terça-feira, 9 de abril de 2013

A polêmica da arbitragem: o claro uso de recurso eletrônico nos jogos


Duas polêmicas envolvendo a arbitragem marcaram as últimas rodadas do Campeonato Carioca. No jogo entre Botafogo X Madureira, Seedorf recebeu a bola em impedimento. Entretanto, nem o juiz, nem o bandeira e nem o árbitro na linha de fundo assinalaram a irregularidade. Na sequência, Rafael Marques sofreu pênalti, marcado pelo juiz. Quase dois minutos depois, quando Seedorf estava preparado para cobrar a penalidade, o juiz voltou atrás e assinalou o impedimento. Neste Sábado, no jogo entre Flamengo e Duque de Caxias, o Flamengo teve dois gols confirmados e, depois, anulados pelo árbitro. Nos lances, percebe-se claramente que nem o juiz, nem o bandeira e nem o árbitro da linha de fundo haviam assinalado qualquer irregularidade. Os gols foram confirmados e, depois, anulados.
Se a anulação ocorresse segundos após o lance, quando o juiz seria informado por um dos auxiliares, tudo bem. O juiz pode voltar atrás de uma marcação, atendendo a uma sinalização de um dos seus auxiliares (inclusive do quarto árbitro). Porém, o que aconteceu nestes dois jogos, é que o juiz voltou atrás após quase um minuto.
Isso deixa bem claro que há alguém assistindo ao jogo pela televisão e, após assistir ao replay do lance, comunica-se com alguém e passa a informação da irregularidade, a qual é repassada ao quinteto de arbitragem no campo.
Mesmo que os lances tenham sido anulados corretamente (Seedorf, realmente, estava em impedimento, e em um dos gols do Flamengo o jogador estava impedido), está havendo um grave desrespeito à regra, já que é terminantemente proibido o uso de qualquer recurso eletrônico (exceção feita ao equipamento de comunicação utilizado pelos árbitros em campo) para a revisão de jogadas. O juiz, juntamente com seus auxiliares, deve decidir o lance sem a utilização da televisão. Porém, está ficando bem evidente que a televisão vem sendo utilizada para que a arbitragem possa marcar acertadamente os lances.
A FIFA já deveria, há muito tempo, utilizar a televisão para tirar as dúvidas de lances polêmicos. Porém, enquanto a entidade máxima do futebol não regulariza a utilização do recurso eletrônico, sua utilização é irregular, mesmo que ajude a evitar que um lance irregular seja validado.
O tempo que os árbitros estão levando para decidir sobre determinados lances, deixa bem evidente que alguém de fora assiste aos jogos pela tevê e informa sobre a validade ou não de determinados lances, após assistir ao replay.
Essas confusões da arbitragem tiram um pouco do brilho do Campeonato, pondo em dúvida a lisura dos responsáveis pela sua condução.

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