sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Placar de Quito não é preocupante; futebol apresentado, sim



Notícias do Glorioso no Twitter: @locospelofogao

O Botafogo estreou na Libertadores enfrentando o Deportivo Quito na altitude do Equador. O Deportivo venceu por 1X0 e, agora, joga por um empate no Maracanã. O Botafogo precisa vencer por diferença de 2 gols para ficar com a vaga. Se o Fogão vencer por 1X0, o jogo irá para os pênaltis; se o Glorioso vencer por diferença de 1 gol, com o Deportivo marcando, a vaga é do time equatoriano.
O Botafogo começou o jogo visivelmente tentando se poupar para não sentir os efeitos da altitude. O Deportivo aproveitou-se disso e tentou imprimir velocidade ao jogo para conseguir marcar logo um gol. E, em um falha da zaga, principalmente de Dória, que afastou mal uma bola, saiu o gol do time de Quito.
O placar, em si, não causa preocupação. O Botafogo tem ampla possibilidade de conseguir um placar por diferença de 2 ou mais gols jogando no Rio, onde o Deportivo não terá o auxílio luxuoso da altitude. Com o Maracanã lotado e com a torcida incentivando, o Botafogo pode inverter a vantagem dos equatorianos. O preocupante, entretanto, é que o time não apresentou um bom futebol em Quito. Desentrosado e previsível, o Botafogo teve o domínio do jogo durante a maior parte do tempo, mas não soube transformar esse domínio em chances de gol. O time limitou-se a tentar chutes de longe, quando tentou. O goleiro do Deportivo não fez nenhuma defesa difícil. A defesa mais difícil foi em um chute de Ferreyra, mas o bandeira, erradamente, havia marcado impedimento. Jefferson, ao contrário, fez, pelo menos, duas boas defesas, uma logo no início do jogo, antes de o Botafogo tomar o gol.
Porém, o que não se pode fazer é o que a torcida já começou nas redes sociais: o “já perdeu”! Ano passado, na Libertadores, o Atlético-MG virou vários jogos em que saiu perdendo por 2X0. O Botafogo perdeu apenas por 1X0. Esse pessimismo da torcida alvinegra, no momento, não se justifica. O que o Glorioso precisa é de incentivo, não de lamentações e cobranças com apenas um jogo. Pedir a saída do técnico Eduardo Húngaro, como alguns torcedores já vêm fazendo, com apenas dois jogos com a equipe titular – venceu um jogo e perdeu um –, mais do que pessimismo, é idiotice. Ele ainda não teve chance de mostrar o que pode fazer. Lembremos que o técnico Tite foi eliminado na pré-Libertadores, para o Tolima, perdendo por 2X0 em casa. A torcida pediu a cabeça do técnico, que depois foi campeão paulista, da Libertadores e Mundial. É cedo para criticar um trabalho que teve praticamente duas semanas para ser realizado.
Agora, não podemos negar o fato de que o time perdeu peças importantes: Seedorf e Rafael Marques. Mas não tinha como o Botafogo manter os dois jogadores. Seedorf teve a chance de ser técnico em uma equipe de ponta, em termos mundiais. Se recusasse agora, poderia não ter outra chance dessas tão cedo. Já Rafael Marques recebeu uma proposta que, financeiramente, era irrecusável. A China tem dinheiro e os clubes estão investindo forte em bons jogadores, seguindo o exemplo do que fez o Japão, que fortaleceu seu futebol e depois sediou uma Copa do Mundo.
Time por time, entretanto, o Botafogo é mais forte do que o Deportivo. No Maracanã, o Glorioso tem que se impor desde o início, ao contrário do que fez no Equador, quando só tentou jogar depois que levou o gol. Húngaro pensa em armar um time mais ofensivo para esse jogo, o que pode aumentar o poderio de ataque da equipe.
Em vez de ficarem se lamentando nas redes sociais, como alguns têm feito, a torcida do Botafogo, no jogo da volta, deveria imitar o exemplo da torcida do Atlético-MG, que incentivou o time mesmo quando as chances estavam todas contra o Galo.   

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