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Se fosse vivo, Vinicius de Moraes
estaria completando, hoje, 100 anos. Vinicius nasceu em 19/10/1913, ano em que
o Botafogo foi vice-campeão carioca. O América foi o campeão. Quando Vinicius
nasceu, o Botafogo já possuía 3 títulos cariocas.
Vinicius adorava whisky (uma de
suas frases foi a de que “o whisky é o melhor amigo do homem; o whisky é o
cachorro engarrafado”), mulheres (casou-se sete vezes, o mesmo 7 eternizado
pelo Botafogo) e o Botafogo. Apesar de não frequentar estádios e nem ser visto
jogando bola, sempre declarava seu amor pelo time.
Vinicius acompanhou uma época em
que o futebol era amador. Os jogadores jogavam por amor ao futebol e ao clube
que defendiam. O mesmo amor que Vinicius sentia, principalmente pelas mulheres,
e que expressava em suas músicas e poemas, como em “Soneto de fidelidade”.
Fidelidade que Nilton Santos exemplificou ao vestir apenas a camisa do Botafogo
(além da camisa da seleção brasileira, o que, na época, dava no mesmo).
Vinicius teve o privilégio de ver
passar pelo Botafogo jogadores do quilate de Quarentinha, Heleno de Freitas,
Manga, Nilton Santos, Gerson, Didi, Zagallo e Garrincha. Uma época em que o
Botafogo jogava “bonito”, uma beleza que Vinicius admirava e cantava, como fez,
magistralmente, em “Garota de Ipanema” (mas que poderia ser de Botafogo, que
também tem garotas belíssimas!).
Vinicius não ficou indiferente ao
futebol em sua arte, tanto que fez um poema dedicado a Garrincha, “O anjo de
pernas tortas”.
O Botafogo é um clube diferente.
Sua história daria um poema – épico, é claro! Vinicius também era diferente.
Ressuscitou o soneto, uma forma de poema abolida pelos modernistas, que davam
preferência ao “verso livre”. Nesta forma considerada ‘antiquada’, Vinicius
criou poemas belíssimos e que entraram para a história da poesia brasileira.
A paixão de Vinicius pelo Botafogo
pode ser vista em uma frase. Quando Vinicius morava na Califórnia, e se
preparava para voltar ao Brasil, um magnata americano, mr. Buster, insistiu
para que ele desistisse de voltar ao Brasil e continuasse morando nos Estados
Unidos. Vinicius respondeu: “Me diga, sinceramente, uma coisa, mr. Buster: o
senhor sabe lá o que é um choro de Pixinguinha? O senhor sabe lá o que é ter
uma jaboticabeira no quintal? O senhor sabe lá o que é torcer pelo Botafogo?
Vinicius de Moraes, o nosso
“poetinha”, sabia!
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