segunda-feira, 8 de julho de 2013

Sem Engenhão e sem acordo com Maracanã, Bota, Fla e Flu serão sempre visitantes neste Brasileirão

Na última rodada do Brasileirão, Botafogo e Flamengo atuaram como mandantes dos seus respectivos jogos. O Botafogo mandou seu jogo em Pernambuco, enquanto o Flamengo mandou o jogo em Brasília. Mesmo sendo mandantes, as duas equipes tiveram que viajar para realizar as partidas. Com o Engenhão interditado e sem chegar a um acordo com o consórcio que administra o Maracanã, Botafogo, Flamengo e Fluminense ficaram sem estádio para mandar seus jogos. Por isso, os times tornaram-se equipes itinerantes, tendo que atuar em estádios de outras cidades.
Ao que parece, o consórcio que administra o Maracanã fez propostas que não agradaram aos três clubes e, por isso, ainda não chegaram a um acordo. A verdade é que o Consórcio Maracanã não cometeu o mesmo erro que o consórcio que administra o Mineirão. O Cruzeiro fechou com o Mineirão, mas o Atlético-MG não concordou com as condições oferecidas e optou por mandar seus jogos no estádio Independência, onde poderia arrecadar mais.
No Rio, o Maracanã teria apenas Flamengo e Fluminense como clientes, uma vez que o Botafogo mandaria seus jogos no Engenhão e o Vasco, em São Januário. Além disso, se Fla e Flu não concordassem com as condições do Maracanã, poderiam acertar com o Botafogo e continuar mandando seus jogos no Engenhão. Providencialmente, entretanto, “apareceu” um problema no Engenhão e o estádio ficará interditado por 18 meses. Assim, Flamengo, Fluminense e o próprio Botafogo não teriam outra opção a não ser atuar no Maracanã. O consórcio pensou que poderia impor suas condições e os clubes teriam de aceitá-las.
Os três times não fizeram isso, mas agora estão pagando o preço. Os três estão mandando seus jogos fora de casa, tendo que enfrentar viagens seguidas. Com o desenrolar do campeonato, essas viagens cobrarão o seu preço e os jogadores sentirão o desgaste. Então, ou fecham com o Maracanã ou correm o risco de apenas cumprir tabela no Brasileirão.
Muito significativa a interdição do Engenhão exatamente por ocasião da reabertura do Maracanã. O que mais estranha neste caso, porém, é o silêncio da diretoria do Botafogo, que perdeu os recursos que obtinha com o estádio e, mesmo assim, aceitou tudo silenciosamente, numa paciência de monge budista. O que a diretoria deveria fazer seria acionar a Prefeitura do Rio ou a empresa que construiu o estádio e cobrar uma indenização pelas receitas que deixará de arrecadar neste período. Ao não fazer isso, enfrenta uma crise financeira, tendo que se desfazer de seus principais jogadores para poder ter dinheiro para quitar dívidas.
Enquanto isso, o Botafogo seguirá sendo visitante em todas as partidas, mesmo nas que seria o mandante. Fará viagens seguidas e, além disso, aumentará suas despesas com passagens e hotéis, quando não teria esse problema caso atuasse no Rio.
O prejuízo financeiro é grande e a situação compromete o desempenho da equipe no campeonato. E, enquanto isso acontece, a diretoria do Botafogo segue fingindo-se de morta.       

        

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