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Essa semana começou de forma
bombástica para o Botafogo. Na segunda-feira, noticiou-se que o CSKA, da
Rússia, havia se comprometido a pagar a multa rescisória e iria levar a jovem
promessa botafoguense.
Não vou comentar todo o desenrolar
da situação, que já foi bastante discutida pela mídia impressa, pelas tv’s e
pela Internet. Porém, em razão da grande repercussão da notícia nas redes
sociais, alguns pontos valem a pena ser discutidos.
Muitos torcedores culparam a
diretoria pela venda do jogador. Neste caso específico, creio que a diretoria
não tem culpa.
Em primeiro lugar, todos foram
pegos de surpresa com a proposta do time russo uma vez que ninguém, exceto,
talvez, os empresários do jogador, esperava por uma proposta tão cedo. Afinal,
Vitinho ainda não é uma realidade. É apenas uma promessa que pode ou não dar
certo. Após alguns jogos ruins, no início do Brasileiro, quando a própria
torcida do Botafogo pegava no seu pé, ele começou a jogar bem. Mas foram poucos
jogos para que se possa afirmar que ele vai vingar. Temos vários jogadores por
aí como exemplo.
Em segundo lugar, muitos falaram
que a diretoria deveria ter dado um salário maior para ele, para que pudesse
aumentar o valor da multa rescisória. Porém, pagar um alto salário para um
jogador que pode não dar certo é uma aposta muito alta, principalmente para um
clube que está com salários atrasados e com sérios problemas financeiros.
Em terceiro lugar, para a
diretoria do Botafogo não é um bom negócio vender o jogador, no momento. O
clube está com problemas causados por penhoras e ainda não recebeu os valores
das vendas de Fellype Gabriel e Andrezinho, e não deverá receber o valor da
venda de Vitinho. Pra quê vender, se não vai receber?
Em quarto, lugar, devido à Lei
Pelé, a única coisa que o clube pode fazer para evitar a saída de jogadores é
impor uma multa elevada, que normalmente é acertada com os empresários do
jogador por ocasião da elaboração do contrato. Caso algum clube se disponha a
pagar a multa – como o CSKA fez – e o jogador manifeste o desejo de sair – como
Vitinho fez –, não há nada que o clube possa fazer, exceto elaborar uma
contra-proposta – o que o Botafogo fez. Caso o jogador não aceite a
contra-proposta, ele sai garantido pela Lei.
Chamar o jogador de “mercenário”
também não é uma visão correta. Qualquer pessoa, no lugar dele – inclusive os
que o chamaram de “mercenário” –, trocaria de emprego caso recebesse uma
proposta bem mais vantajosa. Vitinho vem de uma família pobre, que com certeza
o incentivou a aceitar a excelente proposta do clube russo.
O principal culpado dessa situação
toda é a conjuntura atual do futebol brasileiro. Os clubes perderam poder, e os
jogadores estão todos nas mãos de empresários, os quais querem vender seus
jogadores para fazer dinheiro. Não é negócio para um empresário que um jogador
seu passe anos atuando pelo mesmo clube, pois assim ele não ganha dinheiro. Se
o jogador trocar de clube a cada temporada, melhor.
Atualmente, os clubes, que são os
responsáveis por esse “negócio” chamado futebol, são os que menos faturam com
ele. Enquanto nossos clubes continuarem atrelados à Confederação Brasileira de
Futebol, a famigerada CBF, continuarão amargando prejuízos e vendo nossos
craques indo embora, sem poderem fazer nada.
Os clubes todos estão indo à
falência. Conforme o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, disse em um
programa do canal Premiere, se continuar essa situação atual, muitos clubes
acabarão fechando suas portas.
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