O Botafogo e a vaca holandesa
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A frase
é batida, mas, às vezes, ela se mostra muito atual: têm coisas que só acontecem
ao Botafogo!
Quando
começou o Campeonato Brasileiro, o Botafogo estava com uma equipe que, se não
era brilhante, pelo menos era uma das mais arrumadas do campeonato. Tinha um
esquema tático definido, onde os jogadores sabiam o que deveriam fazer; tinha
jogadores de qualidade, como Seedorf, Lodeiro, Bolívar e o goleiro da seleção
brasileira, Jefferson; tinha um técnico inteligente, que sabia contornar
problemas, encontrando soluções “caseiras”; e alguns jogadores que, se não eram
tecnicamente brilhantes, jogavam com raça e vontade. Nem mesmo os problemas de
salários atrasados e a saída de jogadores importantes – como Andrezinho,
Fellype Gabriel e Vitinho – pareciam atrapalhar a equipe. Apareceram novos
valores, como Elias, Hyuri, Octávio, Gilberto. Edílson apareceu como uma ótima
opção pela direita e Renato voltou a jogar bem quando precisou atuar. O time
alternava a liderança com o todo-poderoso Cruzeiro e estava há várias rodadas
no G4. No mínimo, a Libertadores parecia garantida.
E,
então, começou a maré de ‘azar’: o time perdeu para o Cruzeiro – até aí, tudo
bem. O Cruzeiro era líder, jogava em casa e, além disso, o resultado de 3X0 não
mostrou o que foi o jogo. Depois disso, o Botafogo tinha dois jogos
relativamente “fáceis” em casa: Bahia, brigando para se afastar da zona de
rebaixamento, e Ponte Preta, em 19° lugar, à frente apenas do Náutico. Resultado:
Bahia 2X1, de virada, e Ponte Preta 1X0. Depois disso, empate contra o
Fluminense, por 1X1, e derrota para o Grêmio, por 1X0. Todos os quatro jogos no
Maracanã – no jogo contra o Fluminense, o Tricolor foi o mandante. O Botafogo,
que antes era o melhor mandante, não conseguia mais vencer em casa.
O time
parou de jogar. Seedorf, o líder dentro e fora de campo, tem errado até domínio
de bola; Lodeiro, que era o motor do time no Campeonato Carioca, juntamente com
Fellype Gabriel, some durante os jogos; Rafael Marques, jogador importante
taticamente e goleador da equipe no ano, parou de fazer gols. Aliás, o trio de
meias do Botafogo não faz gols há muito tempo.
Dos
últimos 15 pontos disputados, o Botafogo conquistou apenas 1 – no empate contra
o Fluminense; nas últimas cinco partidas, o time levou 8 gols e marcou apenas
2.
Todos os
anos, quando entra em uma fase decisiva do Brasileiro, o time cai de produção.
No momento, não só o Botafogo não briga mais pelo título, como ainda vê sua
vaga na Libertadores ser ameaçada. Times como Santos, Fluminense e Vitória não
estão muito longe. Se continuar sem vencer, o Botafogo poderá sair do G4 nas
próximas duas ou três rodadas.
O time
prometia este ano. Vinha jogando um futebol bonito, a ponto de receber elogios
dos comentaristas esportivos, o que é raro. Mostrava ter fôlego para brigar,
até mesmo, pelo título do Brasileiro. Agora, entretanto, parece que esse fôlego
acabou. Mais uma vez, o time fica só na promessa, deixando a torcida mais uma
vez decepcionada.
O
Botafogo parece até aquela velha história da vaca holandesa, que dá 18 litros
de leite de uma só vez, mas depois chuta o balde.
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