quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O gigante voltou!



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O Gigante Voltou!
A frase, embora já esteja batida de tanto que foi utilizada como manchete pelos jornais, reflete bem o que foi o Botafogo nesta pré-Libertadores, principalmente o Botafogo do jogo da volta: um gigante que estava adormecido e que parece, finalmente ter acordado. E gigante em vários aspectos.
Gigante em sua torcida, que praticamente lotou o Maracanã para empurrar o time, fazendo uma festa de arrepiar até mesmo os mais insensíveis. Teve mosaico, bandeira em homenagem a Nilton Santos – falecido no ano passado – e músicas sendo cantadas horas antes do jogo começar. A torcida do Botafogo fez barulho antes, durante e depois do jogo. Apoiou e empurrou o Botafogo e pressionou o Deportivo Quito e o juiz. Uma festa em preto e branco nas arquibancadas, que contou com torcedores ilustres: a eterna musa Beth Carvalho – quando ela chegou ao estádio, o Botafogo fez o primeiro gol –, Sidney Magal – que teve sua música, “O meu sangue ferve por você”, entoada como um hino durante o jogo –, Donizete Pantera, um dos ídolos do título brasileiro de 1995, Marcelo Adnet etc. E Gérson! O “Canhotinha de Ouro” estava comentando o jogo para a rádio Transamérica e não se conteve: em um dos gols do Botafogo, ficou em pé na cabine, tirou a camisa e ficou girando, assim como fazia boa parte dos torcedores.
Em campo, o Botafogo começou nervoso. O time confundiu velocidade com pressa e garra com raiva. Os jogadores trocaram empurrões e xingamentos com os equatorianos e entraram em divididas duras. Erraram muitos passes e limitaram o jogo a chutões. Quando o time colocava a bola no chão, conseguia criar algumas boas chances. Lodeiro e Wallyson acertaram a rede, mas pelo lado de fora; Ferreyra cabeceou uma bola na trave. Até que, em um lançamento, Jorge Wagner cabeceou, Ferreyra atraiu a atenção dos zagueiros e Wallyson entrou livre para fazer o primeiro gol. O time foi para o vestiário com 1X0, o que deu mais tranquilidade para o segundo tempo.
Na volta, o Botafogo veio mais tranquilo e continuou pressionando. A entrada de Elias deu mais movimentação ao ataque. E, mesmo sem fazer gols, Elias participou dos três seguintes. Primeiro tocou de cabeça para Lodeiro, que lançou para Wallyson avançar, entortar o zagueiro e marcar o segundo gol; depois Elias recebeu a bola no meio de dois zagueiros e lançou Wallyson, que entrou livre e fez o terceiro. O atacante deu lugar a Henrique, e saiu ovacionado. Henrique entrou com a missão de prender a bola no ataque. Fez mais do que isso. Júlio César avançou e cruzou para Elias, que cabeceou; a bola bateu no zagueiro e sobrou para Henrique marcar o quarto e selar a goleada.
Méritos, também, para Eduardo Húngaro. Quando o Botafogo fez o segundo gol, placar que o classificava, o treinador não recuou o time. Mesmo com 3X0, tirou um atacante, Wallyson, e colocou outro atacante, Henrique, ao contrário da maioria dos técnicos, que colocaria um volante. O time jogou para cima, procurou o resultado, deu show.
A torcida compareceu e agora terá que abraçar de vez o time na fase de grupos, que já começa na terça-feira contra uma pedreira: o San Lorenzo, da Argentina. É jogo para, pelo menos, 40 mil no Maraca. O San Lorenzo é mais time que o Deportivo Quito, por isso não podemos esperar goleada – se vier, melhor ainda –, mas uma vitória em casa é fundamental, principalmente contra um time que deverá ser o principal adversário do Botafogo nesta fase.          
  

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