visto a imprensa
ufanista louvando a ‘maravilha’ que ficou o Maracanã após a reforma. Todos são
unânimes em afirmar que ficou “lindo”. Primeiramente, um estádio que custou 1,2
bilhão de reais, no mínimo, tinha que ficar “lindo”. Seria inadmissível gastar
essa fortuna e fazer uma porcaria. Segundo, o entorno do estádio ainda está em
obras, e algumas áreas internas também não estão prontas – um repórter dos
canais ESPN relatou que, no espaço reservado à imprensa, as cadeiras estavam
cheias de pó devido às obras que ainda estão sendo feitas, e as tomadas que
serviriam para recarregar notebooks, por exemplo, não funcionavam. Desse jeito,
a Copa das Confederações vai começar e o estádio ainda vai estar terminando a
reforma.
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