segunda-feira, 6 de maio de 2013

Sem jogar pelo empate, Botafogo vence Fluminense e conquista Carioca de ponta a ponta


O Botafogo jogava por um empate, mas não tomou conhecimento da vantagem e derrotou o Fluminense por 1X0, com gol de Rafael Marques, conquistando o título da Taça Rio. Como já havia sido campeão da Taça Guanabara, sagrou-se Campeão Carioca de 2013.



Durante a semana, o técnico Oswaldo de Oliveira havia alertado para que o time não se acomodasse com a vantagem do empate – citou, como exemplo, o próprio Botafogo, que foi campeão da Taça Guanabara apesar de jogar em desvantagem contra Flamengo e Vasco. E o time, realmente, não jogou para empatar. Apesar de o Fluminense começar o jogo um pouco melhor, o Botafogo logo equilibrou as ações e passou a criar as melhores chances do jogo. O time mostrou que, sob o comando de Oswaldo, adquiriu o gosto pela vitória. Mesmo ganhando por 1X0, quando poderia empatar para ser campeão, a equipe continuou jogando para frente, tentando fazer mais gols. Antigamente, cansamos de ver o Botafogo mais preocupado em não perder do que em tentar ganhar.
O Botafogo fez quatro gols no jogo, sendo que um foi corretamente anulado por impedimento do zagueiro Bolívar. O juiz errou ao anular um gol de Rafael Marques, marcando um impedimento que não aconteceu, e ao anular um gol de Dória, para marcar pênalti em Bolívar. Seedorf bateu o pênalti e mandou no travessão.   
O importante é que o time mostrou garra de campeão. Jefferson mostrou porque é um dos goleiros da seleção. Sem ser espalhafatoso, fez boas defesas quando foi exigido; a zaga mostrou segurança; os laterais apoiam e ajudam na marcação; o meio de campo é habilidoso e pratica um futebol moderno, com os quatro jogadores da frente (Fellype Gabriel, Lodeiro, Seedorf e Rafael Marques) ajudando na armação e na marcação, e ainda aparecendo na área para tentar o gol. Não podemos esquecer, também, dos reservas que, quando entraram, deram conta do recado: Vitinho; Gegê, Cidinho, Renan, Antônio Carlos, André Bahia, Lima, Edílson, Jadson, Renato e Andrezinho, por exemplo.
O Botafogo ganhou o campeonato de ponta a ponta: campeão da Taça Guanabara e da Taça Rio, somou o maior número de pontos, o maior número de vitórias, o ataque mais positivo e a defesa menos vazada. Além disso, ao conquistar a Taça Rio com 100%, o Botafogo igualou o feito da equipe de 1997, que ganhou a Taça Guanabara também com 100% de aproveitamento (12 vitórias em 12 jogos) e terminou campeã carioca naquele ano.              
O Botafogo terminou o Campeonato Carioca com a seguinte campanha: 19 jogos, 15 vitórias, 3 empates, 1 derrota, 46 gols marcados, 10 gols sofridos e 36 gols de saldo. Disputou 6 clássicos: venceu 4 (Flamengo, Vasco (2 vezes) e Fluminense), empatou um (Fluminense) e perdeu um (Flamengo). O time está invicto há 12 partidas, sendo 11 vitórias seguidas. Se contarmos a Copa do Brasil, essa invencibilidade aumenta para 15 jogos. Além disso, o time está há seis partidas sem levar gol.



A diretoria agiu certo ao manter Oswaldo de Oliveira no cargo, mesmo com os protestos de parte da torcida, que queria resultados imediatos e não tinha paciência para aguardar até que o time encaixasse. Ao manter Oswaldo, a equipe foi se encorpando, se entrosando e os resultados começaram a aparecer. Situação semelhante à que ocorreu com o técnico Tite, do Corinthians, quando o time foi eliminado da Libertadores e a torcida exigiu sua saída. Se a diretoria do Fogão tivesse dado ouvidos a essa parte da torcida, talvez hoje não estivéssemos comemorando o título.
Para que não digam que só agora, depois de ganhar o título, estou defendendo o trabalho do Oswaldo, é só olhar a postagem do dia 12/03, “A conquista da Taça Guanabara”. 

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