sexta-feira, 31 de maio de 2013

Time brasileiro, quando perde, culpa a arbitragem

Já virou rotina: time brasileiro, quando perde, põe a culpa na arbitragem.
Isso ficou bem evidente na Libertadores. O São Paulo, quando foi eliminado, colocou a culpa na Conmebol, que havia suspendido o atacante Luís Fabiano por ter xingado o juiz, sendo expulso após o jogo. Depois foi o Corinthians, que até hoje reclama da arbitragem após ter sido eliminado pelo Boca Juniors. Agora, é a vez do Fluminense. Após ter sido eliminado pelo Olímpia, do Paraguai, reclamou do pênalti marcado contra ele, e de um suposto pênalti a seu favor, não marcado pela arbitragem.
O que temos que avaliar é o seguinte: será que um lance isolado pode ser responsável pela eliminação ou classificação de um time? E o restante do jogo, onde é que fica?
Corinthians e Fluminense, por exemplo, foram eliminados em um jogo de 180 minutos. Jogando na Bombonera, campo do Boca, o Corinthians parece ter jogado para empatar. Foi um time apático, que não fez praticamente nada durante o jogo inteiro, e acabou sendo penalizado com um gol do Boca. Em São Paulo, teve que ir pra cima do Boca para tirar a diferença. Levou um gol de Riquelme, o que complicou mais ainda sua situação. Aconteceram lances polêmicos, sim, mas se o Timão tivesse feito sua parte já na Argentina, marcando pelo menos um gol, a situação seria diferente quando jogasse em casa.
O mesmo se aplica ao Fluminense. Dominou o jogo que fez em São Januário, mas não conseguiu fazer gol no Olímpia. Ao final do jogo, Abel Braga considerou o resultado como sendo bom, já que o Flu não levou gol em casa. Só que perdeu no Paraguai e foi eliminado. Se tivesse ganhado em casa, teria se classificado com o gol que fez no campo do adversário.
O que fica bem evidente no futebol brasileiro é que não sabemos admitir nossas falhas. Quando o time ganha, é o melhor do mundo, os jogadores são craques, o esquema é excelente; quando perde, o juiz roubou, o campo estava molhado, a chuva atrapalhou. O campo está molhado para os dois times, assim como chove em cima dos dois. Quanto à arbitragem, sempre ocorreram erros, mas antes não havia tantos recursos técnicos para tirar a dúvida.
Isso nos leva a outro fato: a imprensa esportiva, principalmente a televisão, tem uma grande parcela de culpa nisso. Hoje em dia, crucifica-se o bandeira por não ter marcado um impedimento de 5 centímetros (a ponta do pé do atacante estava à frente, portanto, impedimento). Os especialistas em arbitragem, após assistirem ao replay por diversas vezes, criticam os erros dos árbitros atuais. Porém, eles se esquecem de que, quando eram árbitros, também cometiam erros grosseiros. É fácil criticar alguém na comodidade das cabines de transmissão.
Os times precisam parar com essa choradeira em cima da arbitragem toda vez que perdem. Os times reclamam de lances marcados contra eles, mas se calam quando são beneficiados pelos erros de arbitragem. O Corinthians, por exemplo, já ganhou um Campeonato Brasileiro em cima do Internacional de Porto Alegre, quando este não teve um pênalti claro marcado a seu favor. O Corinthians foi campeão e não criticou a arbitragem. Ao ser eliminado da Libertadores, coloca a culpa na arbitragem, e não na sua própria incompetência.
O Fluminense, ao invés de ficar reclamando da arbitragem, devia tentar resolver seus problemas, pois há muito tempo não vem jogando bem. Ganhou vários jogos fazendo um gol e depois recuando para garantir o resultado.
O futebol brasileiro precisa parar com essa reclamação em cima da arbitragem, e começar a admitir os seus próprios erros.           
 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Botafogo se prepara para enfrentar o Santos


O Botafogo irá enfrentar a equipe do Santos, nesta Quarta-Feira, com dois desfalques certos: o goleiro Jefferson, que se apresentou à seleção brasileira que se prepara para disputar a Copa das Confederações, e o zagueiro Dória, que foi convocado para a seleção sub-20. Renan será o substituto de Jefferson, enquanto Antônio Carlos, que substituiu Dória no jogo contra o Corinthians, deverá ser mantido como titular.
O Santos também terá desfalques. Além da saída de Neymar, negociado com o Barcelona, da Espanha, o time terá as ausências do zagueiro Edu Dracena, lesionado, e do lateral-esquerdo Léo. Para os seus lugares, o técnico Muricy Santana escalará Gustavo Henrique e Emerson Palmieri, respectivamente.
Após uma boa partida contra o Corinthians, fora de casa, espera-se que o Botafogo se imponha contra um Santos que não vem jogando bem, mesmo quando Neymar atuava, e que vem de uma fraca atuação diante do Flamengo, em Brasília, quando não foi derrotado apenas pela incompetência do ataque rubro-negro.
O Botafogo, com um time compacto, de bom toque de bola e que vem de boas atuações, deverá impor o seu futebol diante da equipe santista. Enquanto o Fogão tem Seedorf em grande fase, o Santos tem um Montillo que ainda não mostrou a que veio, após ser contratado a peso de ouro para substituir Ganso como o cérebro do meio campo santista. E agora sem Neymar, praticamente sua única opção ofensiva, e sem o atacante André, negociado com o Vasco, o Santos perde poder ofensivo. Já no Glorioso, além de Seedorf, temos Rafael Marques realizando ótimas partidas, além de Fellype Gabriel e Lodeiro, que vêm atuando bem.
O jogo está marcado para o estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, e será transmitido pelo Sportv às 19:30, horário de Brasília. 
 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Botafogo empata na estreia do Brasileirão


Na estreia no Campeonato Brasileiro, o Botafogo empatou com o Corinthians por 1X1, em jogo que marcou a entrega das faixas de campeão paulista, para o Corinthians, e carioca, para o Botafogo. Rafael Marques abriu o placar no primeiro tempo, após receber passe de Seedorf. No segundo, Paulinho empatou para o Corinthians.
O empate pode ser considerado um bom resultado para o Fogão: jogou fora de casa e contra um time que é considerado candidato ao título do Brasileiro. O Corinthians tem um excelente sistema de marcação e um ataque com jogadores em nível de seleção: Guerrero é titular da seleção peruana e Alexandre Pato foi cotado para a seleção brasileira que irá disputar a Copa das Confederações. O time paulista é o atual campeão da Libertadores e Mundial. Tem um elenco que vem jogando junto há muito tempo, inclusive com o mesmo treinador. É considerado um dos melhores times do Brasil, no momento.
O Corinthians teve mais posse de bola, mas, em termos de chances de gol, o jogo foi equilibrado: o time da casa criou 12 chances contra 10 do Botafogo. Seedorf e Rafael Marques foram os destaques do Glorioso. O holandês comandou o meio de campo do Fogão e deu o passe para o gol; o atacante se movimentou muito, fez o gol e ajudou na marcação. Bolívar foi outro destaque, atuando com segurança e mostrando boa saída de bola; Jefferson também demonstrou segurança e fez uma grande defesa no jogo.
Levando-se em conta a dificuldade do jogo, o empate pode ser considerado bom, para uma estreia.
No próximo jogo, o Botafogo irá enfrentar o Santos, que, provavelmente, não terá Neymar, negociado com o Barcelona. O Botafogo jogará em casa – embora ainda não se saiba que casa será essa, com o Engenhão ainda interditado – e, aí sim, tem a obrigação de vencer. Jogará em casa contra um Santos que não vem tendo boas atuações e que negociou o seu principal jogador e praticamente única esperança de gols. Mesmo com Neymar, o Santos vinha atuando mal. Portanto, o Botafogo precisa vencer o adversário e garantir os três pontos.
Na sequência, o Fogão jogará contra o perigoso Cruzeiro, também em casa.         

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Com tranquilidade, Botafogo elimina CRB


Com dois gols de dois jogadores considerados reservas, Antônio Carlos e Andrezinho, e outro de Rafael Marques, o Botafogo goleou o CRB de Alagoas por 3X0 e classificou-se para a terceira fase da Copa do Brasil, na qual irá enfrentar a equipe do Figueirense, de Santa Catarina.
O CRB jogou fechado, já que o resultado levava o jogo para os pênaltis. O Botafogo teve que usar de paciência para tentar o gol, e ele veio com o zagueiro Antônio Carlos, que substituiu Dória, convocado para a seleção. Após cruzamento de Lima, a bola sobrou para o zagueiro chutar e abrir o marcador.
No segundo tempo, o CRB procurou sair um pouco mais, e tentou jogar no campo do Botafogo, o que atrapalhou as tentativas de jogadas ofensivas do Fogão. Mas o Botafogo continuou controlando o jogo. Após os 30 minutos, Lima tocou para Andrezinho, que havia entrado no segundo tempo, no lugar de Fellype Gabriel, marcar o segundo gol. O gol deu mais tranquilidade ao Botafogo. Porém, no final do jogo, Seedorf deu um belo passe para Rafael Marques marcar o terceiro gol e acabar com qualquer pretensão do CRB de chegar ao empate.    
Com o resultado, o Botafogo mantém uma invencibilidade de 16 jogos na temporada, sendo 3 empates e 13 vitórias. Até agora, o Glorioso marcou 51 gols e sofreu apenas 10.
No Sábado, o Fogão estreia no Campeonato Brasileiro, jogando fora de casa, contra o Corinthians.  

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Depois da festa, Bota encara CRB pela Copa do Brasil


Depois da festa de premiação do Campeonato Carioca, na qual os jogadores receberam o troféu e as medalhas de campeão, o Botafogo volta suas atenções para o jogo da volta da Copa do Brasil, contra o campeão alagoano CRB, em Volta Redonda. No jogo da ida, com o Botafogo jogando com um time reserva, ocorreu empate em 0X0.
O Botafogo mandará a campo a equipe titular contra o CRB, devendo ter apenas os desfalques de Dória, convocado para a Seleção Sub-20, e do lateral-esquerdo Júlio César, contundido na panturrilha. Para o lugar dos dois jogadores, Oswaldo de Oliveira deverá utilizar Antônio Carlos e Lima, respectivamente. Assim, o time que deverá ir a campo deve formar com: Jefferson, Lucas, Bolívar, Antônio Carlos e Lima; Marcelo Mattos, Gabriel, Lodeiro, Fellype Gabriel e Seedorf; Rafael Marques.
O Botafogo precisa vencer, por qualquer placar, para passar para a próxima fase. O CRB joga por uma vitória ou por um empate com gols. Caso o jogo termine em 0X0, haverá decisão por pênaltis.
O CRB deverá atuar fechado, procurando surpreender nos contra-ataques, já que o empate de 0X0 leva a decisão para os pênaltis, o que interessaria ao clube alagoano. Oswaldo de Oliveira preparou o time para enfrentar esta situação no jogo.
O CRB vem com três desfalques para a partida contra o Glorioso: o goleiro Galatto, o volante Everton Luiz e o atacante Pikachu. Seus prováveis substitutos deverão ser Tiago, Audálio e Carlão, respectivamente.
Após conquistar o Campeonato Carioca sem necessidade de realizar os dois jogos da final, já que havia vencido os dois turnos, o time do Botafogo aproveitou a folga no calendário para realizar uma intertemporada, de olho nas próximas fases da Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro. O técnico Oswaldo de Oliveira aproveitou para preparar o time para a sequência de jogos que virão pela frente. Além disso, o Botafogo também tem procurado reforços para ter um elenco qualificado para o longo Campeonato Brasileiro. Elias, atacante que atuou pelo Resende, no Campeonato Carioca, foi o primeiro jogador anunciado. Por ser um jogador de movimentação, que não joga fixo na área, tem o estilo de jogo que agrada ao treinador do Botafogo, já que esta forma de atuar favorece o esquema por ele implantado.       

terça-feira, 21 de maio de 2013

Botafogo domina festa do Carioca


Nesta Segunda-Feira à noite, realizou-se a festa de entrega da Taça de Campeão Carioca de 2013, além da premiação dos jogadores, que receberam as medalhas de campeões. Como não podia deixar de ser, o Botafogo, campeão de ponta-a-ponta e melhor time do campeonato, dominou a festa de premiação.
Oswaldo de Oliveira foi eleito o melhor técnico; Vitinho ganhou o prêmio de jogador revelação; o craque Seedorf foi eleito o melhor jogador do torneio; e Hernane recebeu o troféu de artilheiro da competição. Rafinha, atacante do Flamengo, teve seu gol contra o Friburguense eleito como o gol mais bonito do campeonato.   
Além disso, foi escolhida a seleção do campeonato, que contou com sete jogadores do Glorioso. Os escolhidos foram:
Goleiro: Jefferson
Lateral-direito: Lucas
Zagueiro-central: Bolivar
Quarto-zagueiro: Dória
Lateral-esquerdo: Carlinhos (Fluminense)
Volante1: Gabriel
Volante2: Jean (Fluminense)
Meia1: Lodeiro
Meia2: Seedorf
Atacante1: Hernane (Flamengo)
Atacante2: Fred (Fluminense)

Além destes prêmios, Wagner do Nascimento Magalhães foi eleito o melhor árbitro e Luiz Antônio Muniz foi eleito o melhor auxiliar.

Um fato que chamou a atenção foi que nenhum jogador do Vasco foi indicado para qualquer premiação.   

A grande ausência da noite foi o meia Fellype Gabriel. Magoado por não ter sido indicado para a seleção do campeonato, o jogador optou por não comparecer à premiação, nem mesmo para receber o troféu e a medalha de campeão. Além dele, nenhum jogador do Fluminense compareceu ao evento, já que o time está concentrado para o jogo da Libertadores.  

segunda-feira, 20 de maio de 2013

As chances do Botafogo no Brasileirão


No próximo fim de semana começa o Campeonato Brasileiro de 2013. Alguns times estão se reforçando, mas, até agora, nenhum apresentou uma contratação de peso, apenas jogadores que servirão para compor elenco.
É lógico que ninguém tem bola de cristal para poder afirmar quem será campeão, quem vai para a Libertadores e quem vai cair. O Brasileirão é um campeonato longo e, nesse caso, muita coisa pode acontecer. Saída de jogadores para a Europa, contratações de peso, contusões. Mas, a princípio, pode-se tirar algumas conclusões. E, dentro do panorama atual, o Botafogo parece ter boas chances.
Alguns times parecem sair em vantagem, como é o caso de Atlético-MG e Corinthians. Ambos possuem bons jogadores, têm banco de reservas qualificados e mantiveram grande parte dos jogadores, além dos técnicos, desde o ano passado, o que ajuda a dar entrosamento e continuidade ao trabalho iniciado. Além disso, pela campanha que vêm fazendo, o Atlético-MG larga em vantagem, com o Corinthians um pouco atrás. Enquanto o Atlético-MG vem mantendo um certo padrão, o Corinthians tem oscilado um pouco.
O Fluminense, que sempre tem entrado como favorito nos últimos campeonatos, não mostra a mesma força. O time, mesmo vencendo, tem feito jogos muito ruins neste ano. Além disso, tem apresentado problemas fora de campo. Deco está suspenso por dopping, o mesmo ocorrendo com o jovem Michael. O time tem mostrado muita fragilidade na defesa, além de ser extremamente dependente de Fred para fazer os gols. Thiago Neves, a grande contratação, vive de jogadas esporádicas.
O São Paulo, outro que sempre entra como favorito, vive à beira de uma crise. Inconstante na Libertadores, sendo eliminado pelo Atlético-MG, caiu também no Campeonato Paulista, perdendo nos pênaltis para o Corinthians. Ganso, a grande contratação da equipe, ainda não mostrou a que veio; a zaga é fraca, mesmo com a ‘experiência’ de Lúcio; e a grande promessa de gols, Luís Fabiano, é um jogador de altos e baixos, além de constantemente se envolver em confusões e ser expulso.
O Santos é outro que vem caindo pelas tabelas. Extremamente dependente de Neymar, corre o risco de perdê-lo para o futebol europeu no meio do ano. Isso sem contar que o próprio Neymar não vem apresentando um bom futebol já há algum tempo, inclusive na seleção.
Em vista disso, o Botafogo surge, não como o favorito ao título, mas com chance de fazer uma boa campanha e conseguir, pelo menos, uma vaga na Libertadores do ano que vem.
O Botafogo teve o mérito de, mesmo com a pressão de parte da torcida, manter o técnico Oswaldo de Oliveira, permitindo que ele desse continuidade ao trabalho; manteve a base de anos anteriores e conseguiu reforços pontuais para algumas posições; montou um banco de reservas com jogadores que podem suprir, satisfatoriamente, a ausência de alguns titulares, coisa que não conseguiu fazer em anos anteriores. Além disso, o time parece ter conseguido um bom entrosamento, e tem apresentado uma boa compactação, o que tem feito com que o sistema defensivo atue de forma mais consistente, assemelhando-se ao que o técnico Tite conseguiu fazer no Corinthians.
O Botafogo vem forte para esse brasileiro. Caso consiga manter o mesmo padrão durante todo o campeonato, pode conseguir uma vaga na Libertadores ou, até mesmo, brigar pelo título. Alguns times que sempre são apontados como favoritos, como é o caso de Internacional e Cruzeiro, não aparentam estar em um nível melhor que o Botafogo. Flamengo e Vasco, que sempre brigam na parte de cima, não inspiram confiança para este ano. O mesmo acontece com o Grêmio, que montou time para ganhar a Libertadores, mas que ainda não se acertou.
Dessa forma, as chances do Botafogo aumentam. Com a contratação de dois ou três reforços, o time poderá fazer uma boa campanha no brasileiro.
Com Jefferson em boa fase, Bolívar comandando a zaga, Marcelo Mattos dando segurança à defesa, Lodeiro crescendo de produção e a experiência de Seedorf comandando o time, além dos garotos que sempre entram bem, o Botafogo tem tudo para brilhar no Brasileirão 2013.      

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O desprestígio dos Estaduais. Só dos Estaduais?


Os campeonatos estaduais têm recebido duras críticas devido ao fato de apresentar uma média de público muito baixa. Por exemplo, Flamengo X Resende, pela 1ª rodada da Taça Rio, contou pouco mais de 1.000 torcedores, enquanto Vasco X Nova Iguaçu recebeu um pouco mais de 700 torcedores. Devido ao aparente pouco interesse dos torcedores pelos Estaduais, muitos já têm defendido a extinção desse tipo de campeonato. Porém, vários fatores se combinam para justificar essa baixa presença de público.
Tomando o Campeonato Carioca como exemplo, temos o inchaço da competição, com dezesseis times. Temos poucos clássicos e muitos jogos de grandes contra pequenos. Além disso, devido à fragilidade dos times pequenos, normalmente os quatro grandes classificam-se às semifinais, que é quando o verdadeiro campeonato começa. Assim, os torcedores não veem motivo para gastar dinheiro com jogos que, praticamente, não valem nada. Além disso, quando um pequeno consegue se classificar eliminando um grande (o que ocorreu na Taça Rio desse ano, quando Volta Redonda e Resende se classificaram, eliminando Vasco e Flamengo), as semifinais não despertam interesse, já que os grandes que se classificaram, geralmente, conseguem passar pelos pequenos com facilidade e vão à final (como aconteceu na Taça Rio, quando Botafogo e Fluminense eliminaram Resende e Volta Redonda, por 5X0 e 4X1, respectivamente).  
A concorrência da televisão é outro motivo de desinteresse do público. É mais cômodo assistir aos jogos em casa, tranquilamente, em vez de ter que se deslocar aos estádios, enfrentando engarrafamento, falta de estacionamento, extorsão de “flanelinhas”, transporte público deficiente etc.
Um dos fatores apontados pelos comentaristas para a baixa presença de público, no Rio, é a ausência do Maracanã, alegando que o público não está “acostumado” ao Engenhão, além de que o estádio do Botafogo fica longe e possui difícil acesso. Porém, eles parecem se esquecer de que, mesmo na época do Maracanã, o público já era reduzido em vários jogos, inclusive clássicos. A falta do Maracanã, nesse caso, não serve como desculpa para a ausência do torcedor. Não são apenas os Estaduais que não atraem o interesse do público. Vemos jogos da Copa do Brasil e do próprio Campeonato Brasileiro com públicos ridículos, mesmo tendo jogos entre duas grandes equipes, com grandes torcidas.
Porém, é claro que os Estaduais possuem jogos que não têm validade nenhuma. Vejamos o caso do Campeonato Paulista.
O Estadual de São Paulo segue um modelo utilizado em Campeonatos Brasileiros antes do início dos pontos corridos. Todo mundo jogava contra todo mundo e, ao final, oito equipes classificavam-se para os mata-mata (a diferença era que, no Brasileiro, havia turno e returno, e o mata-mata era realizado em duas partidas; no Paulista, há apenas um turno, o mata-mata é só mata, ou seja, realizado em apenas uma partida, com a final tendo dois jogos). A diferença é que, no Paulista, temos apenas quatro grandes (Palmeiras, Santos, São Paulo e Corinthians) que, obviamente, irão classificar-se para o ‘mata’. No Brasileiro tínhamos, pelo menos, 12 grandes equipes brigando pelas oito vagas, o que tornava os jogos mais decisivos, pois cada ponto perdido podia ser fatal para as pretensões de uma equipe.
Além disso, neste formato que se inicia com pontos corridos e depois é decidido em mata-mata, o que acaba valendo mesmo são os jogos de mata-mata, e a torcida deixa para ir a estes jogos. Daí o esvaziamento nos clássicos disputados até agora em São Paulo e Rio de Janeiro.
O fato é que o brasileiro tem preferido assistir aos jogos de times europeus (principalmente da Champions). O alto preço dos ingressos afasta o público de baixa renda, que não tem dinheiro para comprar o ingresso e nem pode pagar uma mensalidade de sócio-torcedor; a violência, principalmente das ‘organizadas’, afasta as pessoas que querem apenas se divertir; a dificuldade em se conseguir um bom transporte público também é outro fator de desmotivação.     
Os campeonatos estaduais deveriam decidir-se por um dos formatos: ou realizam-se inteiramente no formato mata-mata ou, então, realizam-se no formato de pontos corridos. Assim, todos os jogos seriam decisivos e atrairiam uma maior presença de público, além de se poder organizar melhor o calendário, dando tempo para que os times fizessem uma pré-temporada decente.
Porém, não são apenas os campeonatos estaduais que levam público pequeno aos estádios. Até mesmo o Brasileiro tem apresentado públicos pífios, só aumentando o número de torcedores dos times que, quando o campeonato se aproxima do fim, estão brigando por título, Libertadores ou, em alguns casos, contra o rebaixamento.
A torcida do Botafogo é um bom exemplo: reclama que a diretoria não monta bons times para disputar os campeonatos. Contudo, quando o clube faz boas contratações, inclusive trazendo Seedorf, a torcida não comparece. Um grande número de torcedores foi ao aeroporto receber o craque holandês, mas nos estádios temos uma média que não chega a três mil torcedores por jogo. E, depois que o time é eliminado das competições (muitas vezes, por falta de um maior apoio da torcida), ela reclama que o time não ganha nada. A torcida quer o time ganhando todos os campeonatos que disputa, mas não se dispõe a apoiar o time para que ele possa conseguir isso.
Com a proximidade da Copa do Mundo, seria bom que a CBF, em vez de ficar apenas procurando jogos caça-níqueis para a Seleção Brasileira, procurasse tornar o Campeonato Brasileiro mais atrativo para o torcedor, para que pudéssemos ter estádios com grande público novamente.  

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Sem jogar pelo empate, Botafogo vence Fluminense e conquista Carioca de ponta a ponta


O Botafogo jogava por um empate, mas não tomou conhecimento da vantagem e derrotou o Fluminense por 1X0, com gol de Rafael Marques, conquistando o título da Taça Rio. Como já havia sido campeão da Taça Guanabara, sagrou-se Campeão Carioca de 2013.



Durante a semana, o técnico Oswaldo de Oliveira havia alertado para que o time não se acomodasse com a vantagem do empate – citou, como exemplo, o próprio Botafogo, que foi campeão da Taça Guanabara apesar de jogar em desvantagem contra Flamengo e Vasco. E o time, realmente, não jogou para empatar. Apesar de o Fluminense começar o jogo um pouco melhor, o Botafogo logo equilibrou as ações e passou a criar as melhores chances do jogo. O time mostrou que, sob o comando de Oswaldo, adquiriu o gosto pela vitória. Mesmo ganhando por 1X0, quando poderia empatar para ser campeão, a equipe continuou jogando para frente, tentando fazer mais gols. Antigamente, cansamos de ver o Botafogo mais preocupado em não perder do que em tentar ganhar.
O Botafogo fez quatro gols no jogo, sendo que um foi corretamente anulado por impedimento do zagueiro Bolívar. O juiz errou ao anular um gol de Rafael Marques, marcando um impedimento que não aconteceu, e ao anular um gol de Dória, para marcar pênalti em Bolívar. Seedorf bateu o pênalti e mandou no travessão.   
O importante é que o time mostrou garra de campeão. Jefferson mostrou porque é um dos goleiros da seleção. Sem ser espalhafatoso, fez boas defesas quando foi exigido; a zaga mostrou segurança; os laterais apoiam e ajudam na marcação; o meio de campo é habilidoso e pratica um futebol moderno, com os quatro jogadores da frente (Fellype Gabriel, Lodeiro, Seedorf e Rafael Marques) ajudando na armação e na marcação, e ainda aparecendo na área para tentar o gol. Não podemos esquecer, também, dos reservas que, quando entraram, deram conta do recado: Vitinho; Gegê, Cidinho, Renan, Antônio Carlos, André Bahia, Lima, Edílson, Jadson, Renato e Andrezinho, por exemplo.
O Botafogo ganhou o campeonato de ponta a ponta: campeão da Taça Guanabara e da Taça Rio, somou o maior número de pontos, o maior número de vitórias, o ataque mais positivo e a defesa menos vazada. Além disso, ao conquistar a Taça Rio com 100%, o Botafogo igualou o feito da equipe de 1997, que ganhou a Taça Guanabara também com 100% de aproveitamento (12 vitórias em 12 jogos) e terminou campeã carioca naquele ano.              
O Botafogo terminou o Campeonato Carioca com a seguinte campanha: 19 jogos, 15 vitórias, 3 empates, 1 derrota, 46 gols marcados, 10 gols sofridos e 36 gols de saldo. Disputou 6 clássicos: venceu 4 (Flamengo, Vasco (2 vezes) e Fluminense), empatou um (Fluminense) e perdeu um (Flamengo). O time está invicto há 12 partidas, sendo 11 vitórias seguidas. Se contarmos a Copa do Brasil, essa invencibilidade aumenta para 15 jogos. Além disso, o time está há seis partidas sem levar gol.



A diretoria agiu certo ao manter Oswaldo de Oliveira no cargo, mesmo com os protestos de parte da torcida, que queria resultados imediatos e não tinha paciência para aguardar até que o time encaixasse. Ao manter Oswaldo, a equipe foi se encorpando, se entrosando e os resultados começaram a aparecer. Situação semelhante à que ocorreu com o técnico Tite, do Corinthians, quando o time foi eliminado da Libertadores e a torcida exigiu sua saída. Se a diretoria do Fogão tivesse dado ouvidos a essa parte da torcida, talvez hoje não estivéssemos comemorando o título.
Para que não digam que só agora, depois de ganhar o título, estou defendendo o trabalho do Oswaldo, é só olhar a postagem do dia 12/03, “A conquista da Taça Guanabara”. 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Escalação de reservas contra CRB aumenta responsabilidade do Fogão contra o Fluminense


O técnico Oswaldo de Oliveira escalou, nesta Quinta-Feira, uma equipe reserva contra o CRB, em jogo válido pela Copa do Brasil. Os titulares ficaram no Rio de Janeiro treinando e descansando para encarar o Fluminense, Domingo, pela decisão da Taça Rio que, para o Botafogo, poderá valer o título do Campeonato Carioca, caso o Fogão não seja derrotado pelo Tricolor. Essa estratégia do técnico Oswaldo de Oliveira aumenta a responsabilidade do Botafogo em relação ao título da Taça Rio.
Isto porque, enquanto o time titular do Botafogo permaneceu no Rio treinando para o clássico, a equipe do Fluminense viajou até Guayaquil, no Equador, para enfrentar o Emelec pela Taça Libertadores. Assim, o Fluminense terá todas as desculpas possíveis, caso perca o título para o Glorioso. Se, na final da Taça Rio, o Fluminense escalar a equipe que jogou ontem, contra o Emelec, terá a desculpa de que o time está cansado devido à longa viagem até o Equador; se escalar uma equipe mista ou reserva, terá a desculpa de que não tinha seus principais jogadores para a decisão. E, se ganhar o jogo e for campeão carioca, o Fluminense será louvado como sendo uma equipe que possui um ótimo elenco, mesmo entre os reservas, a ponto de encarar, de igual para igual, os titulares descansados do Botafogo.  
Ou seja, o jogo contra o Fluminense, para o Botafogo, poderá ser equivalente a uma briga com um bêbado: se ganhar, não fez mais do que a obrigação; se perder, perdeu para um bêbado –no caso, um time cansado ou desfalcado.
Por outro lado, o Botafogo tem muito a perder caso o planejamento de Oswaldo dê errado. Com o empate em Maceió, por 0X0, o Botafogo fica na obrigação de vencer o CRB no Rio de Janeiro. Se empatar por 0X0, o jogo irá para os pênaltis; empate a partir de 1X1 dá a classificação ao CRB. Caso o Botafogo não se classifique na Copa do Brasil e perca a Taça Rio para o Fluminense, irá passar por uma nova pressão em cima do técnico Oswaldo de Oliveira, pressão que ocorreu até o jogo contra o Flamengo, pela semifinal da Taça Guanabara.
Assim, conquistar a Taça Rio virou obrigação para o Botafogo, já que o time arriscou sua classificação na Copa do Brasil – poderia ter perdido para o CRB por um placar dilatado, difícil de reverter – para descansar os titulares para a disputa do título. A equipe que enfrentará o Fluminense estará completa e descansada, ao contrário do adversário, que não passa por uma boa fase e tem alguns de seus melhores jogadores contundidos.
Essa é a hora para o Botafogo mostrar a que veio, neste ano.