Duas polêmicas envolvendo a
arbitragem marcaram as últimas rodadas do Campeonato Carioca. No jogo entre
Botafogo X Madureira, Seedorf recebeu a bola em impedimento. Entretanto, nem o
juiz, nem o bandeira e nem o árbitro na linha de fundo assinalaram a
irregularidade. Na sequência, Rafael Marques sofreu pênalti, marcado pelo juiz.
Quase dois minutos depois, quando Seedorf estava preparado para cobrar a
penalidade, o juiz voltou atrás e assinalou o impedimento. Neste Sábado, no
jogo entre Flamengo e Duque de Caxias, o Flamengo teve dois gols confirmados e,
depois, anulados pelo árbitro. Nos lances, percebe-se claramente que nem o
juiz, nem o bandeira e nem o árbitro da linha de fundo haviam assinalado
qualquer irregularidade. Os gols foram confirmados e, depois, anulados.
Se a anulação ocorresse segundos
após o lance, quando o juiz seria informado por um dos auxiliares, tudo bem. O
juiz pode voltar atrás de uma marcação, atendendo a uma sinalização de um dos
seus auxiliares (inclusive do quarto árbitro). Porém, o que aconteceu nestes
dois jogos, é que o juiz voltou atrás após quase um minuto.
Isso deixa bem claro que há alguém
assistindo ao jogo pela televisão e, após assistir ao replay do lance,
comunica-se com alguém e passa a informação da irregularidade, a qual é
repassada ao quinteto de arbitragem no campo.
Mesmo que os lances tenham sido
anulados corretamente (Seedorf, realmente, estava em impedimento, e em um dos
gols do Flamengo o jogador estava impedido), está havendo um grave desrespeito
à regra, já que é terminantemente proibido o uso de qualquer recurso eletrônico
(exceção feita ao equipamento de comunicação utilizado pelos árbitros em campo)
para a revisão de jogadas. O juiz, juntamente com seus auxiliares, deve decidir
o lance sem a utilização da televisão. Porém, está ficando bem evidente que a
televisão vem sendo utilizada para que a arbitragem possa marcar acertadamente
os lances.
A FIFA já deveria, há muito tempo,
utilizar a televisão para tirar as dúvidas de lances polêmicos. Porém, enquanto
a entidade máxima do futebol não regulariza a utilização do recurso eletrônico,
sua utilização é irregular, mesmo que ajude a evitar que um lance irregular
seja validado.
O tempo que os árbitros estão
levando para decidir sobre determinados lances, deixa bem evidente que alguém
de fora assiste aos jogos pela tevê e informa sobre a validade ou não de
determinados lances, após assistir ao replay.
Essas confusões da
arbitragem tiram um pouco do brilho do Campeonato, pondo em dúvida a lisura dos
responsáveis pela sua condução.
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