sábado, 6 de abril de 2013

Quem é a autoridade máxima do futebol: a regra ou o árbitro?


Após o jogo entre Botafogo X Madureira, com uma atuação desastrosa do juiz com nome inglês, uma pergunta se impõe: quem é a autoridade máxima do futebol? A regra ou o juiz?
O juiz e seus auxiliares já começaram o jogo provocando uma “lambança”. Seedorf recebeu uma bola em completo impedimento, porém, nem o árbitro, nem o bandeira e nem o quarto árbitro assinalaram o impedimento do jogador do Botafogo. Seedorf recebeu a bola, se posicionou, esperou a entrada de Rafael Marques e só então fez o passe para o atacante, que entrou na área e foi derrubado. O juiz titubeou um instante, antes de marcar o pênalti, que realmente existiu. Os jogadores do Madureira reclamaram, mas o árbitro ignorou-os e manteve a decisão. Seedorf pegou a bola e se posicionou para fazer a cobrança. O árbitro retirou todos os jogadores da área e, quando estava para autorizar a cobrança, foi até a marca do pênalti, pegou a bola e levantou o braço indicando impedimento. Um minuto e quarenta segundos depois.  
A imagem da tevê mostrou que o impedimento de fato ocorreu. Portanto, o juiz agiu corretamente ao voltar atrás. Contudo, o que causou estranhamento foi a demora em tomar a decisão. Chegou-se a dizer que o lance teria sido acusado pelo quarto árbitro. Porém, se foi isso o que ocorreu, a decisão teria sido tomada antes, não demorando tanto tempo para o árbitro voltar atrás. A impressão que deu foi a de que a informação do impedimento de Seedorf veio de alguém que estava assistindo ao jogo pela televisão e utilizou-se do replay para perceber e informar sobre o lance.
Porém, longe de acabar, o pior ainda estava por vir. Quando faltava menos de um minuto para o término do jogo, Seedorf ia ser substituído por André Bahia. Porém, como Cidinho estivesse machucado, Oswaldo de Oliveira mudou a alteração, colocando André Bahia no lugar de Cidinho. O árbitro não percebeu a mudança na alteração e quis que Seedorf saísse pelo lado contrário ao da entrada de André Bahia. O jogador do Botafogo quis sair pelo lado no qual o companheiro iria entrar, talvez para lhe passar alguma instrução, e solicitou ao árbitro que acrescentasse o tempo de sua saída. O juiz, querendo aparecer mais do que a estrela do jogo (e do campeonato), deu cartão amarelo para Seedorf. Sem reclamar, Seedorf saiu correndo, indicando que não queria atrasar o reinício do jogo, a famosa “cera”. Pressionado por um dos jogadores do Madureira, que praticamente “peitou” o árbitro, este correu em direção a Seedorf e aplicou o segundo cartão amarelo e, consequentemente, o cartão vermelho.
Ficou claro que faltou bom senso ao árbitro. É bastante comum vermos jogadores saírem do campo lentamente, mesmo quando instados pelo juiz para saírem mais rápido. Além disso, vários jogadores, percebendo que serão substituídos, se jogam ao chão simulando contusão, saindo apenas após a entrada da maca, e não são punidos pela “cera”.       
Alguns árbitros intimidam-se quando têm de encarar jogadores famosos; outros aproveitam para terem os seus quinze minutos de fama. O que foi o caso do juiz Philip Georg – um brasileiro com um pomposo nome inglês. Ele quis aparecer às custas do astro holandês e viu naquele lance a sua grande chance.
Isso nos remete à pergunta feita no título desta postagem: quem é a autoridade máxima do futebol: a regra ou o árbitro?
Muitos árbitros se julgam a maior “autoridade” em campo. Na verdade, o árbitro está ali apenas para aplicar a regra – esta sim, a maior autoridade do futebol. Os cartões amarelo e vermelho foram criados para punir desobediências graves à regra do jogo, e não para que um juiz resolva aparecer mostrando que é ele “quem manda” dentro de campo. Até porque, não é. Quem manda é a regra, e o juiz só tem de aplicá-la (nem sempre de maneira correta, convenhamos!). Porém, errar é algo natural, principalmente quando se tem poucos segundos para decidir sobre um lance. Agora, querer aparecer em cima da fama de um jogador não faz parte da regra.
Quem deveria ser punido com um cartão vermelho que o afastasse por um bom tempo dos campos é esse juiz com nome pomposo. Provavelmente, o futebol ficaria bem melhor sem ele.

Nenhum comentário:

Postar um comentário