Oswaldo agiu certo ao utilizar reservas contra Vasco
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Oswaldo
de Oliveira, técnico do Botafogo, tomou uma decisão polêmica para o clássico
deste domingo contra o Vasco: entrou com uma equipe praticamente reserva para
encarar o desesperado rival. De titulares, apenas o goleiro Jefferson, o
lateral-direito Edílson e o meia Lodeiro. Gegê, que vinha atuando entre os
titulares nas últimas partidas, também jogou. Essa medida foi tomada em virtude
de uma decisão que o Botafogo terá no meio da semana, quando enfrentará o
Flamengo pela Copa do Brasil. Se vencer, o Botafogo irá para a semifinal do
torneio; se perder, está fora da Copa do Brasil.
Não foi
a primeira vez que o Botafogo fez isso. Os mais experientes irão se lembrar do
Campeonato Carioca de 1989. O Botafogo já estava classificado para a final do
campeonato e iria enfrentar o Flamengo apenas para cumprir tabela. Vasco e
Flamengo disputavam a última vaga na decisão. O Vasco tinha que vencer o
Americano e torcer para que o Flamengo não derrotasse o Botafogo. O técnico
Valdir Espinoza, do Botafogo, optou por utilizar uma equipe reserva contra o
Flamengo, para evitar suspensões por cartão ou contusões. O Vasco protestou,
alegando que o Botafogo queria favorecer o Flamengo. Sem ligar para as
reclamações, o Botafogo entrou com uma equipe completamente reserva – alguns
jogadores ainda nem tinham atuado naquele campeonato – contra o Flamengo que
tinha Sávio, Romário e Edmundo no ataque. Resultado, Botafogo 1X0 e o Vasco foi
para a final, a qual perdeu e o Botafogo foi campeão.
Dependendo
do que acontecer no jogo contra o Flamengo, veremos os julgamentos sobre a
decisão de Oswaldo. Se o Botafogo vencer e se classificar às semifinais, sua
decisão será considerada acertada, uma vez que terá dado um descanso aos
titulares, deixando-os prontos para encarar o rubro-negro; entretanto, se o
Botafogo for eliminado da Copa do Brasil, Oswaldo certamente será criticado,
uma vez que, poupando os titulares, o Botafogo não conseguiu vencer o Vasco e
se aproveitar dos tropeços de Grêmio e Atlético-PR, que empatou contra o
Internacional e perdeu para o Goiás, respectivamente. Além disso, viu o próprio
Goiás diminuir a diferença de 6 para 4 pontos em relação ao Botafogo na briga
pela Libertadores.
O
Flamengo não jogou com um time reserva, mas poupou seus principais jogadores na
partida em que perdeu para um Atlético-MG cheio de desfalques. Oswaldo,
percebendo a importância que será conquistar a Copa do Brasil, já que não
possui mais chances de título no Brasileirão – exceto remotas chances
matemáticas –, poupou seus principais jogadores para este confronto, uma vez
que, no Campeonato Brasileiro, o time permanece na zona da Libertadores.
A lógica
de Oswaldo faz sentido. Na coletiva após o jogo, o treinador foi sincero ao
dizer que essa estratégia não faz parte de um planejamento, e sim de uma
necessidade. O time está desgastado e, por isso, alguns jogadores caíram de
produção. Rafael Marques, por exemplo, jogou todas as partidas que o Botafogo
fez neste Brasileiro, ficando de fora apenas deste jogo contra o Vasco. E, além
do cansaço, havia o risco de que um jogador importante se machucasse no jogo
contra o Vasco e desfalcasse o Botafogo contra o Flamengo.
Se isso
irá fazer com que o Botafogo vença ou não o Flamengo, eu não sei. Entretanto,
considero acertada a medida de Oswaldo. No Brasileirão, a Libertadores está bem
encaminhada, a menos que o Botafogo perca uma sequência de jogos nas últimas
rodadas. Um título da Copa do Brasil iria coroar o ótimo ano do Botafogo, além
de que significaria um título inédito para o clube e de uma vaga direta para a
Libertadores.
Que
venha o Flamengo!
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