O Botafogo jogava por um empate,
mas não tomou conhecimento da vantagem e derrotou o Fluminense por 1X0, com gol
de Rafael Marques, conquistando o título da Taça Rio. Como já havia sido
campeão da Taça Guanabara, sagrou-se Campeão Carioca de 2013.
Durante a semana, o técnico
Oswaldo de Oliveira havia alertado para que o time não se acomodasse com a
vantagem do empate – citou, como exemplo, o próprio Botafogo, que foi campeão
da Taça Guanabara apesar de jogar em desvantagem contra Flamengo e Vasco. E o
time, realmente, não jogou para empatar. Apesar de o Fluminense começar o jogo
um pouco melhor, o Botafogo logo equilibrou as ações e passou a criar as
melhores chances do jogo. O time mostrou que, sob o comando de Oswaldo,
adquiriu o gosto pela vitória. Mesmo ganhando por 1X0, quando poderia empatar
para ser campeão, a equipe continuou jogando para frente, tentando fazer mais
gols. Antigamente, cansamos de ver o Botafogo mais preocupado em não perder do
que em tentar ganhar.
O Botafogo fez quatro gols no
jogo, sendo que um foi corretamente anulado por impedimento do zagueiro
Bolívar. O juiz errou ao anular um gol de Rafael Marques, marcando um
impedimento que não aconteceu, e ao anular um gol de Dória, para marcar pênalti
em Bolívar. Seedorf bateu o pênalti e mandou no travessão.
O importante é que o time mostrou
garra de campeão. Jefferson mostrou porque é um dos goleiros da seleção. Sem
ser espalhafatoso, fez boas defesas quando foi exigido; a zaga mostrou
segurança; os laterais apoiam e ajudam na marcação; o meio de campo é
habilidoso e pratica um futebol moderno, com os quatro jogadores da frente
(Fellype Gabriel, Lodeiro, Seedorf e Rafael Marques) ajudando na armação e na
marcação, e ainda aparecendo na área para tentar o gol. Não podemos esquecer,
também, dos reservas que, quando entraram, deram conta do recado: Vitinho;
Gegê, Cidinho, Renan, Antônio Carlos, André Bahia, Lima, Edílson, Jadson,
Renato e Andrezinho, por exemplo.
O Botafogo ganhou o campeonato de
ponta a ponta: campeão da Taça Guanabara e da Taça Rio, somou o maior número de
pontos, o maior número de vitórias, o ataque mais positivo e a defesa menos
vazada. Além disso, ao conquistar a Taça Rio com 100%, o Botafogo igualou o
feito da equipe de 1997, que ganhou a Taça Guanabara também com 100% de
aproveitamento (12 vitórias em 12 jogos) e terminou campeã carioca naquele
ano.
O Botafogo terminou o Campeonato Carioca
com a seguinte campanha: 19 jogos, 15 vitórias, 3 empates, 1 derrota, 46 gols
marcados, 10 gols sofridos e 36 gols de saldo. Disputou 6 clássicos: venceu 4
(Flamengo, Vasco (2 vezes) e Fluminense), empatou um (Fluminense) e perdeu um
(Flamengo). O time está invicto há 12 partidas, sendo 11 vitórias seguidas. Se
contarmos a Copa do Brasil, essa invencibilidade aumenta para 15 jogos. Além
disso, o time está há seis partidas sem levar gol.
A diretoria agiu certo ao manter
Oswaldo de Oliveira no cargo, mesmo com os protestos de parte da torcida, que
queria resultados imediatos e não tinha paciência para aguardar até que o time
encaixasse. Ao manter Oswaldo, a equipe foi se encorpando, se entrosando e os
resultados começaram a aparecer. Situação semelhante à que ocorreu com o
técnico Tite, do Corinthians, quando o time foi eliminado da Libertadores e a
torcida exigiu sua saída. Se a diretoria do Fogão tivesse dado ouvidos a essa
parte da torcida, talvez hoje não estivéssemos comemorando o título.
Para que não digam que só agora,
depois de ganhar o título, estou defendendo o trabalho do Oswaldo, é só olhar a
postagem do dia 12/03, “A
conquista da Taça Guanabara”.


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