domingo, 20 de outubro de 2013

Oswaldo agiu certo ao utilizar reservas contra Vasco



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Oswaldo de Oliveira, técnico do Botafogo, tomou uma decisão polêmica para o clássico deste domingo contra o Vasco: entrou com uma equipe praticamente reserva para encarar o desesperado rival. De titulares, apenas o goleiro Jefferson, o lateral-direito Edílson e o meia Lodeiro. Gegê, que vinha atuando entre os titulares nas últimas partidas, também jogou. Essa medida foi tomada em virtude de uma decisão que o Botafogo terá no meio da semana, quando enfrentará o Flamengo pela Copa do Brasil. Se vencer, o Botafogo irá para a semifinal do torneio; se perder, está fora da Copa do Brasil.

Não foi a primeira vez que o Botafogo fez isso. Os mais experientes irão se lembrar do Campeonato Carioca de 1989. O Botafogo já estava classificado para a final do campeonato e iria enfrentar o Flamengo apenas para cumprir tabela. Vasco e Flamengo disputavam a última vaga na decisão. O Vasco tinha que vencer o Americano e torcer para que o Flamengo não derrotasse o Botafogo. O técnico Valdir Espinoza, do Botafogo, optou por utilizar uma equipe reserva contra o Flamengo, para evitar suspensões por cartão ou contusões. O Vasco protestou, alegando que o Botafogo queria favorecer o Flamengo. Sem ligar para as reclamações, o Botafogo entrou com uma equipe completamente reserva – alguns jogadores ainda nem tinham atuado naquele campeonato – contra o Flamengo que tinha Sávio, Romário e Edmundo no ataque. Resultado, Botafogo 1X0 e o Vasco foi para a final, a qual perdeu e o Botafogo foi campeão.  

Dependendo do que acontecer no jogo contra o Flamengo, veremos os julgamentos sobre a decisão de Oswaldo. Se o Botafogo vencer e se classificar às semifinais, sua decisão será considerada acertada, uma vez que terá dado um descanso aos titulares, deixando-os prontos para encarar o rubro-negro; entretanto, se o Botafogo for eliminado da Copa do Brasil, Oswaldo certamente será criticado, uma vez que, poupando os titulares, o Botafogo não conseguiu vencer o Vasco e se aproveitar dos tropeços de Grêmio e Atlético-PR, que empatou contra o Internacional e perdeu para o Goiás, respectivamente. Além disso, viu o próprio Goiás diminuir a diferença de 6 para 4 pontos em relação ao Botafogo na briga pela Libertadores.

O Flamengo não jogou com um time reserva, mas poupou seus principais jogadores na partida em que perdeu para um Atlético-MG cheio de desfalques. Oswaldo, percebendo a importância que será conquistar a Copa do Brasil, já que não possui mais chances de título no Brasileirão – exceto remotas chances matemáticas –, poupou seus principais jogadores para este confronto, uma vez que, no Campeonato Brasileiro, o time permanece na zona da Libertadores.

A lógica de Oswaldo faz sentido. Na coletiva após o jogo, o treinador foi sincero ao dizer que essa estratégia não faz parte de um planejamento, e sim de uma necessidade. O time está desgastado e, por isso, alguns jogadores caíram de produção. Rafael Marques, por exemplo, jogou todas as partidas que o Botafogo fez neste Brasileiro, ficando de fora apenas deste jogo contra o Vasco. E, além do cansaço, havia o risco de que um jogador importante se machucasse no jogo contra o Vasco e desfalcasse o Botafogo contra o Flamengo.

Se isso irá fazer com que o Botafogo vença ou não o Flamengo, eu não sei. Entretanto, considero acertada a medida de Oswaldo. No Brasileirão, a Libertadores está bem encaminhada, a menos que o Botafogo perca uma sequência de jogos nas últimas rodadas. Um título da Copa do Brasil iria coroar o ótimo ano do Botafogo, além de que significaria um título inédito para o clube e de uma vaga direta para a Libertadores.

Que venha o Flamengo!            

 

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