domingo, 29 de setembro de 2013

Botafogo começa a repetir erros do passado e tropeçar em momentos decisivos



Notícias do Glorioso no Twitter: @locospelofogao

Entra ano, sai ano e a torcida do Botafogo vê o mesmo filme sempre se repetir. O time vai bem nos campeonatos até chegar a um momento decisivo, então a coisa começa a desandar e o time começa a cair de rendimento.
E, pelo andar da carruagem, parece que a coisa não vai ser diferente neste ano. O time teve um bom começo de campeonato, com poucos tropeços, quase não perdendo para ninguém e sem a sequência de empates que costumava ter em anos anteriores. Passou várias rodadas na liderança e já está há muito tempo no G4. Tudo isso é para deixar o torcedor otimista. Porém, estão começando a acontecer coisas que podem se tornar preocupantes em poucas rodadas.
Antes do início da 23ª rodada, o Botafogo estava 7 pontos atrás do Cruzeiro e 4 à frente de Grêmio e Atlético-PR. Tudo o que o Botafogo precisava era de um tropeço do Cruzeiro, do Grêmio e do Atlético-PR. Vencendo o Bahia, o Botafogo aumentaria a vantagem para os 3° e 4° colocados e diminuiria a desvantagem para o líder Cruzeiro.  
O roteiro começou de forma perfeita: no sábado, o Grêmio empatou com o Vitória. Vencendo o Bahia, o Botafogo abriria 6 pontos para o time gaúcho; no domingo, enquanto o Botafogo vencia o Bahia por 1X0 e perdia uma porção de gols, o Cruzeiro não saía de um empate contra o Corinthians. A vantagem de 7 pontos do time mineiro estava caindo para 5.
Então, veio a surpresa. O Bahia virou o jogo para 2X1, em pleno Maracanã, repetindo o que aconteceu no primeiro turno, em Salvador. De uma hora para outra, o Botafogo via a vantagem de 6 pontos sobre o Grêmio cair para 3, ao mesmo tempo em que a desvantagem para o Cruzeiro aumentava de 5 para 8. Mais tarde, o Atlético-PR venceria a Ponte Preta e ficaria a apenas 1 ponto do Botafogo.
No último sábado, o Botafogo enfrentou a Ponte Preta, 19ª colocada, na zona do rebaixamento. Jogando no Maracanã, o Botafogo praticamente não conseguiu incomodar o goleiro Roberto. O time jogou muito mal, novamente, e acabou derrotado por 1X0. hoje, se Grêmio e Atlético-PR vencerem seus jogos, ultrapassarão o Botafogo, que cairá para o 4° lugar, e poderá ver o Cruzeiro aumentar a vantagem.
Pelo jeito, título, este ano, está muito difícil. O Botafogo precisava de um tropeço do Cruzeiro, mas ele próprio tropeçou. E agora está vendo Grêmio e Atlético-PR no retrovisor, tentando fazer a ultrapassagem. A vantagem é que o primeiro time fora da zona da Libertadores, o Internacional, está 8 pontos atrás do Botafogo. Porém, se algum time brasileiro vencer a sulamericana, cai a 4° vaga da Libertadores pelo Campeonato Brasileiro.
Neste segundo turno, de 15 pontos disputados o Botafogo conseguiu apenas 6, com 2 vitórias e 3 derrotas. O Fluminense, nosso próximo adversário, de 15 pontos disputados conseguiu 11, com 3 vitórias e 2 empates.
O Botafogo tinha um caminho teoricamente fácil nestas duas últimas rodadas. Desperdiçou os dois jogos, perdendo ambos. Se continuar tropeçando, não só não chegará nem perto de disputar o título, como verá sua vaga no G4 ser ameaçada.
Esse é um “Vale a Pena Ver de Novo” que a torcida do Botafogo já não aguenta mais. 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Passeio de campeão?



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O Cruzeiro está “imparável”. Hoje, contra o Botafogo, o time mineiro conseguiu sua 8ª vitória seguida e se isolou ainda mais na liderança do campeonato, com 7 pontos de vantagem sobre o vice-líder, Botafogo.
É lógico que essa vitória não significa que o Cruzeiro já é o campeão. Porém, ficou bem evidente que será muito difícil para o Botafogo, ou para qualquer outro, tirar a vantagem que o time celeste conseguiu. Ao Botafogo, resta tentar consolidar este 2° lugar no campeonato para não deixar escapar a chance de ir para a Libertadores do ano que vem. E, caso o Cruzeiro comece a tropeçar, o Botafogo pode voltar a pensar em brigar pelo título.
Não que o Botafogo tenha jogado assim tão mal. O time criou várias chances, mas a bola teimou em não entrar. Numa vacilada no fim do primeiro tempo, deixaram o volante Nilton sozinho para fazer um gol do mesmo jeito que já havia feito contra o Atlético-PR na última rodada. Além disso, no segundo tempo o Botafogo teve a chance de empatar, por meio de um pênalti sofrido por Rafael Marques. O craque do time, Seedorf, bateu e mandou para fora, com o goleiro caído no outro canto. Isso parece ter abalado um pouco a equipe do Botafogo, enquanto o Cruzeiro cresceu ainda mais. A entrada de Júlio Batista deu mais categoria ao meio de campo celeste, que chegou aos 3X0.
O placar dá a impressão de que o jogo foi mais fácil do que realmente foi. O Botafogo não foi uma presa tão fácil assim. Poderia ter feito gols, mas não fez, e o Cruzeiro não desperdiçou suas chances.
O Glorioso segue firme para conquistar uma vaga para a Libertadores. Tem que voltar a vencer para evitar que Grêmio e Internacional se aproximem e ameacem a vaga. O time tem que esquecer esse jogo e recuperar-se o mais rápido possível.
Não podemos esquecer que ainda temos a Copa do Brasil. O Cruzeiro não está mais disputando este torneio, o que torna mais fácil tentar conquistá-lo.
  

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Decisão antecipada?



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Cruzeiro e Botafogo se enfrentam, nesta quarta-feira, no Mineirão, em um jogo que está sendo considerado como uma decisão antecipada do título do Brasileirão.
É claro que ainda tem muito chão pela frente, mas esse é um jogo fundamental para as pretensões dos dois times no campeonato. Caso o Cruzeiro vença o jogo, chegará a 8 vitórias seguidas no campeonato e abrirá 7 pontos de vantagem sobre o vice-líder. Caso o Botafogo vença, chegará à 5ª vitória seguida e diminuirá a diferença para 1 ponto, deixando a briga pelo título totalmente aberta.
O Cruzeiro é o grande time do campeonato. Além de já possuir um bom time no início do Brasileirão, foi se reforçando ao longo do campeonato, passando a ter peças de reposição quando os titulares não podem atuar.
Oswaldo de Oliveira, ao contrário, perdeu peças importantes ao longo do ano – Márcio Azevedo, Fellype Gabriel, Andrezinho, Vitinho – e teve que encontrar soluções caseiras. Encontrou Hyuri e Elias, que vieram de Audax e Resende, respectivamente, além da boa safra vinda da base: Octávio, Gegê, Gabriel, Gilberto, Dória. Remontou o time durante o campeonato mostrando que, ao invés de ficar se lamentando com as perdas, como vários técnicos fazem, procura encontrar soluções para resolver os problemas que surgem.
Cruzeiro X Botafogo será o jogo entre as duas equipes que apresentam o melhor futebol do campeonato. E, independentemente de quem ganhe, a disputa pelo título deverá prosseguir até o final. 

domingo, 15 de setembro de 2013

A caça à raposa continua



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Com dois gols do atacante Elias, que já havia sido o herói na vitória sobre o Criciúma, o Botafogo derrotou o Santos e continua na caça à raposa. O Cruzeiro, que derrotou o Atlético-PR, no sábado, chegou aos 46 pontos. Com a vitória, o Botafogo chegou aos 42 pontos e manteve a diferença de 4 pontos em relação ao líder.
Na próxima rodada, o Botafogo visita o Cruzeiro, em um jogão que deverá lotar o Mineirão. Se vencer, o Botafogo “incendeia” o campeonato, ficando a apenas 1 ponto do líder; se perder, porém, ficará a 7 pontos, dificultando muito a briga pelo título do Brasileirão. Jogo fundamental para as pretensões do Fogão.
Com a vitória sobre o Santos, o Botafogo atingiu 4 vitórias seguidas, coisa que ainda não havia conseguido neste campeonato. O time está há 5 jogos invicto no Brasileirão. Se contarmos com a Copa do Brasil, são 6 jogos sem derrotas.
Em relação à Libertadores, o Botafogo abriu 5 pontos em relação ao Grêmio, o 3° colocado; 7 em relação ao Atlético-PR, o quarto; e 8 em relação ao Internacional, o primeiro time fora do G4. Uma vitória sobre o Cruzeiro, além de colocar o Fogão diretamente na briga pelo título, dá uma certa tranquilidade em relação a uma das vagas para a Libertadores.
O Santos fez um bom primeiro tempo, criando chances e obrigando Jefferson a fazer boas defesas. Porém, foi o Botafogo quem marcou, com Elias aproveitando uma sobra na área.
No segundo tempo, o Botafogo controlou melhor a partida e, após um cruzamento de Hyuri, Elias meteu a cabeça e mandou a bola para o gol, fazendo 2X0. Cícero, em um chute de fora da área, descontou para o Peixe.
Com os dois gols de hoje, Elias chegou aos 7 gols, mesmo não sendo titular em todas as partidas.
Outro detalhe: o Botafogo quebrou dois tabus no jogo de hoje: o Glorioso estava há 12 anos, correspondente a 12 jogos, sem vencer o Santos na Vila Belmiro; além disso, o Santos não perdia há mais de um ano jogando em seu estádio.  

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Consórcios gerenciam estádios e clubes perdem dinheiro



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A construção das novas Arenas, além de causar muita reclamação e cobranças por parte da sociedade – pelo menos, daquela que se preocupa com o que é feito com o seu dinheiro –, tem gerado um novo fenômeno que vem afundar ainda mais os nossos já quase falidos clubes: a administração de grupos privados em estádios outrora públicos, como são os casos do Maracanã e do Mineirão.
Ambos os estádios acima citados tiveram que ser reformados para a Copa de 2014, uma exigência da FIFA para que eles pudessem receber jogos da Copa. Apesar de o nosso ex-presidente Lula ter afirmado que os investimentos para a Copa seriam feitos pela iniciativa privada, estes estádios – assim como as demais arenas, inclusive algumas pertencentes a clubes – foram reformados com dinheiro público. Depois de feita a reforma, os referidos estádios passaram para a iniciativa privada administrar.
Até aí, tudo bem. É reconhecida a incompetência dos governos – federal, estaduais e municipais – para administrar qualquer coisa que seja. Nas mãos da iniciativa privada, estes estádios poderiam ser melhor administrados e cuidados. Porém, este processo apresentou várias irregularidades, que não é objeto desta postagem e das quais, portanto, não irei falar. Entretanto, os clubes, que são os grandes responsáveis pelo espetáculo que chamamos “futebol”, acabam sendo prejudicados mais do que vêm sendo nos últimos anos.
Vejamos o caso do Maracanã.
De acordo com o que foi divulgado, o consórcio fechou contrato com Botafogo, Flamengo e Fluminense para que estes times mandem seus jogos no estádio. Botafogo e Fluminense teriam direito à renda total do espaço atrás de cada gol, enquanto o Consórcio ficaria com a renda dos lugares que ficam nas laterais, por sinal, os lugares mais caros. Já o Flamengo fez um acordo onde o valor da renda, depois de abatidos os encargos, seria dividido meio a meio.
Acontece que, em ambos os casos, o Consórcio ganha um dinheiro para o qual ele não contribui. Afinal, quem traz a torcida para o estádio são os clubes, e não o Consórcio. E são os clubes que saem perdendo dinheiro.
Vejamos um exemplo: no jogo entre Flamengo e Cruzeiro, pela Copa do Brasil, a renda atingiu um valor acima dos 2 milhões de reais. Deduzidos os pagamentos de praxe (taxa da Federação, iluminação, arbitragem etc.), sobrou um pouco mais de 1 milhão e duzentos. Esse valor foi dividido entre o Flamengo e o Consórcio, com cada um ficando com um pouco mais de seiscentos mil reais.
É muito?
O Flamengo utilizará esse dinheiro, entre outras coisas, para saldar os salários dos jogadores. Mesmo em contenção de despesas e fechando contratos mais baratos, esse valor paga, no máximo, três ou quatro jogadores. E o restante do elenco? Mesmo que o Flamengo realize 4 jogos no Maracanã, não terá dinheiro para pagar todos os jogadores e comissão técnica, e nem sobrará dinheiro para manter jogadores, em caso de investidas de clubes do exterior, ou comprar jogadores para reforçar seu elenco. O mesmo raciocínio vale para Botafogo e Fluminense. Só lembrando: o Botafogo perdeu Fellype Gabriel, Andrezinho, Jadson e Vitinho; o Fluminense perdeu Wellington Nem e Thiago Neves.
Além disso, há o mal explicado caso do Engenhão, cujos problemas estruturais só foram detectados quando o Maracanã ia começar a funcionar. Sem o Engenhão, os clubes ficaram sem opções de negociação, como o Atlético-MG teve em Minas, fechando com o Independência. Até mesmo o Botafogo, que utiliza o Engenhão, tem que se curvar ao Consórcio Maracanã e jogar no estádio.
Uma observação: as pessoas que administram o Maracanã são as mesmas que colocaram dinheiro na campanha do governador do Rio. Qualquer semelhança será mera coincidência?
Depois reclamamos quando nossos craques são vendidos e nossos clubes não podem fazer nada para segurá-los. Do jeito que a coisa está sendo feita, os maiores responsáveis pelo espetáculo, que são os clubes, são os que menos ganham. Temos clubes grandes praticamente falidos, cheios de dívidas, à beira de fecharem suas portas.
Será que, algum dia, aprenderemos com os fortes clubes europeus que, mesmo com o continente passando por uma recessão, têm dinheiro para gastarem fortunas para contratar e pagar salários de jogadores? Clubes contra os quais os brasileiros não conseguem competir, mesmo com o Brasil tendo uma economia mais robusta?    
Talvez, futuramente, sejamos obrigados a assistir a um jogo entre Consórcio Maracanã de Futebol e Regatas X Consórcio Mineirão Futebol Clube. Esses serão os únicos que terão dinheiro para contratarem jogadores. Já Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco serão apenas lembranças de torcedores mais velhos, assim como estes se lembram de Garrincha, Nilton Santos, Heleno de Freitas e tantos outros craques com um toque de saudosismo. 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Será mesmo que falta elenco ao Botafogo?



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Nos programas esportivos a que tenho assistido, parece consenso entre os comentaristas o fato de que o Botafogo possui um bom time titular, mas que falta elenco para suportar uma competição longa, com o time sujeito a contusões, suspensões e negociações. A falta de elenco parece ser o principal fator que pode atrapalhar o Botafogo na luta pelo título ou por uma vaga na Libertadores.
Quando Vitinho foi negociado com o CSKA, da Rússia, foi quase um consenso entre os comentaristas que o Botafogo deixava, ali, de brigar pelo título. O time não parecia ter, no seu elenco, um jogador que pudesse substituir a revelação alvinegra à altura. Aí apareceu Hyuri, fazendo dois gols em um boa partida contra o Coritiba.
Contra o Criciúma, o Botafogo jogou desfalcado de vários jogadores. Jefferson, Gilberto, Gabriel, Seedorf, Lodeiro e Renan. Meio time. Milton Raphael, o terceiro goleiro, entrou na equipe; Edílson, que já vem substituindo Gilberto, jogou na lateral; Renato entrou no lugar de Gabriel; Octávio, mais um garoto da base, jogou no lugar de Seedorf; Hyuri foi mantido no lugar de Lodeiro.
O Botafogo levou um susto, tomando um gol ainda no primeiro tempo. Depois, a equipe começou a tomar conta do jogo. No segundo tempo, o melhor do Botafogo, Octávio recebeu passe de Rafael Marques e empatou. Nos acréscimos, o Botafogo empatou com um golaço de Elias, outro que ainda não é titular absoluto. Por sinal, uma jogada toda feita por jogadores reservas. Lima, que havia entrado no final da partida, virou o jogo para Edílson. O lateral matou a bola, olhou para a área, e cruzou para Elias dar um voleio e marcar o gol, com o goleiro Galatto apenas observando.
Méritos de Oswaldo de Oliveira. Mesmo diante de negociações de jogadores, contusões e suspensões, que têm desfalcado o Botafogo em vários jogos, o treinador consegue arrumar a equipe, fazendo com que os jogadores que entram mantenham o bom nível dos titulares. O Botafogo, contra o Criciúma, jogou com um time repleto de jogadores da base e outros que não são titulares. Os únicos titulares que começaram a partida foram Bolívar, Dória, Júlio César, Marcelo Mattos e Rafael Marques. Dos outros seis, três são experientes – Renato, Edílson e Elias –, mas são reservas; os outros eram garotos – Milton Raphael, Octávio e Hyuri. No final do jogo ainda entraram Gegê, Alex e Lima. Desses três, apenas Lima não veio da base.
Vencer o Criciúma pode parecer tarefa fácil, mas não é. De 10 jogos realizados em casa, o time havia vencido 5, empatado 1 e perdido 3. Vinha de 3 vitórias nos últimos 3 jogos, o que fez com que se afastasse da zona do rebaixamento e começasse a 19ª rodada em 10° lugar. Sua torcida comparece e lota o estádio, transformando-o em um caldeirão, como fez neste domingo.
O Botafogo, cheio de problemas, conseguiu uma grande vitória. Está em 2° lugar, na cola do líder Cruzeiro e vivo na briga pelo título.
E, se o elenco parecia ser o grande problema do Glorioso, a garotada da base e o ótimo trabalho que Oswaldo de Oliveira vem fazendo, começam a provar o contrário.             
     

sábado, 7 de setembro de 2013

Fábrica de revelar talentos?



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Durante muito tempo o Botafogo não conseguiu revelar nenhum jogador vindo de suas categorias de base. De uns tempos para cá, porém, o time tem se destacado por revelar talentos. O Botafogo está voltando a ser uma fábrica reveladora de talentos, como foi no passado?
O Botafogo vem utilizando, já há algum tempo, jogadores oriundos de sua base. Caio, o talismã de Joel Santana, é um exemplo. Porém, desde a chegada de Oswaldo de Oliveira o time tem se destacado por utilizar, com sucesso, jogadores de suas categorias de base. Oswaldo de Oliveira tem trabalhado com calma, colocando jogadores da base para treinar com os profissionais e, quando estes mostram alguma qualidade, são colocados em alguns jogos. Assim foi com Cidinho, Jadson, Dória, Gabriel, Gilberto e Vitinho. O trabalho bem feito fez com que Gabriel e Dória se transformassem em titulares absolutos, colocando no banco jogadores bem sucedidos como Renato e Antônio Carlos. Vitinho foi outro exemplo, substituindo com sucesso Fellype Gabriel, vendido após o Campeonato Carioca.
Com a convocação de Jefferson para a seleção brasileira e a de Lodeiro para a uruguaia, Oswaldo foi obrigado a colocar o goleiro Renan, também oriundo da base, e antecipar a estreia de Hyuri, uma jovem promessa que o Botafogo encontrou e contratou. Renan foi expulso e o Botafogo acabou tendo que utilizar mais um jogador oriundo da base: Milton Raphael, que será titular contra o Criciúma; já Hyuri entrou e, mostrando muita personalidade, fez dois gols – o segundo, um golaço –, fazendo com que a torcida esquecesse o então ídolo Vitinho. No mesmo jogo, Oswaldo lançou mão de outro garoto da base, Octávio, que substituiu Hyuri.
A garotada do Botafogo tem entrado e mostrado serviço. Isso graças a um trabalho bem feito, fazendo com que os garotos treinem com os titulares e componham o banco de reservas antes de entrarem em algum jogo. Entram em um time já montado, ao invés de entrarem como solução para resolverem problemas, como alguns times têm feito e acabam “queimando” os garotos.
O Botafogo sofreu várias baixas, mas, mesmo assim, tem conseguido manter a regularidade e se manter entre os líderes do Brasileiro. A mescla de experiência com juventude tem se mostrado acertada.
O Botafogo parece estar voltando a ser uma fábrica de talentos, e vários deles – Jefferson, Sassá etc. – ainda estão esperando a sua vez de entrar no time para manter o Botafogo como uma equipe vencedora.      

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Botafogo precisa voltar a vencer se não quiser ver líderes se distanciarem



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Não faz muito tempo, o Atlético-PR estava brigando na zona do rebaixamento. Poucas rodadas depois, o mesmo Atlético está no G4. Milagre? Não. Sequência de vitórias do Furacão.
Desde que Vagner Mancini assumiu a equipe, já são 11 jogos sem perder no Brasileirão – a equipe perdeu para o Palmeiras, pela Copa do Brasil. A última derrota, pelo Brasileirão, foi para o Coritiba, por 1X0, na 7ª rodada. Desde então, o time vem de 11 jogos sem perder, com 8 vitórias e 3 empates.
Outro que estava na parte de baixo da tabela e que subiu foi o Grêmio. Até a derrota para o Goiás, na 18ª rodada, por 2X0, o time vinha de 5 vitórias seguidas. Curiosamente, a última derrota também foi para o Coritiba, por 1X0.
Já o Botafogo, nas últimas rodadas, vem de 4 vitórias, 5 empates e 1 derrota. O time tem perdido pouco – no Brasileiro, foram apenas 3 derrotas –, mas está começando a empatar demais, já contabilizando 6 empates. Em 10 jogos, o time somou 17 pontos de 30 possíveis. Já o Atlético-PR, nos mesmos 10 jogos, somou 26 pontos; o Grêmio conseguiu 19 pontos. Por isso o Atlético-PR está em 2° lugar da tabela.
Nos últimos seis jogos, o Botafogo conseguiu apenas 1 vitória, com 1 derrota e 4 empates. Enquanto os rivais estão conseguindo várias vitórias seguidas, o máximo que o Botafogo conseguiu foram 2 vitórias.
O Botafogo, se quiser brigar por título ou Libertadores, terá que começar a engrenar uma sequência de vitórias. Caso contrário, o time corre o risco de cair ainda mais na tabela, sendo ultrapassado por times que vem subindo, como é o caso do Corinthians.     
     

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Botafogo bate seu recorde de público, mas não sai de um empate contra o São Paulo



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O Botafogo pediu o apoio da torcida e baixou o preço dos ingressos. A torcida compareceu: 23.585 pagantes foram ao Maracanã empurrar o Fogão. Porém, o time não saiu de um empate contra o São Paulo, por 0X0. Com o resultado, o time da Estrela Solitária caiu para a quarta posição do Campeonato Brasileiro.
O Botafogo procurou comandar a partida e teve mais a posse de bola. Contudo, esbarrou em um retrancado São Paulo, que procurou se defender e sair nos contra-ataques. Resultado: um jogo com poucas chances de gol.
No São Paulo, era visível a preocupação em não perder o jogo. Em crise e na zona do rebaixamento, o Tricolor paulista queria somar pontos para diminuir a pressão. O Botafogo, ainda tentando se encontrar após a saída de Vitinho, não conseguiu repetir o bom jogo que fez contra o Atlético-MG, quando conseguiu a vaga para as quartas de final da Copa do Brasil.
No fim, um resultado ruim para os dois. O São Paulo foi ultrapassado pela Portuguesa e ocupa a 19ª posição; o Botafogo foi ultrapassado por Grêmio e Atlético-PR e viu o Corinthians encostar.
De positivo, a reação da torcida: apoiou o time durante o jogo e, no final, aplaudiu os jogadores, apesar do empate.
Com o público de hoje, o Botafogo melhorou sua média de público: de 9.421, o Botafogo pulou para 11.192.